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Produção de alimentos funcionais cresce 28,8%


Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

02/03/2008 | 07:18


Considerados benéficos à saúde por suas propriedades capazes de prevenir ou reduzir o risco de doenças, os alimentos funcionais industrializados registraram alta de 28,8% na produção em 2007. No ano, as vendas do segmento chegaram a R$ 1,92 bilhão, ante R$ 1,49 bilhão em 2006. A previsão para 2008 é de que a produção e o consumo cresçam 30%, de acordo com estimativas da Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).

“Embora o crescimento tenha sido significativo, a produção deste tipo de alimento no País representa 0,83% do total do mercado alimentício. É um nicho do mercado que ainda tem muito espaço para crescer”, afirma o coordenador do departamento de economia e estatística da Abia, Denis Ribeiro. A indústria alimentar no País atingiu a produção de R$ 230 bilhões.

O termo ‘alimento funcional’ chegou ao Brasil na década de 1990, com o conceito de reforçar a capacidade de defesa do organismo e de regularização dos processos metabólicos, mas somente dez anos depois que ele começou a se popularizar. Hoje o mercado disponibiliza 50 produtos com características funcionais autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). São iogurtes, margarinas, leites fermentados e cereais.

“A tendência é de que as empresas invistam cada vez mais neste tipo de produto, já que a população está cada vez mais preocupada com o que está ingerindo”, explica Ribeiro.

A gerente de pesquisa e desenvolvimento da Yakult, Yasumi Ozawa Kimura, explica que alimentos funcionais, se ingeridos com freqüência, podem regular algumas funções do organismo. “É o caso do leite fermentado da Yakult. Ele possui lactobacillus casei que chegam vivos aos intestinos, aumentam o número de microorganismos benéficos e diminuem as bactérias nocivas. O intestino fica melhor regulado e elimina mais rapidamente as toxinas.”

Ela conta que o leite fermentado da empresa é um dos primeiros alimentos funcionais à venda no País. “Sempre tivemos esta preocupação”. De acordo com a Yakult, os brasileiros consomem anualmente 2 milhões de frascos do produto.

No entanto, a indústria ainda esbarra na carência de informação dos consumidores. “Falta ainda conhecimento da população sobre as propriedades dos alimentos funcionais”, explica Ribeiro, da Abia.

A dona de casa Maria Zélia Façanha, 53 anos, concorda. “É difícil saber pelo rótulo para que serve determinado tipo de produto. É um conceito novo ainda.”


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Produção de alimentos funcionais cresce 28,8%

Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

02/03/2008 | 07:18


Considerados benéficos à saúde por suas propriedades capazes de prevenir ou reduzir o risco de doenças, os alimentos funcionais industrializados registraram alta de 28,8% na produção em 2007. No ano, as vendas do segmento chegaram a R$ 1,92 bilhão, ante R$ 1,49 bilhão em 2006. A previsão para 2008 é de que a produção e o consumo cresçam 30%, de acordo com estimativas da Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).

“Embora o crescimento tenha sido significativo, a produção deste tipo de alimento no País representa 0,83% do total do mercado alimentício. É um nicho do mercado que ainda tem muito espaço para crescer”, afirma o coordenador do departamento de economia e estatística da Abia, Denis Ribeiro. A indústria alimentar no País atingiu a produção de R$ 230 bilhões.

O termo ‘alimento funcional’ chegou ao Brasil na década de 1990, com o conceito de reforçar a capacidade de defesa do organismo e de regularização dos processos metabólicos, mas somente dez anos depois que ele começou a se popularizar. Hoje o mercado disponibiliza 50 produtos com características funcionais autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). São iogurtes, margarinas, leites fermentados e cereais.

“A tendência é de que as empresas invistam cada vez mais neste tipo de produto, já que a população está cada vez mais preocupada com o que está ingerindo”, explica Ribeiro.

A gerente de pesquisa e desenvolvimento da Yakult, Yasumi Ozawa Kimura, explica que alimentos funcionais, se ingeridos com freqüência, podem regular algumas funções do organismo. “É o caso do leite fermentado da Yakult. Ele possui lactobacillus casei que chegam vivos aos intestinos, aumentam o número de microorganismos benéficos e diminuem as bactérias nocivas. O intestino fica melhor regulado e elimina mais rapidamente as toxinas.”

Ela conta que o leite fermentado da empresa é um dos primeiros alimentos funcionais à venda no País. “Sempre tivemos esta preocupação”. De acordo com a Yakult, os brasileiros consomem anualmente 2 milhões de frascos do produto.

No entanto, a indústria ainda esbarra na carência de informação dos consumidores. “Falta ainda conhecimento da população sobre as propriedades dos alimentos funcionais”, explica Ribeiro, da Abia.

A dona de casa Maria Zélia Façanha, 53 anos, concorda. “É difícil saber pelo rótulo para que serve determinado tipo de produto. É um conceito novo ainda.”

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