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Maranhão se contradiz ao falar de projeto da Linha 18

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após dizer que grupo chinês apresentou proposta, presidente do Consórcio pede avanço de debate


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

30/07/2020 | 00:01


O presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), recuou e, agora, afirma que a proposta de grupo chinês de custear a Linha 18-Bronze, que ligaria o Grande ABC à Capital, ainda precisa amadurecer. O novo posicionamento ocorre dias depois de ele mesmo vender a ideia de que executivos da BYD já teriam apresentado até projeto ao governo do Estado para tirar o modal do papel.

Ao Diário, Maranhão declarou que “houve má interpretação” e que o grupo chinês sequer apresentou projeto ao Palácio dos Bandeirantes. “A BYD não apresentou nenhum projeto, até porque, como iriam fazer isso sem nenhuma garantia de participação da empresa (na execução das intervenções)? Como iriam colocar a carroça na frente dos bois?”, afirmou o prefeito, ao emendar, entretanto, que há “entusiasmo” para que as conversas avancem nos próximos dias.

Na semana passada, a BYD divulgou nota ao Diário contrariando as declarações do seu próprio diretor de negócios, Alexandre Liu. O executivo disse categoricamente que não só havia projeto para viabilizar a Linha 18, como a companhia estaria disposta a custear as desapropriações de terrenos e imóveis que estão no traçado da linha. Essa era primeira fase das intervenções – avaliada em aproximadamente R$ 200 milhões – e foi justamente pelo fato de o Estado não conseguir financiamento para as desapropriações que o Metrô do Grande ABC empacou sem as obras sequer começarem.

Maranhão acredita que, embora o governo João Doria (PSDB) já tenha extinto o projeto da Linha 18, ainda é possível recuperar a iniciativa. “O Consórcio Vem ABC (que chegou a assinar contrato com o governo paulista para tocar as intervenções) não recebeu nenhum documento formal (comunicando oficialmente o cancelamento do acordo)”, frisou. O mandatário afirmou que a BYD já está em tratativas para “adquirir o Consórcio Vem ABC”. O grupo reúne as empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio. O chefe do Executivo frisou ainda que aguarda reunião com o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, e que os deputados estaduais com base na região estão empenhados em fortalecer esse debate.

Idealizada em formato monotrilho, a Linha 18 foi orçada em R$ 4,2 bilhões, em PPP (Parceria Público-Privada) assinada em 2014 pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB) com o Consórcio Vem ABC. Alckmin buscou financiamentos externos, mas esbarrou em autorizações da União – o governo federal classificou o Estado como risco alto de problemas fiscais

No ano passado, Doria enterrou o projeto e anunciou a troca do modal por BRT. A nova iniciativa, porém, também permanece apenas no discurso e carece de detalhes por parte da Secretaria estadual dos Transportes Metropolitanos. Recentemente, o Palácio dos Bandeirantes abriu licitação para contratar projeto funcional da Linha 20-Rosa do Metrô. O traçado inclui estações em Santo André e em São Bernardo. 



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Maranhão se contradiz ao falar de projeto da Linha 18

Após dizer que grupo chinês apresentou proposta, presidente do Consórcio pede avanço de debate

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

30/07/2020 | 00:01


O presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), recuou e, agora, afirma que a proposta de grupo chinês de custear a Linha 18-Bronze, que ligaria o Grande ABC à Capital, ainda precisa amadurecer. O novo posicionamento ocorre dias depois de ele mesmo vender a ideia de que executivos da BYD já teriam apresentado até projeto ao governo do Estado para tirar o modal do papel.

Ao Diário, Maranhão declarou que “houve má interpretação” e que o grupo chinês sequer apresentou projeto ao Palácio dos Bandeirantes. “A BYD não apresentou nenhum projeto, até porque, como iriam fazer isso sem nenhuma garantia de participação da empresa (na execução das intervenções)? Como iriam colocar a carroça na frente dos bois?”, afirmou o prefeito, ao emendar, entretanto, que há “entusiasmo” para que as conversas avancem nos próximos dias.

Na semana passada, a BYD divulgou nota ao Diário contrariando as declarações do seu próprio diretor de negócios, Alexandre Liu. O executivo disse categoricamente que não só havia projeto para viabilizar a Linha 18, como a companhia estaria disposta a custear as desapropriações de terrenos e imóveis que estão no traçado da linha. Essa era primeira fase das intervenções – avaliada em aproximadamente R$ 200 milhões – e foi justamente pelo fato de o Estado não conseguir financiamento para as desapropriações que o Metrô do Grande ABC empacou sem as obras sequer começarem.

Maranhão acredita que, embora o governo João Doria (PSDB) já tenha extinto o projeto da Linha 18, ainda é possível recuperar a iniciativa. “O Consórcio Vem ABC (que chegou a assinar contrato com o governo paulista para tocar as intervenções) não recebeu nenhum documento formal (comunicando oficialmente o cancelamento do acordo)”, frisou. O mandatário afirmou que a BYD já está em tratativas para “adquirir o Consórcio Vem ABC”. O grupo reúne as empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio. O chefe do Executivo frisou ainda que aguarda reunião com o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, e que os deputados estaduais com base na região estão empenhados em fortalecer esse debate.

Idealizada em formato monotrilho, a Linha 18 foi orçada em R$ 4,2 bilhões, em PPP (Parceria Público-Privada) assinada em 2014 pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB) com o Consórcio Vem ABC. Alckmin buscou financiamentos externos, mas esbarrou em autorizações da União – o governo federal classificou o Estado como risco alto de problemas fiscais

No ano passado, Doria enterrou o projeto e anunciou a troca do modal por BRT. A nova iniciativa, porém, também permanece apenas no discurso e carece de detalhes por parte da Secretaria estadual dos Transportes Metropolitanos. Recentemente, o Palácio dos Bandeirantes abriu licitação para contratar projeto funcional da Linha 20-Rosa do Metrô. O traçado inclui estações em Santo André e em São Bernardo. 

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