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Metrô licita projeto funcional da Linha 20

Denis Maciel/Mudança no traçado amarga a ideia de saída por São Bernardo Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Edital trata de contratar plano de engenharia e estudo de impacto; trajeto inclui Lapa a Sto.André


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

20/07/2020 | 07:01


O governo do Estado formalizou abertura de licitação para contratar projeto funcional da Linha 20-Rosa, do Metrô, que deve ligar o Grande ABC à Capital, tendo o Centro de Santo André como ponto inicial do trajeto até o bairro da Lapa. Essa proposta lançada, ainda embrionária, embora antiga dentro do Palácio dos Bandeirantes, confirma a mudança idealizada no traçado e amarga o discurso do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), que já se vangloriava de o futuro modal, mesmo sem calendário previsto para sair efetivamente do papel, começar pela sua cidade.

O projeto da Linha 20 foi desengavetado por João Doria (PSDB) há um ano, justamente na data do anúncio do fim da Linha 18-Bronze, via monotrilho, e criação do sistema BRT (transporte rápido por ônibus, na sigla em inglês) no lugar. O edital em questão, publicado em junho, trata de prestação de serviços por empresa terceirizada para elaborar plano técnico de engenharia e estudo de impacto ambiental do Metrô. É considerado pré-projeto, primeiro passo do programa, para análise das intervenções. Pelo texto, a data de entrega das propostas – critério de menor preço – está fixada para amanhã.

Na divulgação do resgate da Linha 20, a projeção era que o traçado fosse a partir do Rudge Ramos, em São Bernardo, até a Lapa, na Zona Oeste de São Paulo. Em novembro, houve estudo do Metrô, registrado em relatório, para analisar a inclusão da Estação Prefeito Saladino, em Santo André. Com a oficialização do edital, a companhia indica, contudo, que a proposta pretende iniciar o trajeto pela Estação Celso Daniel, na região central. A cidade, que anteriormente sequer seria contemplada no plano, pode receber ainda outros dois pontos na sequência (Avenida Portugal e Príncipe de Gales).

A continuidade do traçado provisório, que consta no edital, abrange também as paradas Afonsina, Rudge Ramos e Taboão/Anchieta, em São Bernardo. O projeto inclui cerca de 31 quilômetros de extensão e 24 estações, que fariam conexão com outras dez linhas de Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) – entre elas, 1-Azul, 5-Lilás, 4-Amarela e a própria 10-Turquesa –, além do BRT ABC, por baldeação na Afonsina. A companhia estima, de acordo com o documento, que a Linha 20-Rosa possa transportar aproximadamente 1 milhão de passageiros por dia, quando concluída por completo.

“O modo escolhido para esta ligação é o Metrô convencional”, diz trecho do termo de referência. Segundo a minuta do contrato, a empresa selecionada deverá apresentar alternativas de traçado, método de construção e localização de estações. A firma contratada terá até 32 meses para entregar projetos e estudos a partir da ordem de serviço.

A Linha 20, originalmente, era orçada em ao menos R$ 10 bilhões, porém com traçado menor do que o atual. O custo total, com a ampliação, pode ultrapassar a margem de R$ 30 bilhões, sob análise de R$ 1,17 bilhão por quilômetro. Se concretizada, a proposta tem previsões preliminares de entrar em funcionamento em meados de 2030, dada a complexidade do ramal, incluindo o período de contratações dos projetos básico e executivo, licitação para execução das obras e transcurso das intervenções.

Procurado, o Metrô não se pronunciou a respeito.

BYD se dispõe a pagar por desapropriações da Linha 18

Daniel Tossato

Interessado em resgatar o projeto original da Linha 18-Bronze do Metrô utilizando modal monotrilho, grupo chinês BYD afirmou que está disposto até a bancar desapropriações, maior entrave para o andamento da obras, na intenção de retirar o empreendimento do papel.

Segundo o diretor de negócios da BYD, Alexandre Liu, o grupo se colocaria à disposição do governo do Estado, administrado por João Doria (PSDB), para injetar dinheiro e realizar as desapropriações de terrenos e imóveis que aparecerem no traçado da linha.

“Se for necessário, estamos dispostos a realizar as desapropriações. Basta saber se é possível que uma empresa privada possa realizar este tipo de trâmite. Mas reforço a informação, a BYD se coloca inteiramente à disposição do governo do Estado para que a Linha 18 seja executada com tecnologia de monotrilho”, declarou Liu, ao Diário.

No ano passado, porém, o governador Doria enterrou o projeto da Linha 18 utilizando o monotrilho com a alegação de que o valor do empreendimento tornou impossível a execução da obra. O custo do projeto era de R$ 4,26 bilhões, dividido entre Estado, União e setor privado e o andamento acabou empacando justamente na fase de desapropriações. Segundo Doria, em quantias atualizadas, seria necessário desembolsar R$ 6 bilhões. Como alternativa, o Palácio dos Bandeirantes apresentou o BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) – há um ano Doria apresentou a mudança sem que nenhum passo administrativo tenha sido dado deste então.

O Diário revelou há duas semanas que a empresa BYD, uma das maiores empresas no ramo de monotrilho do mundo, apresentou projeto de retomada da Linha 18-Bronze, ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Presidente da instituição e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), levou a demanda ao secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que teria ficado entusiasmado. O assunto foi endereçado ao secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Na região, há movimento político para que, no mínimo, o Palácio dos Bandeirantes, analise a proposta do grupo chinês. Na Assembleia Legislativa, por exemplo, deputados do Grande ABC estão dispostos a ouvir a BYD. Há mobilização para convite para que representantes da empresa detalhem a proposta nas próximas semanas.

Por meio de nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos alegou que o assunto não está mais sob governança da pasta, já que o objeto está extinto. 



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Metrô licita projeto funcional da Linha 20

Edital trata de contratar plano de engenharia e estudo de impacto; trajeto inclui Lapa a Sto.André

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

20/07/2020 | 07:01


O governo do Estado formalizou abertura de licitação para contratar projeto funcional da Linha 20-Rosa, do Metrô, que deve ligar o Grande ABC à Capital, tendo o Centro de Santo André como ponto inicial do trajeto até o bairro da Lapa. Essa proposta lançada, ainda embrionária, embora antiga dentro do Palácio dos Bandeirantes, confirma a mudança idealizada no traçado e amarga o discurso do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), que já se vangloriava de o futuro modal, mesmo sem calendário previsto para sair efetivamente do papel, começar pela sua cidade.

O projeto da Linha 20 foi desengavetado por João Doria (PSDB) há um ano, justamente na data do anúncio do fim da Linha 18-Bronze, via monotrilho, e criação do sistema BRT (transporte rápido por ônibus, na sigla em inglês) no lugar. O edital em questão, publicado em junho, trata de prestação de serviços por empresa terceirizada para elaborar plano técnico de engenharia e estudo de impacto ambiental do Metrô. É considerado pré-projeto, primeiro passo do programa, para análise das intervenções. Pelo texto, a data de entrega das propostas – critério de menor preço – está fixada para amanhã.

Na divulgação do resgate da Linha 20, a projeção era que o traçado fosse a partir do Rudge Ramos, em São Bernardo, até a Lapa, na Zona Oeste de São Paulo. Em novembro, houve estudo do Metrô, registrado em relatório, para analisar a inclusão da Estação Prefeito Saladino, em Santo André. Com a oficialização do edital, a companhia indica, contudo, que a proposta pretende iniciar o trajeto pela Estação Celso Daniel, na região central. A cidade, que anteriormente sequer seria contemplada no plano, pode receber ainda outros dois pontos na sequência (Avenida Portugal e Príncipe de Gales).

A continuidade do traçado provisório, que consta no edital, abrange também as paradas Afonsina, Rudge Ramos e Taboão/Anchieta, em São Bernardo. O projeto inclui cerca de 31 quilômetros de extensão e 24 estações, que fariam conexão com outras dez linhas de Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) – entre elas, 1-Azul, 5-Lilás, 4-Amarela e a própria 10-Turquesa –, além do BRT ABC, por baldeação na Afonsina. A companhia estima, de acordo com o documento, que a Linha 20-Rosa possa transportar aproximadamente 1 milhão de passageiros por dia, quando concluída por completo.

“O modo escolhido para esta ligação é o Metrô convencional”, diz trecho do termo de referência. Segundo a minuta do contrato, a empresa selecionada deverá apresentar alternativas de traçado, método de construção e localização de estações. A firma contratada terá até 32 meses para entregar projetos e estudos a partir da ordem de serviço.

A Linha 20, originalmente, era orçada em ao menos R$ 10 bilhões, porém com traçado menor do que o atual. O custo total, com a ampliação, pode ultrapassar a margem de R$ 30 bilhões, sob análise de R$ 1,17 bilhão por quilômetro. Se concretizada, a proposta tem previsões preliminares de entrar em funcionamento em meados de 2030, dada a complexidade do ramal, incluindo o período de contratações dos projetos básico e executivo, licitação para execução das obras e transcurso das intervenções.

Procurado, o Metrô não se pronunciou a respeito.

BYD se dispõe a pagar por desapropriações da Linha 18

Daniel Tossato

Interessado em resgatar o projeto original da Linha 18-Bronze do Metrô utilizando modal monotrilho, grupo chinês BYD afirmou que está disposto até a bancar desapropriações, maior entrave para o andamento da obras, na intenção de retirar o empreendimento do papel.

Segundo o diretor de negócios da BYD, Alexandre Liu, o grupo se colocaria à disposição do governo do Estado, administrado por João Doria (PSDB), para injetar dinheiro e realizar as desapropriações de terrenos e imóveis que aparecerem no traçado da linha.

“Se for necessário, estamos dispostos a realizar as desapropriações. Basta saber se é possível que uma empresa privada possa realizar este tipo de trâmite. Mas reforço a informação, a BYD se coloca inteiramente à disposição do governo do Estado para que a Linha 18 seja executada com tecnologia de monotrilho”, declarou Liu, ao Diário.

No ano passado, porém, o governador Doria enterrou o projeto da Linha 18 utilizando o monotrilho com a alegação de que o valor do empreendimento tornou impossível a execução da obra. O custo do projeto era de R$ 4,26 bilhões, dividido entre Estado, União e setor privado e o andamento acabou empacando justamente na fase de desapropriações. Segundo Doria, em quantias atualizadas, seria necessário desembolsar R$ 6 bilhões. Como alternativa, o Palácio dos Bandeirantes apresentou o BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) – há um ano Doria apresentou a mudança sem que nenhum passo administrativo tenha sido dado deste então.

O Diário revelou há duas semanas que a empresa BYD, uma das maiores empresas no ramo de monotrilho do mundo, apresentou projeto de retomada da Linha 18-Bronze, ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Presidente da instituição e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), levou a demanda ao secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que teria ficado entusiasmado. O assunto foi endereçado ao secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Na região, há movimento político para que, no mínimo, o Palácio dos Bandeirantes, analise a proposta do grupo chinês. Na Assembleia Legislativa, por exemplo, deputados do Grande ABC estão dispostos a ouvir a BYD. Há mobilização para convite para que representantes da empresa detalhem a proposta nas próximas semanas.

Por meio de nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos alegou que o assunto não está mais sob governança da pasta, já que o objeto está extinto. 

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