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Oposição tenta reativar CPI dos Uniformes

PPS e Solidariedade criticam contratação de Capricórnio para fornecer peças para alunos de S.Bernardo


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/01/2014 | 07:05


A divulgação de que a Capricórnio S/A venceu quatro dos seis kits de uniformes escolares licitados pela Prefeitura de São Bernardo reativou o desejo da oposição ao prefeito Luiz Marinho (PT) na Câmara de emplacar a CPI dos Uniformes. O tema retornará à pauta legislativa no dia 5, quando termina o recesso parlamentar.

Ontem, o Diário mostrou que, mesmo alvo de investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e apontada como integrante da Máfia dos Uniformes, a Capricórnio triunfou nos principais blocos do pregão para fornecimento da roupa aos alunos e professores da rede municipal. Estimativa do Paço divulgada pelo edital é a de que a empresa receberá R$ 29,2 milhões por 12 meses de contrato.

Em março, a bancada do PPS chegou a protocolar pedido de investigação no imbróglio envolvendo editais para compra de vestimenta ao sistema público. A intenção era apurar suspeita de direcionamento no pregão que resultou em cancelamento do certame por parte do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e, consequentemente, a ausência de distribuição do material aos 95 mil alunos matriculados na Secretaria de Educação.

À ocasião, a CPI não avançou. Eram necessários dez votos para instauração da investigação parlamentar, mas somente cinco vereadores aderiram à solicitação. Marcelo Lima (PPS), Hiroyuki Minami (PSDB) e Juarez Tudo Azul (PSDB) foram contrários sob alegação de votos insuficientes para aprovação da comissão.

Líder da bancada do PPS, Osvaldinho Camargo afirmou que o fato de a Capricórnio ter vencido a nova licitação adiciona elementos para convencer a maioria da Câmara a instalar a CPI dos Uniformes. O popular-socialista disse também que buscará votos do G-12, grupo de vereadores aliados ao prefeito, mas que pregam independência no Legislativo.

“O prefeito Marinho se acha acima da lei. Só que a lei está acima de tudo, dele e de nós, vereadores. Ele não aceita ter vereador fiscalizando seu trabalho. Por isso vamos conversar com todos (parlamentares), inclusive os do G-12”, adiantou Osvaldinho.

O vereador Pery Cartola (Solidariedade) garantiu que hoje vai anexar cópia da reportagem do Diário sobre a nova licitação dos uniformes ao processo já aberto no Ministério Público e no Gaeco. “Achava que o prefeito tinha afinco de resolver essa questão para atender à demanda da cidade, mas parece que ele tinha pressa em passar o contrato para uma empresa de boa relação com ele. Esse resultado (do edital) mostra que tem boi na linha.”

Em Londrina, o MP paranaense comprovou desvio de R$ 3,1 milhões em recursos públicos por conta de fraude na licitação. No cartel estavam a Capricórnio e a G8 Comércio de Equipamentos, Serviços e Representações – atual Fio Paraná, que também prestou serviço em São Bernardo.
 



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Oposição tenta reativar CPI dos Uniformes

PPS e Solidariedade criticam contratação de Capricórnio para fornecer peças para alunos de S.Bernardo

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/01/2014 | 07:05


A divulgação de que a Capricórnio S/A venceu quatro dos seis kits de uniformes escolares licitados pela Prefeitura de São Bernardo reativou o desejo da oposição ao prefeito Luiz Marinho (PT) na Câmara de emplacar a CPI dos Uniformes. O tema retornará à pauta legislativa no dia 5, quando termina o recesso parlamentar.

Ontem, o Diário mostrou que, mesmo alvo de investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e apontada como integrante da Máfia dos Uniformes, a Capricórnio triunfou nos principais blocos do pregão para fornecimento da roupa aos alunos e professores da rede municipal. Estimativa do Paço divulgada pelo edital é a de que a empresa receberá R$ 29,2 milhões por 12 meses de contrato.

Em março, a bancada do PPS chegou a protocolar pedido de investigação no imbróglio envolvendo editais para compra de vestimenta ao sistema público. A intenção era apurar suspeita de direcionamento no pregão que resultou em cancelamento do certame por parte do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e, consequentemente, a ausência de distribuição do material aos 95 mil alunos matriculados na Secretaria de Educação.

À ocasião, a CPI não avançou. Eram necessários dez votos para instauração da investigação parlamentar, mas somente cinco vereadores aderiram à solicitação. Marcelo Lima (PPS), Hiroyuki Minami (PSDB) e Juarez Tudo Azul (PSDB) foram contrários sob alegação de votos insuficientes para aprovação da comissão.

Líder da bancada do PPS, Osvaldinho Camargo afirmou que o fato de a Capricórnio ter vencido a nova licitação adiciona elementos para convencer a maioria da Câmara a instalar a CPI dos Uniformes. O popular-socialista disse também que buscará votos do G-12, grupo de vereadores aliados ao prefeito, mas que pregam independência no Legislativo.

“O prefeito Marinho se acha acima da lei. Só que a lei está acima de tudo, dele e de nós, vereadores. Ele não aceita ter vereador fiscalizando seu trabalho. Por isso vamos conversar com todos (parlamentares), inclusive os do G-12”, adiantou Osvaldinho.

O vereador Pery Cartola (Solidariedade) garantiu que hoje vai anexar cópia da reportagem do Diário sobre a nova licitação dos uniformes ao processo já aberto no Ministério Público e no Gaeco. “Achava que o prefeito tinha afinco de resolver essa questão para atender à demanda da cidade, mas parece que ele tinha pressa em passar o contrato para uma empresa de boa relação com ele. Esse resultado (do edital) mostra que tem boi na linha.”

Em Londrina, o MP paranaense comprovou desvio de R$ 3,1 milhões em recursos públicos por conta de fraude na licitação. No cartel estavam a Capricórnio e a G8 Comércio de Equipamentos, Serviços e Representações – atual Fio Paraná, que também prestou serviço em São Bernardo.
 

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