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Elizabeth Savalla: supervaidosa, só na novela


Ana Clara Werneck
Da TV Press

16/09/2007 | 07:01


Elizabeth Savalla vive a personagem mais vaidosa de sua carreira, na novela das sete da Globo, Sete Pecados. Enquanto Rebeca, mãe de Beatriz (Priscila Fantin), faz de tudo para parecer cada vez mais jovem, a atriz que a encarna prefere manter-se ao natural. A seguir, trechos da entrevista:

Sete Pecados é sua quarta novela seguida do Walcyr Carrasco. O que te motiva a repetir a parceria?

ELIZABETH SAVALLA – Quem trouxe o Walcyr para a Globo foi o Walter Avancini, com quem comecei, em Gabriela. Depois, fiz vários trabalhos com o Avancini. Foi a pessoa que me ensinou tudo. Ele me fez. Costumo dizer que o Avancini é meu pai na TV. O Walcyr foi o presente que o Avancini me deixou.

A Rebeca é viciada em tratamentos estéticos. Como você encara a busca incessante pela beleza?

ELIZABETH – Ela é um espelho da realidade. Estamos virando narcisos. Estou feliz porque ainda não fiz plástica nenhuma, não quero ficar com cara de peixe no aquário. Vão sobrar as avós e as bisavós para eu interpretar, não vou ficar sem emprego (risos).

Por muito tempo, você priorizou a TV. Depois isso mudou um pouco, certo?

ELIZABETH – Aos 30 anos, resolvi me dedicar aos palcos. Já era considerada velha para ser protagonista. Estava morrendo de medo porque o teatro é implacável. Mas foi legal. Queria mesmo me aprimorar como atriz.

A atuação era vista de forma bem diferente quando você estreou na TV, em 1975.

ELIZABETH – Quando entrei para a Escola de Arte Dramática, na USP, meu pai queria me deserdar. Atriz era mulher da vida. Tanto que a carteirinha profissional era do Sindicato de Diversões, como a de prostituta. Só em 1978 foi regulamentada a profissão. Não é como hoje, que virou moda. Essa é uma profissão muito, muito difícil.

Durante muito tempo você só fez mocinhas. Foram escolhas suas?

ELIZABETH – Não, acho que tinha cara de boazinha. A mocinha é aquela idiota que todo mundo sabe o que está acontecendo, menos ela. Tem que chorar muito, e isso é desgastante. Não sei chorar com colírio, choro pra valer. Quando se chora muito, chega-se em casa com dor de cabeça, acabada. E ainda tem texto para decorar. Quero deixar bem claro que fazer a mocinha é um porre!

Hoje você está em sua 17ª novela. Qual foi seu grande aprendizado até agora?

ELIZABETH – O maior aprendizado é o da humildade. A cada dia que passa, percebo que sei menos. Em segundo lugar, não pode ter preconceito. Cada personagem tem algo a ensinar. Só quando o ator percebe isso ele pode fazer melhor seu trabalho.



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Elizabeth Savalla: supervaidosa, só na novela

Ana Clara Werneck
Da TV Press

16/09/2007 | 07:01


Elizabeth Savalla vive a personagem mais vaidosa de sua carreira, na novela das sete da Globo, Sete Pecados. Enquanto Rebeca, mãe de Beatriz (Priscila Fantin), faz de tudo para parecer cada vez mais jovem, a atriz que a encarna prefere manter-se ao natural. A seguir, trechos da entrevista:

Sete Pecados é sua quarta novela seguida do Walcyr Carrasco. O que te motiva a repetir a parceria?

ELIZABETH SAVALLA – Quem trouxe o Walcyr para a Globo foi o Walter Avancini, com quem comecei, em Gabriela. Depois, fiz vários trabalhos com o Avancini. Foi a pessoa que me ensinou tudo. Ele me fez. Costumo dizer que o Avancini é meu pai na TV. O Walcyr foi o presente que o Avancini me deixou.

A Rebeca é viciada em tratamentos estéticos. Como você encara a busca incessante pela beleza?

ELIZABETH – Ela é um espelho da realidade. Estamos virando narcisos. Estou feliz porque ainda não fiz plástica nenhuma, não quero ficar com cara de peixe no aquário. Vão sobrar as avós e as bisavós para eu interpretar, não vou ficar sem emprego (risos).

Por muito tempo, você priorizou a TV. Depois isso mudou um pouco, certo?

ELIZABETH – Aos 30 anos, resolvi me dedicar aos palcos. Já era considerada velha para ser protagonista. Estava morrendo de medo porque o teatro é implacável. Mas foi legal. Queria mesmo me aprimorar como atriz.

A atuação era vista de forma bem diferente quando você estreou na TV, em 1975.

ELIZABETH – Quando entrei para a Escola de Arte Dramática, na USP, meu pai queria me deserdar. Atriz era mulher da vida. Tanto que a carteirinha profissional era do Sindicato de Diversões, como a de prostituta. Só em 1978 foi regulamentada a profissão. Não é como hoje, que virou moda. Essa é uma profissão muito, muito difícil.

Durante muito tempo você só fez mocinhas. Foram escolhas suas?

ELIZABETH – Não, acho que tinha cara de boazinha. A mocinha é aquela idiota que todo mundo sabe o que está acontecendo, menos ela. Tem que chorar muito, e isso é desgastante. Não sei chorar com colírio, choro pra valer. Quando se chora muito, chega-se em casa com dor de cabeça, acabada. E ainda tem texto para decorar. Quero deixar bem claro que fazer a mocinha é um porre!

Hoje você está em sua 17ª novela. Qual foi seu grande aprendizado até agora?

ELIZABETH – O maior aprendizado é o da humildade. A cada dia que passa, percebo que sei menos. Em segundo lugar, não pode ter preconceito. Cada personagem tem algo a ensinar. Só quando o ator percebe isso ele pode fazer melhor seu trabalho.

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