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Peixe-boi da amazônia é difícil de ser visto

Ampa/ Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Encontrado no Norte do Brasil, Colômbia, Equador e Peru, mamífero sofre com a caça ilegal


Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

01/12/2013 | 07:00


Ele é o maior mamífero de água doce do Brasil. No entanto, ver um peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis) no Rio Negro não é tarefa fácil. Isso porque o animal, encontrado na Bacia Amazônica, tem cor que varia de cinza-escuro a preto (com manchinhas brancas ou rosadas na barriga) que o deixa camuflado nas águas turvas. Por isso, pouco se sabe sobre a espécie. 

De hábitos solitários, tem nadadeira traseira que lembra a de um peixe grande e focinho de mamífero terrestre. Mesmo sendo nadador habilidoso, se estiver em movimento, precisa subir à superfície a cada cinco minutos para respirar. Já em repouso, pode passar até 20 minutos no fundo do rio. 

É herbívoro e usa as nadadeiras (sem unhas) e a boca para arrancar as plantas aquáticas que ingere. Pode alcançar 3 m de comprimento e pesar cerca de 500 kg.

Cada fêmea tem apenas um filhote por gestação, que dura 13 meses. Mama durante dois anos e fica sob os cuidados da mãe até completar 3 anos.

O peixe-boi tem importante papel na natureza. A urina e as fezes do animal têm nutrientes, que servem de adubo para os rios e alimento para micro-organismos.

Além da perda do habitat, a maior ameaça ao animal – que pode viver 50 anos – é a caça ilegal para obtenção do couro resistente e da carne.

QUER CONHECER? - No Aquário de São Paulo vive Tapajós, macho de 12 anos. Veio da Amazônia em 2009, após a mãe ter sido caçada. Come 14 kg de vegetais por dia (alface, pepino, tomate e beterraba). Tem 175 kg e 2,10 m.

 A história de Tapajós ajuda a chamar a atenção dos visitantes sobre o problema que sua espécie enfrenta na Floresta Amazônica.

Quatro espécies vivem na América, África, Ásia e Oceania

Há quatro espécies de peixe-boi que vivem em rios, lagos ou na costa da América, África, Ásia e Oceania. São herbívoros e medem entre 3 m e 4 m. Emitem sons para se comunicar. A fêmea, por exemplo, os utiliza para identificar e localizar o filhote.

Têm focinho com duas grandes aberturas que garantem bom olfato. Mesmo com orelhas pequenas, escutam muito bem.

No Brasil, além do peixe-boi da Amazônia, existe o peixe-boi marinho, que vive no litoral do Nordeste. É encontrado ainda nos rios e nas águas da costa do Sudeste dos Estados Unidos e em países da América Latina. É o mamífero aquático mais ameaçado no País. Atinge 1.590 kg.

O peixe-boi africano, que chega a 750 kg, habita rios, pântanos e lagos do continente. O mais diferente entre as espécies é o dugongo, que mora em regiões do Oceano Índico e parte do Pacífico. Tem nadadeira traseira semelhante à do golfinho. Pesa cerca de 420 kg.

Consultoria da bióloga Laura Ippólito, do Aquário de São Paulo, e do (Instituto de Pesquisas Ecológicas)



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Peixe-boi da amazônia é difícil de ser visto

Encontrado no Norte do Brasil, Colômbia, Equador e Peru, mamífero sofre com a caça ilegal

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

01/12/2013 | 07:00


Ele é o maior mamífero de água doce do Brasil. No entanto, ver um peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis) no Rio Negro não é tarefa fácil. Isso porque o animal, encontrado na Bacia Amazônica, tem cor que varia de cinza-escuro a preto (com manchinhas brancas ou rosadas na barriga) que o deixa camuflado nas águas turvas. Por isso, pouco se sabe sobre a espécie. 

De hábitos solitários, tem nadadeira traseira que lembra a de um peixe grande e focinho de mamífero terrestre. Mesmo sendo nadador habilidoso, se estiver em movimento, precisa subir à superfície a cada cinco minutos para respirar. Já em repouso, pode passar até 20 minutos no fundo do rio. 

É herbívoro e usa as nadadeiras (sem unhas) e a boca para arrancar as plantas aquáticas que ingere. Pode alcançar 3 m de comprimento e pesar cerca de 500 kg.

Cada fêmea tem apenas um filhote por gestação, que dura 13 meses. Mama durante dois anos e fica sob os cuidados da mãe até completar 3 anos.

O peixe-boi tem importante papel na natureza. A urina e as fezes do animal têm nutrientes, que servem de adubo para os rios e alimento para micro-organismos.

Além da perda do habitat, a maior ameaça ao animal – que pode viver 50 anos – é a caça ilegal para obtenção do couro resistente e da carne.

QUER CONHECER? - No Aquário de São Paulo vive Tapajós, macho de 12 anos. Veio da Amazônia em 2009, após a mãe ter sido caçada. Come 14 kg de vegetais por dia (alface, pepino, tomate e beterraba). Tem 175 kg e 2,10 m.

 A história de Tapajós ajuda a chamar a atenção dos visitantes sobre o problema que sua espécie enfrenta na Floresta Amazônica.

Quatro espécies vivem na América, África, Ásia e Oceania

Há quatro espécies de peixe-boi que vivem em rios, lagos ou na costa da América, África, Ásia e Oceania. São herbívoros e medem entre 3 m e 4 m. Emitem sons para se comunicar. A fêmea, por exemplo, os utiliza para identificar e localizar o filhote.

Têm focinho com duas grandes aberturas que garantem bom olfato. Mesmo com orelhas pequenas, escutam muito bem.

No Brasil, além do peixe-boi da Amazônia, existe o peixe-boi marinho, que vive no litoral do Nordeste. É encontrado ainda nos rios e nas águas da costa do Sudeste dos Estados Unidos e em países da América Latina. É o mamífero aquático mais ameaçado no País. Atinge 1.590 kg.

O peixe-boi africano, que chega a 750 kg, habita rios, pântanos e lagos do continente. O mais diferente entre as espécies é o dugongo, que mora em regiões do Oceano Índico e parte do Pacífico. Tem nadadeira traseira semelhante à do golfinho. Pesa cerca de 420 kg.

Consultoria da bióloga Laura Ippólito, do Aquário de São Paulo, e do (Instituto de Pesquisas Ecológicas)

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