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Andreense vira triatleta após assalto e encara prova nos EUA

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Welber viu a vida mudar depois de levar tiro e celebra boa fase em competição na Flórida


Anderson Fattori

06/04/2018 | 07:00


Um tiro durante assalto mudou para sempre a vida do andreense Welber Barbuio. Traumatizado, vendeu a moto – alvo dos bandidos – e passou a se deslocar de bicicleta. Ganhou gosto pelo esporte e pouco depois iniciou no triatlo. Foi campeão paulista e brasileiro até ultrapassar a fronteira. Esteve em vários países e domingo vai disputar uma das principais provas da carreira, o Ironman 70.3 na Flórida, nos Estados Unidos.

“Tudo mudou depois do assalto, em 1990. Resolvi vender a moto e começar a pedalar para manter o físico. Um amigo me convidou para correr e depois iniciei no triatlo. Em um ano fui campeão brasileiro e paulista”, comentou Welber, hoje com 47 anos.

Por mais que tivesse disposição, Welber passou a encontrar obstáculos quase intransponíveis. O principal era financeiro. A modalidade é cara e as melhores competições são no Exterior. “Foi muito difícil conseguir apoio. Até ganhava roupas para competir e suplementos, mas nunca dinheiro. Hoje tenho o CA Aramaçan, que me disponibiliza o local de treino, e a De Paula Imóveis, que está me ajudando a ir para esta prova nos Estados Unidos”, comentou ele, que tem como melhor resultado uma quinta posição no Mundial de Miami, em 2015.

Vida de triatleta não é nada fácil. Precisa se aperfeiçoar em três modalidades – corrida, ciclismo e natação –, além de sincronizar a transição entre um esporte e outro. Para evoluir, Welber treina diariamente e aos fins de semana intensifica a programação. “Normalmente treino na Estrada Velha de Santos (em São Bernardo). Faço dois ou três esportes. No domingo encaro um longão de 120 quilômetros na (Rodovia dos) Bandeirantes ou no Rodoanel Mário Covas”, explicou.

O atleta, que viajou ontem aos Estados Unidos, pretende voltar com o melhor resultado da carreira, já que a prova da Flórida é bem parecida com a que disputou em Miami. “Estou bem preparado, na minha melhor forma. Vou nadar 1.900 m, pedalar 90 quilômetros e correr 21 quilômetros. É igual à de Miami, quando fui quinto. Mas agora estou mais treinado, descansado, minha musculatura está melhor. Sempre vou para ganhar”, enfatizou Welber.  



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Andreense vira triatleta após assalto e encara prova nos EUA

Welber viu a vida mudar depois de levar tiro e celebra boa fase em competição na Flórida

Anderson Fattori

06/04/2018 | 07:00


Um tiro durante assalto mudou para sempre a vida do andreense Welber Barbuio. Traumatizado, vendeu a moto – alvo dos bandidos – e passou a se deslocar de bicicleta. Ganhou gosto pelo esporte e pouco depois iniciou no triatlo. Foi campeão paulista e brasileiro até ultrapassar a fronteira. Esteve em vários países e domingo vai disputar uma das principais provas da carreira, o Ironman 70.3 na Flórida, nos Estados Unidos.

“Tudo mudou depois do assalto, em 1990. Resolvi vender a moto e começar a pedalar para manter o físico. Um amigo me convidou para correr e depois iniciei no triatlo. Em um ano fui campeão brasileiro e paulista”, comentou Welber, hoje com 47 anos.

Por mais que tivesse disposição, Welber passou a encontrar obstáculos quase intransponíveis. O principal era financeiro. A modalidade é cara e as melhores competições são no Exterior. “Foi muito difícil conseguir apoio. Até ganhava roupas para competir e suplementos, mas nunca dinheiro. Hoje tenho o CA Aramaçan, que me disponibiliza o local de treino, e a De Paula Imóveis, que está me ajudando a ir para esta prova nos Estados Unidos”, comentou ele, que tem como melhor resultado uma quinta posição no Mundial de Miami, em 2015.

Vida de triatleta não é nada fácil. Precisa se aperfeiçoar em três modalidades – corrida, ciclismo e natação –, além de sincronizar a transição entre um esporte e outro. Para evoluir, Welber treina diariamente e aos fins de semana intensifica a programação. “Normalmente treino na Estrada Velha de Santos (em São Bernardo). Faço dois ou três esportes. No domingo encaro um longão de 120 quilômetros na (Rodovia dos) Bandeirantes ou no Rodoanel Mário Covas”, explicou.

O atleta, que viajou ontem aos Estados Unidos, pretende voltar com o melhor resultado da carreira, já que a prova da Flórida é bem parecida com a que disputou em Miami. “Estou bem preparado, na minha melhor forma. Vou nadar 1.900 m, pedalar 90 quilômetros e correr 21 quilômetros. É igual à de Miami, quando fui quinto. Mas agora estou mais treinado, descansado, minha musculatura está melhor. Sempre vou para ganhar”, enfatizou Welber.  

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