Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 6 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Vereadores querem, mas não pedem CPI


Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

21/11/2007 | 07:16


Já existe na Câmara de Santo André a cota mínima de assinaturas para a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os convênios entre Prefeitura e Fundação Santo André. Só não há vereador disposto a apresentar à Mesa Diretora o pedido de CPI.

O Diário publicou no domingo reportagem que mostra contratos fechados pela Fundação Santo André, para prestação de serviços à Prefeitura, sem a realização de licitações, que é exigência legal.

Ontem, a reportagem procurou os 21 vereadores de Santo André. Conseguiu falar com 17. Destes, 11 afirmaram que assinariam um pedido de abertura de CPI para investigar os contratos. Quatro assinaturas a mais do que o mínimo de sete exigidos para abrir a comissão.

Nenhum dos vereadores que assinariam a lista disse ter planos de colher votos entre os colegas e apresentar o pedido. Além dos 11, outros três parlamentares disseram que apóiam a CPI, mas que não assinariam o pedido de abertura da comissão parlamentar.

A bancada do PSDB tem uma reunião marcada para hoje à noite para decidir a posição do partido com relação ao assunto. O único vereador do partido que resiste à CPI é Marcelo Chehade. Ele pertence à Comissão de Assuntos Relevantes criada para investigar a Fundação Santo André.

“Os trabalhos da Comissão correm bem. Temos uma reunião com o promotor Airton Grazioli (responsável pelas investigações sobre a Fundação na Vara de Fundações do Fórum João Mendes) na semana que vem. Já houve uma CPI no passado e nada foi provado contra a Fundação”, diz o parlamentar. Entretanto, o vereador diz que pode mudar de posição, dependendendo da bancada.

“A meu ver, essa comissão é uma lerdeza sem tamanho”, disse o vereador Jurandir Gallo (PT). “Todos falam que assinam, mas ninguém propõe (a CPI). Fica do lado do PT um certo receio porque, queira ou não, o Odair (Bermelho, reitor da Fundação) tem ligação com o PT. Curiosamente, o Montorinho (presidente da Câmara) fala muito, mas não propõe. Eu não tenho sete votos, então fico na minha”, disse Jurandir Gallo.

A referência ao presidente da Câmara, José Montoro Filho, o Montorinho (PT) ocorreu devido a um discurso fervoroso feito por ele na semana passada pedindo a CPI. Montorinho disse que prefere esperar os resultados da Comissão de Assuntos Relevantes (que tem prazo de 360 dias) antes de falar em CPI.

COMISSÃO

Os vereadores contrários à CPI têm opinião semelhante à de Montorinho: já existe um grupo de investigação na Câmara criado especialmente para cuidar do caso Fundação Santo André e não faria sentido a criação de outra comissão, mesmo que tenha poderes mais amplos.

A Comissão de Assuntos Relevantes foi criada em setembro para apurar as denúncias contra o reitor Odair Bermelho. Seu presidente, Donizeti Pereira, disse que a criação da CPI seria uma desconfiança do trabalho feito pelos cinco vereadores da comissão.

ABSTENÇÕESA vereadora Heleni de Paiva (PDT) pediu tempo antes de posicionar-se sobre o assunto. Ontem, ela disse não estar a par das novas denúncias sobre a entidade. A vereadora Loló (PT) disse que a briga na Fundação é estritamente política, por isso costuma se abster neste assunto.


Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Vereadores querem, mas não pedem CPI

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

21/11/2007 | 07:16


Já existe na Câmara de Santo André a cota mínima de assinaturas para a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os convênios entre Prefeitura e Fundação Santo André. Só não há vereador disposto a apresentar à Mesa Diretora o pedido de CPI.

O Diário publicou no domingo reportagem que mostra contratos fechados pela Fundação Santo André, para prestação de serviços à Prefeitura, sem a realização de licitações, que é exigência legal.

Ontem, a reportagem procurou os 21 vereadores de Santo André. Conseguiu falar com 17. Destes, 11 afirmaram que assinariam um pedido de abertura de CPI para investigar os contratos. Quatro assinaturas a mais do que o mínimo de sete exigidos para abrir a comissão.

Nenhum dos vereadores que assinariam a lista disse ter planos de colher votos entre os colegas e apresentar o pedido. Além dos 11, outros três parlamentares disseram que apóiam a CPI, mas que não assinariam o pedido de abertura da comissão parlamentar.

A bancada do PSDB tem uma reunião marcada para hoje à noite para decidir a posição do partido com relação ao assunto. O único vereador do partido que resiste à CPI é Marcelo Chehade. Ele pertence à Comissão de Assuntos Relevantes criada para investigar a Fundação Santo André.

“Os trabalhos da Comissão correm bem. Temos uma reunião com o promotor Airton Grazioli (responsável pelas investigações sobre a Fundação na Vara de Fundações do Fórum João Mendes) na semana que vem. Já houve uma CPI no passado e nada foi provado contra a Fundação”, diz o parlamentar. Entretanto, o vereador diz que pode mudar de posição, dependendendo da bancada.

“A meu ver, essa comissão é uma lerdeza sem tamanho”, disse o vereador Jurandir Gallo (PT). “Todos falam que assinam, mas ninguém propõe (a CPI). Fica do lado do PT um certo receio porque, queira ou não, o Odair (Bermelho, reitor da Fundação) tem ligação com o PT. Curiosamente, o Montorinho (presidente da Câmara) fala muito, mas não propõe. Eu não tenho sete votos, então fico na minha”, disse Jurandir Gallo.

A referência ao presidente da Câmara, José Montoro Filho, o Montorinho (PT) ocorreu devido a um discurso fervoroso feito por ele na semana passada pedindo a CPI. Montorinho disse que prefere esperar os resultados da Comissão de Assuntos Relevantes (que tem prazo de 360 dias) antes de falar em CPI.

COMISSÃO

Os vereadores contrários à CPI têm opinião semelhante à de Montorinho: já existe um grupo de investigação na Câmara criado especialmente para cuidar do caso Fundação Santo André e não faria sentido a criação de outra comissão, mesmo que tenha poderes mais amplos.

A Comissão de Assuntos Relevantes foi criada em setembro para apurar as denúncias contra o reitor Odair Bermelho. Seu presidente, Donizeti Pereira, disse que a criação da CPI seria uma desconfiança do trabalho feito pelos cinco vereadores da comissão.

ABSTENÇÕESA vereadora Heleni de Paiva (PDT) pediu tempo antes de posicionar-se sobre o assunto. Ontem, ela disse não estar a par das novas denúncias sobre a entidade. A vereadora Loló (PT) disse que a briga na Fundação é estritamente política, por isso costuma se abster neste assunto.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;