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Pacientes esperam duas horas por vans

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC

24/09/2008 | 07:05


Cadeirantes que dependem de vans da Prefeitura de Santo André para tratamento médico têm de esperar até duas horas para chegar em casa. Dos cinco veículos destinados ao transporte, dois estão em manutenção. Com o déficit, alguns pacientes já perderam atendimento. Além de problemas na evolução física e motora dos pacientes, a ausência pode provocar a interrupção no tratamento. No centro neurológico Casa da Esperança, por exemplo, duas faltas consecutivas sem justificativa médica fazem com que o usuário seja inserido na lista de espera e volte a ser beneficiado somente depois de seis meses. A demora no transporte foi constatada ontem em frente à Casa da Esperança.

O cadeirante João Maria Vasconcelos Ribeiro, 54 anos, vítima de derrame, foi liberado do atendimento às 12h, mas o transporte só chegou às 14h30. Sua acompanhante Neusa Maria dos Santos, 51, disse que o atraso tem sido comum. "Temos de ter paciência."

A dona-de-casa Áurea Batista de Souza, 50, contou que recentemente pegou um táxi no Parque João Ramalho onde mora com a filha cadeirante de 8 anos para não perder o atendimento em uma clínica da Vila Santa Teresa. "Isso desrespeita nosso direito de ir e vir. Ninguém solicita o transporte para passear, é uma questão de necessidade." Ela disse que anteontem teve de esperar a van duas horas em frente à clínica. "Minha menina fica impaciente, às vezes tenho de tirá-la da cadeira."

Mãe de Satoru Nakamura, 15, Helena confirma que é muito comum esperar mais de uma hora para ir embora. "As vans quebram, eles não substituem e nós ficamos na mão."

Moradora do Parque João Ramalho, Evania Silva dos Santos, 30, também compartilha o problema. Seu filho, Felipe, 12, tem distrofia muscular e o tratamento depende do transporte cedido pela Prefeitura. "Há 15 dias meu filho ficou três semanas sem tratamento porque a van não passou em casa. Tive de negociar com a clínica para não perder a vaga", diz.

Apesar da regra não permitir duas faltas seguidas sem justificativa, a Casa da Esperança, entidade mantida pelo Rotary Club de Santo André, tem sido flexível com os atrasos dos usuários do transporte público. "Quando o problema é este, aceitamos a justificativa. Caso contrário, os pacientes já teriam perdido sua vaga."

A Prefeitura de Santo André confirmou que duas das cinco vans adaptadas ao transporte de cadeirantes estão fora de circulação para manutenção, o que ocasionou o déficit e o problema com os horários. A promessa, no entanto, é de que um dos carros retorne às atividades no início da próxima semana e outro no começo de outubro.



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Pacientes esperam duas horas por vans

Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC

24/09/2008 | 07:05


Cadeirantes que dependem de vans da Prefeitura de Santo André para tratamento médico têm de esperar até duas horas para chegar em casa. Dos cinco veículos destinados ao transporte, dois estão em manutenção. Com o déficit, alguns pacientes já perderam atendimento. Além de problemas na evolução física e motora dos pacientes, a ausência pode provocar a interrupção no tratamento. No centro neurológico Casa da Esperança, por exemplo, duas faltas consecutivas sem justificativa médica fazem com que o usuário seja inserido na lista de espera e volte a ser beneficiado somente depois de seis meses. A demora no transporte foi constatada ontem em frente à Casa da Esperança.

O cadeirante João Maria Vasconcelos Ribeiro, 54 anos, vítima de derrame, foi liberado do atendimento às 12h, mas o transporte só chegou às 14h30. Sua acompanhante Neusa Maria dos Santos, 51, disse que o atraso tem sido comum. "Temos de ter paciência."

A dona-de-casa Áurea Batista de Souza, 50, contou que recentemente pegou um táxi no Parque João Ramalho onde mora com a filha cadeirante de 8 anos para não perder o atendimento em uma clínica da Vila Santa Teresa. "Isso desrespeita nosso direito de ir e vir. Ninguém solicita o transporte para passear, é uma questão de necessidade." Ela disse que anteontem teve de esperar a van duas horas em frente à clínica. "Minha menina fica impaciente, às vezes tenho de tirá-la da cadeira."

Mãe de Satoru Nakamura, 15, Helena confirma que é muito comum esperar mais de uma hora para ir embora. "As vans quebram, eles não substituem e nós ficamos na mão."

Moradora do Parque João Ramalho, Evania Silva dos Santos, 30, também compartilha o problema. Seu filho, Felipe, 12, tem distrofia muscular e o tratamento depende do transporte cedido pela Prefeitura. "Há 15 dias meu filho ficou três semanas sem tratamento porque a van não passou em casa. Tive de negociar com a clínica para não perder a vaga", diz.

Apesar da regra não permitir duas faltas seguidas sem justificativa, a Casa da Esperança, entidade mantida pelo Rotary Club de Santo André, tem sido flexível com os atrasos dos usuários do transporte público. "Quando o problema é este, aceitamos a justificativa. Caso contrário, os pacientes já teriam perdido sua vaga."

A Prefeitura de Santo André confirmou que duas das cinco vans adaptadas ao transporte de cadeirantes estão fora de circulação para manutenção, o que ocasionou o déficit e o problema com os horários. A promessa, no entanto, é de que um dos carros retorne às atividades no início da próxima semana e outro no começo de outubro.

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