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Abrigo de S.Caetano não define destino de crianças


Célia Maria Pernica
Do Diário do Grande ABC

18/03/2008 | 07:08


As 20 crianças da Associação Lar Escola Irmão Alexandre, em São Caetano, continuam sem destino. A entidade funciona há 36 anos como abrigo de crianças e adolescentes encaminhados pela Justiça e está fechando suas portas por falta de verba. Para fechar o abrigo, os representantes precisam escolher entre as duas entidades habilitadas a receber as crianças.

A coordenadora pedagógica Sandra Cristina Monteiro disse que o local só está funcionando porque as crianças ainda não têm para onde ir. “Ficaremos aqui até que sejam transferidas, mas 17 funcionários já foram demitidos, agora somos só em seis executando várias funções.”

Em fevereiro foi divulgado que a associação fecharia por falta de verba. Segundo a prefeitura, o local está em fase de encerramento das atividades e informou que a previsão de verba para a entidade em 2008 é de R$ 59.760,00 para o ano todo, o que dá menos de R$ 5.000 por mês, valor insuficiente para as despesas, segundo funcionários.

 “Não foi uma surpresa para nós. Era notável a dificuldade financeira da entidade no final do ano”, conta a coordenadora.

Atualmente moram 20 crianças de 6 a 19 anos na associação, que sabem que em breve irão mudar de casa. “No começo choraram ao receber a notícia, mas depois entenderam que mudanças são normais em todas as famílias”, afirma Sandra.

A escolha da entidade ainda não foi definida porque as crianças devem ir para o mesmo local. Todos os dias, as crianças perguntam quando irão mudar, para onde e se os funcionários irão junto. “Explico que existem outras equipes nas casas, mas prometo que iremos fazer visitas regulares.”

Sandra ainda não sabe o que vai fazer quando a casa fechar. “Não gosto nem de pensar no assunto”, desabafa.


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Abrigo de S.Caetano não define destino de crianças

Célia Maria Pernica
Do Diário do Grande ABC

18/03/2008 | 07:08


As 20 crianças da Associação Lar Escola Irmão Alexandre, em São Caetano, continuam sem destino. A entidade funciona há 36 anos como abrigo de crianças e adolescentes encaminhados pela Justiça e está fechando suas portas por falta de verba. Para fechar o abrigo, os representantes precisam escolher entre as duas entidades habilitadas a receber as crianças.

A coordenadora pedagógica Sandra Cristina Monteiro disse que o local só está funcionando porque as crianças ainda não têm para onde ir. “Ficaremos aqui até que sejam transferidas, mas 17 funcionários já foram demitidos, agora somos só em seis executando várias funções.”

Em fevereiro foi divulgado que a associação fecharia por falta de verba. Segundo a prefeitura, o local está em fase de encerramento das atividades e informou que a previsão de verba para a entidade em 2008 é de R$ 59.760,00 para o ano todo, o que dá menos de R$ 5.000 por mês, valor insuficiente para as despesas, segundo funcionários.

 “Não foi uma surpresa para nós. Era notável a dificuldade financeira da entidade no final do ano”, conta a coordenadora.

Atualmente moram 20 crianças de 6 a 19 anos na associação, que sabem que em breve irão mudar de casa. “No começo choraram ao receber a notícia, mas depois entenderam que mudanças são normais em todas as famílias”, afirma Sandra.

A escolha da entidade ainda não foi definida porque as crianças devem ir para o mesmo local. Todos os dias, as crianças perguntam quando irão mudar, para onde e se os funcionários irão junto. “Explico que existem outras equipes nas casas, mas prometo que iremos fazer visitas regulares.”

Sandra ainda não sabe o que vai fazer quando a casa fechar. “Não gosto nem de pensar no assunto”, desabafa.

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