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Punks visitam Paranapiacaba


Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

28/01/2001 | 18:30


Clima de aventura, espírito ecológico e bom humor são a tônica dos passeios em Paranapiacaba dentro do projeto Punk Rock Ecologia, organizado pelas bandas andreenses Subviventes e Tercera Classe. No encontro realizado neste domingo pela manhã, um grupo pequeno (16 pessoas), mas animado, percorreu os pontos turísticos da vila ferroviária e, em seguida, fez uma pequena trilha até o mirante. A reportagem do Diário acompanhou todo o roteiro, elaborado com a intenção de demonstrar a importância de preservar o maltratado patrimônio histórico e ecológico do local.

Até chegar a Paranapiacaba, o transporte são os carros e jipes dos próprios organizadores e visitantes, que não pagam taxa, mas que precisam da condução e de dinheiro para as refeições. As viagens de trem foram interrompidas há cerca de três anos, fato que diminuiu bastante o número de turistas na vila.

O retorno do acesso pela ferrovia pode estar próximo, segundo Marco Moretto, gerente de Cultura, Esporte e Lazer da sub-Prefeitura de Paranapiacaba. “Estamos negociando com a empresa ferroviária para trazer o trem turístico, que partirá da Estação da Luz”, adianta.

Quem comemora a ação é a presidente da Sociedade Amigos do Bairro, Zilda Maria Bergamin. “O trem é importante para nós, pois temos a preocupação com o lado histórico e cultural, mas sem esquecer o comercial”, afirma. A presidente é também a proprietária do Bar da Zilda, local normalmente eleito pelo pessoal do Punk Rock Ecologia para o almoço.

Depois de alguma conversa, o grupo segue para a etapa cultural do programa. É hora de conhecer a centenária vila ferroviária fundada pela São Paulo Railway Company, nos moldes de uma vila inglesa. Pagando R$ 2 é possível visitar os museus Castelinho e Funicular, espaços que exibem fotos, locomotivas, vagões e máquinas antigas. Constatar a absoluta falta de conservação desse material é o momento lastimável do passeio.

No mato – Mas o ânimo aumenta quando chega vez das caminhadas pela mata. A monitoria é feita por guias cedidos pela agência andreense Trilha da Aventura. Além de conduzir o grupo, eles passam informações sobre a vegetação, animais existentes e localizações próximas.

“Aqui, por exemplo, o único animal perigoso ao homem é a cobra, mas normalmente elas se afastam com o movimento. E, para comer, podem ser encontrados brotos de samambaia e bambus”, explica o guia Jenilson Oliveira Freire.

A trilha de ontem, até o mirante, foi curta. A distância de 1,4 km é percorrida em cerca de 30 minutos e a caminhada fica ainda mais leve por causa das brincadeiras e dos causos narrados pelos veteranos de trilhas.

A roda de violão, programada para o fim do passeio, não aconteceu. Alguns integrantes das bandas estavam preparando um show para o fim da tarde de ontem e, por isso, desfalcaram a equipe. Informações sobre novos passeios, ainda não agendados, podem ser obtidas pelo telefone 4549-1842.



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