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Transplantes dobram em 10 anos no Estado

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nos seis primeiros meses deste ano foram feitas 1.133 cirurgias, contra 556 registradas em 1996


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

13/08/2015 | 07:00


O número de transplantes realizados no Estado de São Paulo dobrou no período de dez anos. De acordo com a Secretaria de Saúde, no primeiro semestre de 2015 foram registrados 1.133 órgãos transplantados, contra 556 cirurgias no mesmo período de 2006.

Os dados do Sistema Nacional de Transplantes mostram que neste primeiro semestre foram feitos 747 transplantes de rim, 258 de fígado, 69 de coração, 32 de pulmão e 27 de pâncreas. O número de doadores viáveis, aqueles que tiveram pelo menos um órgão aproveitado para transplante, cresceu 156%, saltando de 182 para 466.

A meta para o Estado é chegar a 22 doadores para cada milhão de habitantes. Atualmente esse número é 18.

De acordo com o coordenador do sistema, Agenor Spallini Ferraz, o que acaba influenciando a evolução é a experiência dos hospitais em realizar o procedimento. “Isso porque toda a rede já tem experiência nesse campo. E, segundo, eu devo a algumas providências que estamos tomando, como remunerar equipes de captação intra-hospitalares. Isso existe desde 2009, quando foi criada pelo Ministério da Saúde, mas sempre foi uma atividade voluntária, mas nós estamos remunerando essas horas extras”, disse.

Os profissionais que já trabalham no próprio hospital, sendo eles médicos ou enfermeiros, farão mais duas horas extras. O tempo, que será remunerado, vai servir para eles cuidarem apenas dos transplantes.

São de três a quatro pessoas que são responsáveis pela procura e cadastro de doadores, identificação de quando um paciente tem morte encefálica e a conversa com a família do mesmo para autorizar ou não a doação. Cada hospital recebe em média R$ 10 mil para efetuar esse pagamento.

Conforme Ferraz, o projeto está em fase final de implantação, já presente em 50 hospitais de todo o Estado. Na região, o CHM (Centro Hospitalar Municipal) e o Hospital Mário Covas, ambos em Santo André, já fazem parte do projeto.

“Para que os profissionais recebam esse valor, eles precisam cumprir a meta de cada hospital. É um estímulo para eles trabalharem com mais empenho nessa captação dos órgãos. Caso a meta não seja alcançada eles recebem um valor menor”, explicou.

Atualmente o órgão mais procurado para o transplante é o rim, com 10 mil pacientes na fila de espera. Apesar disso, o coordenador explicou que ele não é o procedimento mais complicado. “Tem a diálise, que consegue manter o funcionamento do corpo até se ele perder o transplante. Órgãos como o coração e o pulmão exigem mais cuidado”, afirmou.
 



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