Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 26 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Atraso em projetos de mobilidade piora trânsito

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sem melhorias prometidas pelo Estado, região viu frota de veículos aumentar 5% em três anos


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

15/09/2018 | 07:00


 Apenas um dos seis compromissos firmados pelo governo do Estado com a população do Grande ABC para amenizar os problemas na área de mobilidade urbana vivenciados pela população saiu do papel. Em contrapartida, nos últimos três anos, a frota de veículos entre as sete cidades teve alta de 5% – passou de 1,76 milhão para 1,86 milhão, o que intensificou o cenário caótico de locomoção.

Sob justificativa da grave crise econômica que assola o País, a integração de modais ficou na promessa. O Palácio dos Bandeirantes deixou no papel projetos como a construção da Linha 18 – Bronze; o término do processo de concessão da Área 5, responsável pelo transporte intermunicipal de ônibus do Grande ABC; a reforma das estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos); a execução de projetos executivos dos trechos Leste e Sul do Ferroanel; assim como do BRT Metropolitano Perimetral Leste, que ligará o Grande ABC ao município de Guarulhos por meio de corredor de ônibus que será instalado no viário do Complexo Jacu-Pêssego.

Apenas a implantação do Expresso ABC, serviço que liga as estações de Santo André e Tamanduateí da CPTM, em novembro de 2016, foi efetivado no período, atendendo cerca de 50 mil usuários por dia.

O cenário é visto por especialistas com preocupação, tendo em vista que o congelamento de intervenções viárias coloca em risco o desenvolvimento da infraestrutura urbana do Grande ABC, além de intensificar os congestionamentos diários e os gargalos. “A demora na execução destes projetos pode fazer com que, no futuro, eles já não supram a tecnologia necessária, assim como a demanda real da região”, explica Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica da Universidade Presbiteriana Mackenzie São Paulo.

Segundo o especialista, o problema, no entanto, tem tido efeitos imediatos. “O maior prejudicado é o morador da região, que deixa de desfrutar de uma integração de modais e passa a não contar com sistema eficiente”, enfatiza.

Um dos exemplos citados por ele é o atraso na concessão da Área 5, cujo processo foi iniciado no ano passado. “Hoje, sem a concessão, existe uma dificuldade de cobrar um serviço de qualidade”, afirma.

Embora reconheçam, de modo geral, a dificuldade orçamentária enfrentada pelo Estado, especialistas são unânimes em ressaltar a falta de empenho de governantes em buscar alternativas. “A solução, neste caso, seria recorrer a parcerias com a iniciativa privada, porém, temos uma legislação que não atrai investidores, e isso não é alterado”, alega o professor de Engenharia da FEI (Fundação Educacional Inaciana) Creso Peixoto.

 

Governo estadual cita avanços na área

 

Por meio de nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos afirma que até o fim deste ano terá investido R$ 17,6 bilhões em obras de expansão e melhorias metroferroviária e do transporte sobre pneus na Região Metropolitana do Estado. Dentre os avanços, a Pasta cita a implantação do Expresso ABC, que realiza 16 viagens por dia na região.

Em paralelo a isso, o órgão diz trabalhar na entrega, ainda neste ano, da modernização das estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). As demais paradas da região deverão ser entregues até 2020.

Com relação à Linha 18 - Bronze do Metrô, a Pasta diz que está reestruturando o projeto financeiro e, para isso, solicitou à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) autorização para abrir negociação com bancos privados para obtenção de recursos.

Sobre o BRT Metropolitano, o Estado diz que já concluiu o projeto básico e trabalha agora no projeto executivo. Por fim, a concessão das linhas intermunicipais de ônibus a previsão é que o edital para concessão seja publicado no menor prazo possível. O Ferroanel, que terá um dos trechos – o Sul – passando pelo Grande ABC, segue sem prazos.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Atraso em projetos de mobilidade piora trânsito

Sem melhorias prometidas pelo Estado, região viu frota de veículos aumentar 5% em três anos

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

15/09/2018 | 07:00


 Apenas um dos seis compromissos firmados pelo governo do Estado com a população do Grande ABC para amenizar os problemas na área de mobilidade urbana vivenciados pela população saiu do papel. Em contrapartida, nos últimos três anos, a frota de veículos entre as sete cidades teve alta de 5% – passou de 1,76 milhão para 1,86 milhão, o que intensificou o cenário caótico de locomoção.

Sob justificativa da grave crise econômica que assola o País, a integração de modais ficou na promessa. O Palácio dos Bandeirantes deixou no papel projetos como a construção da Linha 18 – Bronze; o término do processo de concessão da Área 5, responsável pelo transporte intermunicipal de ônibus do Grande ABC; a reforma das estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos); a execução de projetos executivos dos trechos Leste e Sul do Ferroanel; assim como do BRT Metropolitano Perimetral Leste, que ligará o Grande ABC ao município de Guarulhos por meio de corredor de ônibus que será instalado no viário do Complexo Jacu-Pêssego.

Apenas a implantação do Expresso ABC, serviço que liga as estações de Santo André e Tamanduateí da CPTM, em novembro de 2016, foi efetivado no período, atendendo cerca de 50 mil usuários por dia.

O cenário é visto por especialistas com preocupação, tendo em vista que o congelamento de intervenções viárias coloca em risco o desenvolvimento da infraestrutura urbana do Grande ABC, além de intensificar os congestionamentos diários e os gargalos. “A demora na execução destes projetos pode fazer com que, no futuro, eles já não supram a tecnologia necessária, assim como a demanda real da região”, explica Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica da Universidade Presbiteriana Mackenzie São Paulo.

Segundo o especialista, o problema, no entanto, tem tido efeitos imediatos. “O maior prejudicado é o morador da região, que deixa de desfrutar de uma integração de modais e passa a não contar com sistema eficiente”, enfatiza.

Um dos exemplos citados por ele é o atraso na concessão da Área 5, cujo processo foi iniciado no ano passado. “Hoje, sem a concessão, existe uma dificuldade de cobrar um serviço de qualidade”, afirma.

Embora reconheçam, de modo geral, a dificuldade orçamentária enfrentada pelo Estado, especialistas são unânimes em ressaltar a falta de empenho de governantes em buscar alternativas. “A solução, neste caso, seria recorrer a parcerias com a iniciativa privada, porém, temos uma legislação que não atrai investidores, e isso não é alterado”, alega o professor de Engenharia da FEI (Fundação Educacional Inaciana) Creso Peixoto.

 

Governo estadual cita avanços na área

 

Por meio de nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos afirma que até o fim deste ano terá investido R$ 17,6 bilhões em obras de expansão e melhorias metroferroviária e do transporte sobre pneus na Região Metropolitana do Estado. Dentre os avanços, a Pasta cita a implantação do Expresso ABC, que realiza 16 viagens por dia na região.

Em paralelo a isso, o órgão diz trabalhar na entrega, ainda neste ano, da modernização das estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). As demais paradas da região deverão ser entregues até 2020.

Com relação à Linha 18 - Bronze do Metrô, a Pasta diz que está reestruturando o projeto financeiro e, para isso, solicitou à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) autorização para abrir negociação com bancos privados para obtenção de recursos.

Sobre o BRT Metropolitano, o Estado diz que já concluiu o projeto básico e trabalha agora no projeto executivo. Por fim, a concessão das linhas intermunicipais de ônibus a previsão é que o edital para concessão seja publicado no menor prazo possível. O Ferroanel, que terá um dos trechos – o Sul – passando pelo Grande ABC, segue sem prazos.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;