Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 4 de Junho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Turismo

turismo@dgabc.com.br | 4435-8367

Estilo solar em Madri

Quente, sensual e extrovertida, capital espanhola é berço de marcas que refletem sua personalidade


Andréa Ciaffone
Do Diário do Grande ABC

23/10/2014 | 07:00


 Para os amantes da moda, Madri é espécie de resort. A cidade é a terceira maior da Europa (atrás de Londres e Paris em área e depois de Londres e Berlim em população), também é a terceira em PIB (Produto Interno Bruto). Isso faz com que tenha tudo para atrair um comércio vibrante e que seja berço de marcas de luxo tradicionais, como Balanciaga e Loewe, além de série de marcas de vanguarda que enchem os olhos dos fashionistas.

Na verdade, a relação entre Madri e o mundo fashion é bem mais antiga. Capital da Espanha desde o século 16, a cidade da família real usufruiu da riqueza gerada pelos descobrimentos. Isso reflete no seu visual até hoje e na paixão pela elegância que se desenvolveu nas cortes espanholas, impulsionada justamente pelo dinheiro que fluía das colônias.

Um passeio pelo Museo del Traje (Av, de Juan de Herrera, 2, metrô; http://museodeltraje.mcu.es) mostra a evolução da moda no país desde os tempos da sua unificação por meio da junção dos reinos de Castela e Aragão. Para quem gosta de moda e história é programa imperdível. O interessante é que as roupas estão colocadas em modelos do tamanho das pessoas de antigamente, que eram muito menores do que as de hoje em dia, Das roupas do século 15 até os grandes designers atuais, o visitante verá mais do que a evolução de modelos e tecidos. Verá as mudanças na sociedade, nos costumes e até os efeitos da economia no vestuário. Por isso, mesmo quem não se interessa particularmente pelo mundo fashion poderá apreciar bastante a coleção – ou seja, dá para levar o marido sem matá-lo de tédio.

Outra atração turística madrilenha que revela importantes capítulos da história da moda é o Museu Thyssen-Bornemisza (Paseo del Prado, 8; www.museothyssen.org). As obras do seu acervo mostram a sucessão de estilos de golas, sapatos, adereços e tecidos desde a era medieval. Para usufruir completamente dessa chance, o ideal é contratar um guia especializado (solicite alguém que fala português) dentre os cadastrados pelo próprio museu e viaje no tempo.

EXPOSIÇÃO
Inaugurada ontem, a exposição sobre o ícone da alta costura Hubert de Givenchy estará aberta até 18 de janeiro no Thyssen e tem grande significado simbólico, já que é a primeira exposição focada na história de um designer de moda a ser realizada no museu. Um diferencial importante é que a curadoria das peças a serem expostas foi feita pelo do próprio designer, que está com 87 anos. A mostra trará exemplares das suas coleções desde a fundação da Maison Givenchy em 1952 até a sua aposentadoria em 1996, com destaque para vestidos feitos sob medida para algumas das personalidades mais famosas do século 20, como Jacqueline Kennedy, Caroline de Mônaco e Audrey Hepburn, sua amiga e musa. Os figurinos dela nos filmes Sabrina e Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s) foram criados por Givenchy, que também foi o inventor do conceito de pret-à-porter, ou seja a roupa (de coleção) pronta para levar da loja para casa.

Marcas de luxo e tradição convivem com as modernas - Para quem quer ir a Madri e levar de volta uma lembrança relevante, tanto em termos de significado no mundo da moda como também em preço, o lugar para fazer o cartão de crédito dançar um flamenco é a Loewe, a marca de luxo por excelência da Espanha. Ícone da aristocracia espanhola, a grife foi criada em Madri em 1846 e até hoje é a fornecedora oficial da coroa espanhola. Tem entre suas marcas registradas uma pelica de cordeiro com toque irresistível sem igual.

Trata-se da única marca de bolsas que tem produtos inimitáveis, por serem todos feitos a mão e usarem o melhor couro do mundo. Depois que foi adquirida pelo grupo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy, o maior conglomerado de marcas de luxo do planeta), passou a ser mais conhecida fora do país. Há clutches de 450 euros e malas de 4,9 mil a 7,9 mil.

A cidade também oferece criatividade e qualidade a preços muito mais acessíveis.Considerada importante polo de moda e tendências na Europa, reúne lojas das melhores marcas, estilistas de vanguarda e centenas de boutiques jovens e trendies. No centro de Madria, nos arredores de La Puerta del Sol, nas calles Arenal, Mayor, Preciados e Gran Via a oferta de lojas é impar, sobretudo de redes internacionais como Zara, Mango e H&M, além de produtos nacionais espanhóis com couro, cerâmica e prata.

A tradicional Casa de Diego é famosa pela oferta enorme de vestidos de flamenco, leques, guitarras e castanholas. A Casa Jiménez vende o tradicional mantón de Manila bordado. Na Plaza Mayor, La Favorita  tem uma grande variedade de chapéus e também confecciona sob medida. É presente perfeito para aquela amiga que dança flamenco.

As grandes grifes internacionais como Armani, Chanel e Prada e as espanholas Loewe, Adolfo Dominguez, Roberto Verino, Pertegaz e Zara estão localizadas no bairro de Salamanca, também conhecido como milha de ouro. As lojas mais luxuosas situam-se nas ruas Serrano, Goya, Velázquez, Jorge Juan, e Ortega y Gasset.

Chueca e Triball destacam pelas lojas dos novos estilistas e tendências. O triangulo formado pelas ruas Ballesta, Valverde e Barco, em volta a Gran Via, desponta como o novo reduto de compras da capital. Ali concentram-se lojas-conceito, galerias de arte, brechós vintage como Corachan y Delgadona, lojas gourmet e restaurantes badalados.

A decoração moderna e retrô ao mesmo tempo cria a atmosfera deste bairro que lembra o Soho. O mercado de Fuencarral, ao lado de Chueca, atrai um público jovem que busca roupa original e mais alternativa, ao lado se encontra a Rua Augusto Figueroa, que concentra vários outlets de sapatos.

E há o inescapável El Corte Inglés, reunindo todas as grandes grifes sob o mesmo teto. Desde que foi fundada, em 1935, a cadeia El Corte Inglés se transformou na maior referência comercial espanhola. São quase 200 lojas de departamentos espalhadas por todas as regiões do país que concentram, em endereços únicos, mais de mil representantes das melhores marcas de todo o mundo. Armani, Missoni, Moschino, Gucci, Prada, Carolina Herrera e Valentino estão na lista. Além de moda, as lojas também têm corners de joias, eletrônicos e maquiagens.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Estilo solar em Madri

Quente, sensual e extrovertida, capital espanhola é berço de marcas que refletem sua personalidade

Andréa Ciaffone
Do Diário do Grande ABC

23/10/2014 | 07:00


 Para os amantes da moda, Madri é espécie de resort. A cidade é a terceira maior da Europa (atrás de Londres e Paris em área e depois de Londres e Berlim em população), também é a terceira em PIB (Produto Interno Bruto). Isso faz com que tenha tudo para atrair um comércio vibrante e que seja berço de marcas de luxo tradicionais, como Balanciaga e Loewe, além de série de marcas de vanguarda que enchem os olhos dos fashionistas.

Na verdade, a relação entre Madri e o mundo fashion é bem mais antiga. Capital da Espanha desde o século 16, a cidade da família real usufruiu da riqueza gerada pelos descobrimentos. Isso reflete no seu visual até hoje e na paixão pela elegância que se desenvolveu nas cortes espanholas, impulsionada justamente pelo dinheiro que fluía das colônias.

Um passeio pelo Museo del Traje (Av, de Juan de Herrera, 2, metrô; http://museodeltraje.mcu.es) mostra a evolução da moda no país desde os tempos da sua unificação por meio da junção dos reinos de Castela e Aragão. Para quem gosta de moda e história é programa imperdível. O interessante é que as roupas estão colocadas em modelos do tamanho das pessoas de antigamente, que eram muito menores do que as de hoje em dia, Das roupas do século 15 até os grandes designers atuais, o visitante verá mais do que a evolução de modelos e tecidos. Verá as mudanças na sociedade, nos costumes e até os efeitos da economia no vestuário. Por isso, mesmo quem não se interessa particularmente pelo mundo fashion poderá apreciar bastante a coleção – ou seja, dá para levar o marido sem matá-lo de tédio.

Outra atração turística madrilenha que revela importantes capítulos da história da moda é o Museu Thyssen-Bornemisza (Paseo del Prado, 8; www.museothyssen.org). As obras do seu acervo mostram a sucessão de estilos de golas, sapatos, adereços e tecidos desde a era medieval. Para usufruir completamente dessa chance, o ideal é contratar um guia especializado (solicite alguém que fala português) dentre os cadastrados pelo próprio museu e viaje no tempo.

EXPOSIÇÃO
Inaugurada ontem, a exposição sobre o ícone da alta costura Hubert de Givenchy estará aberta até 18 de janeiro no Thyssen e tem grande significado simbólico, já que é a primeira exposição focada na história de um designer de moda a ser realizada no museu. Um diferencial importante é que a curadoria das peças a serem expostas foi feita pelo do próprio designer, que está com 87 anos. A mostra trará exemplares das suas coleções desde a fundação da Maison Givenchy em 1952 até a sua aposentadoria em 1996, com destaque para vestidos feitos sob medida para algumas das personalidades mais famosas do século 20, como Jacqueline Kennedy, Caroline de Mônaco e Audrey Hepburn, sua amiga e musa. Os figurinos dela nos filmes Sabrina e Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s) foram criados por Givenchy, que também foi o inventor do conceito de pret-à-porter, ou seja a roupa (de coleção) pronta para levar da loja para casa.

Marcas de luxo e tradição convivem com as modernas - Para quem quer ir a Madri e levar de volta uma lembrança relevante, tanto em termos de significado no mundo da moda como também em preço, o lugar para fazer o cartão de crédito dançar um flamenco é a Loewe, a marca de luxo por excelência da Espanha. Ícone da aristocracia espanhola, a grife foi criada em Madri em 1846 e até hoje é a fornecedora oficial da coroa espanhola. Tem entre suas marcas registradas uma pelica de cordeiro com toque irresistível sem igual.

Trata-se da única marca de bolsas que tem produtos inimitáveis, por serem todos feitos a mão e usarem o melhor couro do mundo. Depois que foi adquirida pelo grupo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy, o maior conglomerado de marcas de luxo do planeta), passou a ser mais conhecida fora do país. Há clutches de 450 euros e malas de 4,9 mil a 7,9 mil.

A cidade também oferece criatividade e qualidade a preços muito mais acessíveis.Considerada importante polo de moda e tendências na Europa, reúne lojas das melhores marcas, estilistas de vanguarda e centenas de boutiques jovens e trendies. No centro de Madria, nos arredores de La Puerta del Sol, nas calles Arenal, Mayor, Preciados e Gran Via a oferta de lojas é impar, sobretudo de redes internacionais como Zara, Mango e H&M, além de produtos nacionais espanhóis com couro, cerâmica e prata.

A tradicional Casa de Diego é famosa pela oferta enorme de vestidos de flamenco, leques, guitarras e castanholas. A Casa Jiménez vende o tradicional mantón de Manila bordado. Na Plaza Mayor, La Favorita  tem uma grande variedade de chapéus e também confecciona sob medida. É presente perfeito para aquela amiga que dança flamenco.

As grandes grifes internacionais como Armani, Chanel e Prada e as espanholas Loewe, Adolfo Dominguez, Roberto Verino, Pertegaz e Zara estão localizadas no bairro de Salamanca, também conhecido como milha de ouro. As lojas mais luxuosas situam-se nas ruas Serrano, Goya, Velázquez, Jorge Juan, e Ortega y Gasset.

Chueca e Triball destacam pelas lojas dos novos estilistas e tendências. O triangulo formado pelas ruas Ballesta, Valverde e Barco, em volta a Gran Via, desponta como o novo reduto de compras da capital. Ali concentram-se lojas-conceito, galerias de arte, brechós vintage como Corachan y Delgadona, lojas gourmet e restaurantes badalados.

A decoração moderna e retrô ao mesmo tempo cria a atmosfera deste bairro que lembra o Soho. O mercado de Fuencarral, ao lado de Chueca, atrai um público jovem que busca roupa original e mais alternativa, ao lado se encontra a Rua Augusto Figueroa, que concentra vários outlets de sapatos.

E há o inescapável El Corte Inglés, reunindo todas as grandes grifes sob o mesmo teto. Desde que foi fundada, em 1935, a cadeia El Corte Inglés se transformou na maior referência comercial espanhola. São quase 200 lojas de departamentos espalhadas por todas as regiões do país que concentram, em endereços únicos, mais de mil representantes das melhores marcas de todo o mundo. Armani, Missoni, Moschino, Gucci, Prada, Carolina Herrera e Valentino estão na lista. Além de moda, as lojas também têm corners de joias, eletrônicos e maquiagens.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;