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Curso técnico e o mercado de trabalho

Há poucos dias iniciou-se o processo de inscrições para o vestibular...


Dgabc

10/10/2012 | 00:00


Artigo

Há poucos dias iniciou-se o processo de inscrições para o vestibular das Etecs de São Paulo. Mais de 60 mil vagas em todo o Estado, distribuídas em mais de 100 cursos. A proposta do técnico é dar oportunidade para que o aluno ingresse no mercado de trabalho de forma mais rápida, já que tem duração de 18 meses, e formação mais técnica e específica. O mercado brasileiro está aquecido e demanda profissionais de diferentes áreas. De acordo com os dados do governo, quase 70% dos alunos das Etecs já estão empregados após conclusão do curso. A curto prazo realmente garante acesso rápido ao mercado de trabalho.

Para alunos que escolhem cursos de bacharelado hoje, com duração entre quatro e cinco anos, a entrada no mercado de trabalho será prorrogada. Provavelmente entre 20 e 21 anos será o momento de começar em experiências profissionais com estágios e, entre 22 e 23, ao fim do curso, as experiências nos programas de trainee das empresas. Em termos de remuneração, os trainees têm faixa salarial bem superior aos estágios e cursos técnicos, apresentam proposta de ampliação de conhecimento e visão geral da organização das empresas.

Os alunos que irão concorrer para essas vagas também precisarão de preparo melhor: inglês fluente, domínio da Língua Portuguesa e conhecimentos gerais - capital cultural mesmo. Essa diferença coloca o aluno que entrou mais tarde no mercado de trabalho à frente de todos aqueles que terminaram o curso técnico e estão exercendo as funções mais operacionais.

Para a maioria dos jovens brasileiros terminar o Ensino Médio já é enorme desafio, e muitos deles não poderão se dar ao luxo de fazer essa escolha, deverão batalhar por vaga e, com a concorrência, se esforçar para conseguir o trabalho e se manter nele. Para eles, o Ensino Técnico é possibilidade de especialização e crescimento, porque a partir dessa experiência poderão dar prosseguimento aos estudos, investir no curso superior e aumentar o conhecimento e possibilidades.

Qualificação profissional é o caminho de curto prazo que trará mais benefícios para as empresas e futuros empregados. Mas é preciso manter o olhar no futuro e incentivar o pensamento de que ao longo da vida o mais importante é desenvolver o senso da aprendizagem. Aprender não é apenas adquirir conhecimento técnico. Significa se conhecer melhor, relacionar-se com pessoas e interagir em estrutura profissional que demanda postura e ética e não apenas conhecimento específico.

Letícia Bechara é mestre em Educação.

PALAVRA DO LEITOR

Imundície

Estou estarrecido com os políticos e seus comandados! Na calada da noite, um bando de pessoas, que com certeza em suas casas é puro lixo, sujou o nosso bairro Marajoara, em Santo André. Todas as ruas estavam repletas de milhares de santinhos. Lamentável! Quando fui cumprir a minha obrigação de eleitor, que, por sinal, se não for sofro algumas penalidades - é o que chamam de democracia, onde se é obrigado e não há voto livre - presenciei no portão da escola tanto santinho, mas muito mesmo, que uma moça grávida escorregou e caiu, o que poderia prejudicá-la. A sorte foi que ela caiu de lado. Já participei de muitas eleições e posso afirmar que esta bateu recordes de imundície! Fica aqui a minha frustração a tudo isso!

Arlindo de Almeida, Santo André

Entre os piores

Segundo reportagem deste Diário (Eleições, dia 5), em seu último comício, realizado dia 4, o então candidato Paulo Pinheiro afirmou que o prefeito Auricchio foi o pior dos últimos 30 anos em São Caetano. Será que o prefeito eleito se esquece que até há pouco tempo ele pertencia ao mesmo partido de Auricchio, fazia parte da tropa de choque, apoiava e aprovava tudo o que era feito pela Prefeitura? Bastou ter seu nome preterido para a sucessão e eis que simplesmente muda de partido, vira inimigo da administração que fazia parte e passa toda a campanha atacando a atual administração. Isso, em bom português, significa ‘cuspir no prato em que comeu'.

José Roberto Tonetti, São Caetano

Incivilidade

Domingo, os candidatos no Grande ABC deram, como sempre, show de incivilidade ao transformar as cidades - que eles juram amar e pelas quais prometem lutar incansavelmente - numa enorme lixeira. Toneladas de santinhos espalhados pelas calçadas, entupindo bueiros, pondo em risco de queda os idosos, dando trabalho aos já sacrificados varredores de rua. Para quê? Será que um eleitor define seu voto por ter avistado um santinho no chão? O que nos falta a todos é civilidade. Está mais do que na hora de entendermos que a cidade é a nossa casa; não simplesmente o lugar onde ganhamos dinheiro que esperamos gastar nas férias numa outra cidade qualquer, na praia, no campo ou no Exterior. Chega de passar a vida inteira numa pocilga sonhando com uns poucos dias em que poderemos estar num lugar paradisíaco; vamos contribuir para que esse local seja onde vivemos hoje.

Antonio Cesar Scopel, São Bernardo

Santinhos

O cartunista Seri mandou muito bem na charge (Opinião, dia 8)! O que pude presenciar nos arredores do local, onde votei, foi justamente o que está na charge. Eleitores indecisos pisoteando aquele exagero de santinhos e garimpando um candidato como se fosse sorteio. Qual é o critério da escolha? O mais simpático, o mais fotogênico, o mais bonito; afinal, que consciência política têm esses eleitores para escolher prefeito e vereador? Essa forma irresponsável e infantil de votar no escuro pode custar quatro anos de paralisia ou retrocesso para o município e, aí, reclamar para quem se nem mesmo eles sabem em quem votaram? Ainda há muito o que fazer no sentido de conscientizar o povo da importância do voto.

Eunice Gallo, São Caetano

Reforma?

A oposição, na pessoa do senador Álvaro Dias, vem conclamando a todos no sentido de reforma política urgente, posto que o modelo atual, com essa maioria esmagadora do Senado em total consonância com o governo, torna-se impossível qualquer diálogo. Quem em sã consciência acredita que a Presidência da República irá apoiar ou incrementar qualquer mudança que venha privilegiar a oposição? Sem chance!

José Marques, Capital 



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Curso técnico e o mercado de trabalho

Há poucos dias iniciou-se o processo de inscrições para o vestibular...

Dgabc

10/10/2012 | 00:00


Artigo

Há poucos dias iniciou-se o processo de inscrições para o vestibular das Etecs de São Paulo. Mais de 60 mil vagas em todo o Estado, distribuídas em mais de 100 cursos. A proposta do técnico é dar oportunidade para que o aluno ingresse no mercado de trabalho de forma mais rápida, já que tem duração de 18 meses, e formação mais técnica e específica. O mercado brasileiro está aquecido e demanda profissionais de diferentes áreas. De acordo com os dados do governo, quase 70% dos alunos das Etecs já estão empregados após conclusão do curso. A curto prazo realmente garante acesso rápido ao mercado de trabalho.

Para alunos que escolhem cursos de bacharelado hoje, com duração entre quatro e cinco anos, a entrada no mercado de trabalho será prorrogada. Provavelmente entre 20 e 21 anos será o momento de começar em experiências profissionais com estágios e, entre 22 e 23, ao fim do curso, as experiências nos programas de trainee das empresas. Em termos de remuneração, os trainees têm faixa salarial bem superior aos estágios e cursos técnicos, apresentam proposta de ampliação de conhecimento e visão geral da organização das empresas.

Os alunos que irão concorrer para essas vagas também precisarão de preparo melhor: inglês fluente, domínio da Língua Portuguesa e conhecimentos gerais - capital cultural mesmo. Essa diferença coloca o aluno que entrou mais tarde no mercado de trabalho à frente de todos aqueles que terminaram o curso técnico e estão exercendo as funções mais operacionais.

Para a maioria dos jovens brasileiros terminar o Ensino Médio já é enorme desafio, e muitos deles não poderão se dar ao luxo de fazer essa escolha, deverão batalhar por vaga e, com a concorrência, se esforçar para conseguir o trabalho e se manter nele. Para eles, o Ensino Técnico é possibilidade de especialização e crescimento, porque a partir dessa experiência poderão dar prosseguimento aos estudos, investir no curso superior e aumentar o conhecimento e possibilidades.

Qualificação profissional é o caminho de curto prazo que trará mais benefícios para as empresas e futuros empregados. Mas é preciso manter o olhar no futuro e incentivar o pensamento de que ao longo da vida o mais importante é desenvolver o senso da aprendizagem. Aprender não é apenas adquirir conhecimento técnico. Significa se conhecer melhor, relacionar-se com pessoas e interagir em estrutura profissional que demanda postura e ética e não apenas conhecimento específico.

Letícia Bechara é mestre em Educação.

PALAVRA DO LEITOR

Imundície

Estou estarrecido com os políticos e seus comandados! Na calada da noite, um bando de pessoas, que com certeza em suas casas é puro lixo, sujou o nosso bairro Marajoara, em Santo André. Todas as ruas estavam repletas de milhares de santinhos. Lamentável! Quando fui cumprir a minha obrigação de eleitor, que, por sinal, se não for sofro algumas penalidades - é o que chamam de democracia, onde se é obrigado e não há voto livre - presenciei no portão da escola tanto santinho, mas muito mesmo, que uma moça grávida escorregou e caiu, o que poderia prejudicá-la. A sorte foi que ela caiu de lado. Já participei de muitas eleições e posso afirmar que esta bateu recordes de imundície! Fica aqui a minha frustração a tudo isso!

Arlindo de Almeida, Santo André

Entre os piores

Segundo reportagem deste Diário (Eleições, dia 5), em seu último comício, realizado dia 4, o então candidato Paulo Pinheiro afirmou que o prefeito Auricchio foi o pior dos últimos 30 anos em São Caetano. Será que o prefeito eleito se esquece que até há pouco tempo ele pertencia ao mesmo partido de Auricchio, fazia parte da tropa de choque, apoiava e aprovava tudo o que era feito pela Prefeitura? Bastou ter seu nome preterido para a sucessão e eis que simplesmente muda de partido, vira inimigo da administração que fazia parte e passa toda a campanha atacando a atual administração. Isso, em bom português, significa ‘cuspir no prato em que comeu'.

José Roberto Tonetti, São Caetano

Incivilidade

Domingo, os candidatos no Grande ABC deram, como sempre, show de incivilidade ao transformar as cidades - que eles juram amar e pelas quais prometem lutar incansavelmente - numa enorme lixeira. Toneladas de santinhos espalhados pelas calçadas, entupindo bueiros, pondo em risco de queda os idosos, dando trabalho aos já sacrificados varredores de rua. Para quê? Será que um eleitor define seu voto por ter avistado um santinho no chão? O que nos falta a todos é civilidade. Está mais do que na hora de entendermos que a cidade é a nossa casa; não simplesmente o lugar onde ganhamos dinheiro que esperamos gastar nas férias numa outra cidade qualquer, na praia, no campo ou no Exterior. Chega de passar a vida inteira numa pocilga sonhando com uns poucos dias em que poderemos estar num lugar paradisíaco; vamos contribuir para que esse local seja onde vivemos hoje.

Antonio Cesar Scopel, São Bernardo

Santinhos

O cartunista Seri mandou muito bem na charge (Opinião, dia 8)! O que pude presenciar nos arredores do local, onde votei, foi justamente o que está na charge. Eleitores indecisos pisoteando aquele exagero de santinhos e garimpando um candidato como se fosse sorteio. Qual é o critério da escolha? O mais simpático, o mais fotogênico, o mais bonito; afinal, que consciência política têm esses eleitores para escolher prefeito e vereador? Essa forma irresponsável e infantil de votar no escuro pode custar quatro anos de paralisia ou retrocesso para o município e, aí, reclamar para quem se nem mesmo eles sabem em quem votaram? Ainda há muito o que fazer no sentido de conscientizar o povo da importância do voto.

Eunice Gallo, São Caetano

Reforma?

A oposição, na pessoa do senador Álvaro Dias, vem conclamando a todos no sentido de reforma política urgente, posto que o modelo atual, com essa maioria esmagadora do Senado em total consonância com o governo, torna-se impossível qualquer diálogo. Quem em sã consciência acredita que a Presidência da República irá apoiar ou incrementar qualquer mudança que venha privilegiar a oposição? Sem chance!

José Marques, Capital 

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