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Para empresários, VW fica na região


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/08/2006 | 22:40


Representantes de entidades empresariais e economistas ouvidos pelo Diário manifestaram preocupação quanto a um eventual fechamento da unidade da Volkswagen em São Bernardo. No entanto, de modo geral, eles não acreditam que a fábrica fechará, por conta de questões como investimentos sinalizados pela empresa e vantagens competitivas que a região ainda teria.

“O impacto direto (de uma eventual saída) é grande, mas o indireto é muito maior”, afirma o diretor da regional da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) em São Bernardo, Hermes Soncini, que cita as indústrias de autopeças e o comércio que se desenvolveu em função da renda gerada pela fabricante. “Não acredito que a empresa vai deixar de analisar a mão-de-obra treinada e a proximidade com o Porto”, acrescenta.

O diretor do Ciesp de Diadema, Ignácio Martinez Conde-Barrasa, lembra que a montadora é a maior empresa da região – faturou R$ 16,2 bilhões na ano passado – e que a companhia tem papel importante, por exemplo, na economia de Diadema, onde há mais de 300 indústrias ligadas ao setor automotivo. “A Volkswagen sempre foi importante para essas empresas e o fechamento deverá trazer problemas para elas”, afirma o empresário, que também não crê numa decisão “extrema” por parte do grupo alemão.

Além da possibilidade de perda de 12,4 mil empregos diretos e de 56,8 mil indiretos – nos elos do setor –, o encerramento das atividades na região afetaria de forma significativa a arrecadação tributária do município, segundo especialistas. A empresa é uma das principais fontes do VA (valor adicionado, ou seja, a riqueza gerada) industrial de São Bernardo, que somou R$ 7 bilhões em 2005, de acordo com estimativa do Observatório Econômico de Santo André.

“Terá um efeito desastroso na economia, com rebatimento em toda a cadeia (produtiva)”, afirma o coordenador do Observatório, Antônio Carlos Schifino. Só ainda não se sabe com exatidão o peso da companhia na arrecadação. A administração sãobernardense não forneceu esses dados, apesar dos contatos feitos nos últimos dias pelo Diário.

O eventual fechamento da unidade fabril deve acelerar iniciativas da região para o fortalecimento do empreendedorismo. A avaliação é do secretário-executivo da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, Silvio Minciotti. Ele ressalta que é difícil saber até que ponto a companhia tem realmente intenção de fechar a planta. Mas afirma que a ameaça já serve de alerta, para que se desenvolvam mais ações como o apoio ao cooperativismo, à incubadoras de empresas de base tecnológica e às pequenas empresas dos arranjos produtivos locais.


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Para empresários, VW fica na região

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/08/2006 | 22:40


Representantes de entidades empresariais e economistas ouvidos pelo Diário manifestaram preocupação quanto a um eventual fechamento da unidade da Volkswagen em São Bernardo. No entanto, de modo geral, eles não acreditam que a fábrica fechará, por conta de questões como investimentos sinalizados pela empresa e vantagens competitivas que a região ainda teria.

“O impacto direto (de uma eventual saída) é grande, mas o indireto é muito maior”, afirma o diretor da regional da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) em São Bernardo, Hermes Soncini, que cita as indústrias de autopeças e o comércio que se desenvolveu em função da renda gerada pela fabricante. “Não acredito que a empresa vai deixar de analisar a mão-de-obra treinada e a proximidade com o Porto”, acrescenta.

O diretor do Ciesp de Diadema, Ignácio Martinez Conde-Barrasa, lembra que a montadora é a maior empresa da região – faturou R$ 16,2 bilhões na ano passado – e que a companhia tem papel importante, por exemplo, na economia de Diadema, onde há mais de 300 indústrias ligadas ao setor automotivo. “A Volkswagen sempre foi importante para essas empresas e o fechamento deverá trazer problemas para elas”, afirma o empresário, que também não crê numa decisão “extrema” por parte do grupo alemão.

Além da possibilidade de perda de 12,4 mil empregos diretos e de 56,8 mil indiretos – nos elos do setor –, o encerramento das atividades na região afetaria de forma significativa a arrecadação tributária do município, segundo especialistas. A empresa é uma das principais fontes do VA (valor adicionado, ou seja, a riqueza gerada) industrial de São Bernardo, que somou R$ 7 bilhões em 2005, de acordo com estimativa do Observatório Econômico de Santo André.

“Terá um efeito desastroso na economia, com rebatimento em toda a cadeia (produtiva)”, afirma o coordenador do Observatório, Antônio Carlos Schifino. Só ainda não se sabe com exatidão o peso da companhia na arrecadação. A administração sãobernardense não forneceu esses dados, apesar dos contatos feitos nos últimos dias pelo Diário.

O eventual fechamento da unidade fabril deve acelerar iniciativas da região para o fortalecimento do empreendedorismo. A avaliação é do secretário-executivo da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, Silvio Minciotti. Ele ressalta que é difícil saber até que ponto a companhia tem realmente intenção de fechar a planta. Mas afirma que a ameaça já serve de alerta, para que se desenvolvam mais ações como o apoio ao cooperativismo, à incubadoras de empresas de base tecnológica e às pequenas empresas dos arranjos produtivos locais.

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