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Juliana sonha com vaga em Pequim-08


Kati Dias
Do Diário do Grande ABC

17/09/2007 | 08:06


A trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher. A meio-fundista Juliana de Paula Gomes da Silva confirmou o ditado ao faturar o ouro nos 1.500 m no Pan-Americano no Rio, em julho. Assim, a atleta deixou a sombra do marido Marílson Gomes dos Santos, campeão da Maratona de Nova York, e conquistou brilho próprio. Ela, inclusive, já sentiu a diferença.

"Antes, as pessoas me paravam para perguntar do Marílson. Hoje não, elas descobriram que eu também sou uma atleta", brinca a meio-fundista, que acabou compensando a frustração do amado, que saiu do Rio sem o ouro (foi prata nos 10 mil metros e bronze nos 5.000 mil m).

Inveja, rivalidade doméstica, nem pensar. Marílson não esconde o orgulho de ver a mulher ser assediada e confessa: "Disse que preferia vê-la ganhando um ouro do que eu. Acho que Deus ouviu o meu pedido. Quando a vi ultrapassando a linha de chegada em primeiro, foi como se eu tivesse ganhado", afirma.

Para o maratonista, Juliana merecia este reconhecimento mais do que ele. "A vida de um corredor de pista é muito difícil. Ela é muito esforçada e provou que tem condições de brigar pelas primeiras posições", completa.

O técnico do casal, o andreense Adauto Domingues, crê que o ouro no Pan foi um doping positivo para Juliana. "Até então, ela não acreditava que tinha condições de alcançar o pódio. Especialmente depois de ter ficado fora das finais dos 800 metros", afirmou.

Domingues revela que Juliana ficou muito chateada por ter sido eliminada na prova e pensava que lutar por uma vaga na Olimpíada do ano que vem era utopia.

A animação toma conta da meio-fundista, que não vê a hora de recomeçar os treinamentos. "Quero ir à Europa para participar de alguns Meetings de Atletismo para fazer o índice das duas provas", diz a atleta.

Juliana precisa correr abaixo dos dois minutos, nos 800 m, e abaixo dos 4min07s, nos 1,5 mil metros.



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Juliana sonha com vaga em Pequim-08

Kati Dias
Do Diário do Grande ABC

17/09/2007 | 08:06


A trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher. A meio-fundista Juliana de Paula Gomes da Silva confirmou o ditado ao faturar o ouro nos 1.500 m no Pan-Americano no Rio, em julho. Assim, a atleta deixou a sombra do marido Marílson Gomes dos Santos, campeão da Maratona de Nova York, e conquistou brilho próprio. Ela, inclusive, já sentiu a diferença.

"Antes, as pessoas me paravam para perguntar do Marílson. Hoje não, elas descobriram que eu também sou uma atleta", brinca a meio-fundista, que acabou compensando a frustração do amado, que saiu do Rio sem o ouro (foi prata nos 10 mil metros e bronze nos 5.000 mil m).

Inveja, rivalidade doméstica, nem pensar. Marílson não esconde o orgulho de ver a mulher ser assediada e confessa: "Disse que preferia vê-la ganhando um ouro do que eu. Acho que Deus ouviu o meu pedido. Quando a vi ultrapassando a linha de chegada em primeiro, foi como se eu tivesse ganhado", afirma.

Para o maratonista, Juliana merecia este reconhecimento mais do que ele. "A vida de um corredor de pista é muito difícil. Ela é muito esforçada e provou que tem condições de brigar pelas primeiras posições", completa.

O técnico do casal, o andreense Adauto Domingues, crê que o ouro no Pan foi um doping positivo para Juliana. "Até então, ela não acreditava que tinha condições de alcançar o pódio. Especialmente depois de ter ficado fora das finais dos 800 metros", afirmou.

Domingues revela que Juliana ficou muito chateada por ter sido eliminada na prova e pensava que lutar por uma vaga na Olimpíada do ano que vem era utopia.

A animação toma conta da meio-fundista, que não vê a hora de recomeçar os treinamentos. "Quero ir à Europa para participar de alguns Meetings de Atletismo para fazer o índice das duas provas", diz a atleta.

Juliana precisa correr abaixo dos dois minutos, nos 800 m, e abaixo dos 4min07s, nos 1,5 mil metros.

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