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Pérola da Serra será recuperado


Luciana Yamashita
Especial para o Diário

05/11/2006 | 21:45


Túnel construído para fuga, lenda da loira que assombra o lago e muito verde de Mata Atlântica no parque Pérola da Serra, em Ribeirão Pires.

Mas, amantes da natureza, calma. O parque só poderá ser desfrutado pela população após as obras que fazem parte do acordo firmado entre Prefeitura e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) serem finalizadas.

O prazo de 120 dias de entrega para as melhorias começou a contar a partir do último dia 28.

Os otimistas dizem que tudo tem seu lado bom. As rachaduras, vazamentos, resíduos e perfuração do lençol freático ocasionadas pelas empreiteiras OAS e Saenge, contratadas pela Sabesp para construir o coletor-tronco de esgoto, resultaram na ação civil pública movida pela Prefeitura. O acordo de compensação ambiental conseguido para o Pérola da Serra, parque que está fechado há um ano e meio por falta de manutenção, vai recuperar 61 anos de história e 34 mil m².

A grande atração promete ser o túnel de 100 metros de comprimento, construído para servir de rota de fuga da família alemã, proprietária da então Chácara Preferida, futura Chácara Pérola da Serra.

A construção começou em 1945, logo após o término da Segunda Guerra Mundial. “A passagem sai da nascente, no meio do parque, e, segundo reza a lenda, sai atrás de um armário na casa sede”, explica o gerente do Meio Ambiente do município, Cézar Lombardi.

Hoje, o túnel está abandonado. A passagem é estreita, mas o plano é realizar passeios monitorados no futuro. Com o acordo, a cobertura, que está toda pichada, será lavada e pintada. Na entrada do túnel, será colocado um portão para evitar invasões.

Em frente à passagem, fica o lago do parque, que também receberá manutenção. Por falta de estrutura, atualmente a água da mina corre pela canalização improvisada e vai para a rua. A engenhoca serve para evitar a infiltração na parede.

“Parece sujo por causa do lodo, mas o lago será impermeabilizado para receber a água limpa da nascente e peixes”, conta o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Marcelo Menato.

Uma curiosidade é a história que corre entre funcionários do local de que o espírito de uma loira assombraria o lago.

Outra melhoria está prevista para a passarela de madeira em espiral, que receberá esmalte de proteção e flores ao redor.

O parque conta ainda com uma gruta de pedra, onde será instalado holofote e projeto de jardinagem e paisagismo. O quiosque construído nos primeiros anos da chácara também receberá manutenção. “A estrutura é tão antiga que precisa de preservação. A idéia é que o parque seja uma área de contemplação”, afirma o gerente do Meio Ambiente, Cézar Lombardi.

Além das atrações turísticas, a infra-estrutura do parque também está incluída na planta do projeto. Serão 20 refletores de chão pela trilha de 400 metros, 10 postes de iluminação, seis totens de orientação aos visitantes, bancos adequados em toda a área, cestas de coleta de lixo e recuperação da pavimentação das trilhas.

“O acordo de compensação é o primeiro grande passo para a reabertura do parque. Novos investimentos da Prefeitura serão feitos depois”, afirma Lombardi.

A Sabesp informou que existe um custo definido que está sendo assumido dentro do contrato com o Consórcio responsável pela obra.

Caso haja atraso na entrega das obras, a multa será de R$ 500 por dia.


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Pérola da Serra será recuperado

Luciana Yamashita
Especial para o Diário

05/11/2006 | 21:45


Túnel construído para fuga, lenda da loira que assombra o lago e muito verde de Mata Atlântica no parque Pérola da Serra, em Ribeirão Pires.

Mas, amantes da natureza, calma. O parque só poderá ser desfrutado pela população após as obras que fazem parte do acordo firmado entre Prefeitura e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) serem finalizadas.

O prazo de 120 dias de entrega para as melhorias começou a contar a partir do último dia 28.

Os otimistas dizem que tudo tem seu lado bom. As rachaduras, vazamentos, resíduos e perfuração do lençol freático ocasionadas pelas empreiteiras OAS e Saenge, contratadas pela Sabesp para construir o coletor-tronco de esgoto, resultaram na ação civil pública movida pela Prefeitura. O acordo de compensação ambiental conseguido para o Pérola da Serra, parque que está fechado há um ano e meio por falta de manutenção, vai recuperar 61 anos de história e 34 mil m².

A grande atração promete ser o túnel de 100 metros de comprimento, construído para servir de rota de fuga da família alemã, proprietária da então Chácara Preferida, futura Chácara Pérola da Serra.

A construção começou em 1945, logo após o término da Segunda Guerra Mundial. “A passagem sai da nascente, no meio do parque, e, segundo reza a lenda, sai atrás de um armário na casa sede”, explica o gerente do Meio Ambiente do município, Cézar Lombardi.

Hoje, o túnel está abandonado. A passagem é estreita, mas o plano é realizar passeios monitorados no futuro. Com o acordo, a cobertura, que está toda pichada, será lavada e pintada. Na entrada do túnel, será colocado um portão para evitar invasões.

Em frente à passagem, fica o lago do parque, que também receberá manutenção. Por falta de estrutura, atualmente a água da mina corre pela canalização improvisada e vai para a rua. A engenhoca serve para evitar a infiltração na parede.

“Parece sujo por causa do lodo, mas o lago será impermeabilizado para receber a água limpa da nascente e peixes”, conta o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Marcelo Menato.

Uma curiosidade é a história que corre entre funcionários do local de que o espírito de uma loira assombraria o lago.

Outra melhoria está prevista para a passarela de madeira em espiral, que receberá esmalte de proteção e flores ao redor.

O parque conta ainda com uma gruta de pedra, onde será instalado holofote e projeto de jardinagem e paisagismo. O quiosque construído nos primeiros anos da chácara também receberá manutenção. “A estrutura é tão antiga que precisa de preservação. A idéia é que o parque seja uma área de contemplação”, afirma o gerente do Meio Ambiente, Cézar Lombardi.

Além das atrações turísticas, a infra-estrutura do parque também está incluída na planta do projeto. Serão 20 refletores de chão pela trilha de 400 metros, 10 postes de iluminação, seis totens de orientação aos visitantes, bancos adequados em toda a área, cestas de coleta de lixo e recuperação da pavimentação das trilhas.

“O acordo de compensação é o primeiro grande passo para a reabertura do parque. Novos investimentos da Prefeitura serão feitos depois”, afirma Lombardi.

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Caso haja atraso na entrega das obras, a multa será de R$ 500 por dia.

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