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ONG se adapta e atende moradores de rua

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com salão fechado, Mãos que Abençoam, de São Caetano, agora oferece diariamente refeições e kits de higiene no portão para 50 pessoas


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

01/05/2020 | 00:01


Quem passa pelas ruas do bairro Santa Maria, em São Caetano, por volta da hora do almoço certamente já se deparou com movimentação acima do normal, principalmente na altura do número 1.160 da Alameda São Caetano. Ali funciona a ONG (Organização Não Governamental) Mãos que Abençoam, que teve de se adequar às regras da quarentena e passou a atender pessoas de baixa renda do portão para fora, fornecendo refeições diárias e kits de higiene pessoal.

A organização funciona desde 2013 e o projeto, focado em pessoas em situação de vulnerabilidade social, iniciou há quatro anos, por meio de voluntários e doações. Antes da pandemia, o local funcionava com atividades presencias, como um núcleo de convivência, onde as pessoas que moram na rua podiam frequentar três vezes na semana, garantindo a oportunidade de tomar banho, trocar de roupas, almoçarem e terem acesso a kits de higiene. “Já em outros dias da semana oferecíamos rodas de conversas, dinâmicas, oficinas e consultas com psicólogos. Buscamos resgatar a cidadania destas pessoas”, destaca a vice-presidente da ONG, Paula Maria Ribeiro do Amaral, que contabilizava 50 atendimentos por dia na organização antes do início da quarentena.

Com as regras do isolamento físico e as recomendações para se evitar aglomerações, o espaço foi adaptado para continuar atendendo, mas apenas com serviços de entregas de alimentos, lanches e kits de higiene. Para conseguir prestar o serviço, a entidade depende de doações, como as feitas pelo banco de alimentos do município. “O que antes fazíamos apenas em três vezes na semana, hoje conseguimos estender pelos sete dias da semana, das 12h às 13h30”, detalha Paula.

O número de refeições distribuídas permanece em 50. As marmitas são entregues com auxílio de quatro voluntários, que também ajudam na produção. A vice-presidente da ONG reforça que eles tomam cuidados na formação da fila se atentando ao distanciamento físico recomendado, de 1,5 metro, e que higieniza as mãos das pessoas na entrega dos marmitex. Diariamente, a ONG entrega o almoço contendo sempre arroz, feijão ou massa, com uma mistura e um legume refogado, além do lanche para a noite, feito sempre com patês variados, conforme as doações. O kit também acompanha guardanapos e talheres.

“Também orientamos para procurar um lixo e jogar os itens, visto que eles (pessoas em situação de rua) não comem mais no local. Reforçamos estes cuidados com eles todos os dias”, comenta Paula, que acrescenta que, por semana, ainda conseguem distribuir 50 kits que contêm creme dental, aparelho para barbear descartável e sabonetes.

Em maio, a ONG programa a distribuição de 400 marmitex, em parceria com o Sesi, para as famílias da comunidade Haiti, na Vila Bela, na Capital, que também é assistida pela organização. 



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