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Técnico do Sao Paulo é o inimigo do Santos


Marco Borba
Enviado a Santos

10/06/2000 | 00:43


O inimigo do Santos na partida deste sábado pelas finais do Campeonato Paulista tem um nome: Levir Culpi. Os jogadores santistas continuam engasgados com o técnico do Sao Paulo, que andou deitando falaçao sobre Giba nos últimos dias, nas quais coloca em xeque a capacidade do treinador do time da Vila Belmiro, que está na profissao há apenas quatro anos, mas ainda nao comandou uma equipe de ponta.

Solidários a Giba, os jogadores do Santos avaliam que nao sao os títulos que provam a competência de um técnico. "Título você conquista em qualquer clube, seja ele grande ou nao. Muitos treinadores comandam grandes equipes e sequer chegam a uma decisao", disse o meia Rincón, numa crítica velada a Levir Culpi, que nas últimas decisoes à frente do Cruzeiro foi apenas campeao mineiro. Perdeu o Campeonato Brasileiro de 1998 para o Corinthians e a Copa do Brasil e o Mercosul para o Palmeiras.

Embora Giba tenha sido campeao apenas em equipes de pouca expressao - paulista do Grupo B-1(B) de 1996 pelo Valinhos, da Copa Sao Paulo de Juniores de 1997 pelo Lousano Paulista (hoje Etti Jundiaí) e alagoano em 1998 pelo CSA -, os santistas confiam na trajetória do treinador. "Ele é um predestinado. Foi campeao como jogador e como técnico mostrou que também é capaz de decidir. Basta ver que nos oito jogos que comandou o time vencemos seis e empatamos duas. Ninguém ganha nada por acaso", definiu o zagueiro Claudiomiro.

Polêmica à parte, o Santos quer a vitória já na primeira partida para tirar a vantagem do adversário de jogar por dois empates. "Vamos lutar para fazer o resultado já no primeiro jogo. Nosso objetivo é manter a mesma pegada e determinaçao da partida que fizemos contra o Palmeiras. Deixar para decidir no último jogo é mais difícil", avaliou o meia Robert, que foi mantido como titular após o jogo com o Palmeiras, e jogará ao lado de Valdo.

Nem mesmo o fato de terem feito os dois últimos gols contra o Palmeiras, que deram ao Santos a condiçao de disputar a final do Paulista, o atacante Dodô e o meia Eduardo Marques garantiram vaga no time titular. Ambos evitam falar sobre o assunto. "Independente de quem entra jogando, o importante é ajudar o time", resumiu Dodô, artilheiro da equipe santista com seis gols, tentando disfarçar um certo constrangimento.

O atacante era titular até a saída de Carlos Alberto Silva. Quando Giba assumiu o comando do Santos, em maio, o jogador foi para a reserva. "Antes o time jogava para o Dodô. Agora há o conjunto e ele sabe que embora nao tenha iniciado as partidas é peça importante para o grupo", disse Giba, ao anunciar que vai manter na equipe a dupla Caio e Valdir, que assim como Dodô e Márcio Santos, que também continua na reserva, já jogaram no Sao Paulo.

O Santos tem cinco jogadores pendurados com um cartao amarelo - Rincón, Fábio Costa, Claudiomiro, Caio e Anderson. O ambiente no clube parece ser tao estável que nem mesmo isso, em tese, preocupa os santistas. "Levei aquele cartao contra o Palmeiras porque o árbitro disse que eu tentei forçar um pênalti, mas isso nao me preocupa porque sou tranqüilo. Nao vou mudar minha maneira de jogar. Se pensar em cartao, o time esquece de jogar", disse Caio.



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Técnico do Sao Paulo é o inimigo do Santos

Marco Borba
Enviado a Santos

10/06/2000 | 00:43


O inimigo do Santos na partida deste sábado pelas finais do Campeonato Paulista tem um nome: Levir Culpi. Os jogadores santistas continuam engasgados com o técnico do Sao Paulo, que andou deitando falaçao sobre Giba nos últimos dias, nas quais coloca em xeque a capacidade do treinador do time da Vila Belmiro, que está na profissao há apenas quatro anos, mas ainda nao comandou uma equipe de ponta.

Solidários a Giba, os jogadores do Santos avaliam que nao sao os títulos que provam a competência de um técnico. "Título você conquista em qualquer clube, seja ele grande ou nao. Muitos treinadores comandam grandes equipes e sequer chegam a uma decisao", disse o meia Rincón, numa crítica velada a Levir Culpi, que nas últimas decisoes à frente do Cruzeiro foi apenas campeao mineiro. Perdeu o Campeonato Brasileiro de 1998 para o Corinthians e a Copa do Brasil e o Mercosul para o Palmeiras.

Embora Giba tenha sido campeao apenas em equipes de pouca expressao - paulista do Grupo B-1(B) de 1996 pelo Valinhos, da Copa Sao Paulo de Juniores de 1997 pelo Lousano Paulista (hoje Etti Jundiaí) e alagoano em 1998 pelo CSA -, os santistas confiam na trajetória do treinador. "Ele é um predestinado. Foi campeao como jogador e como técnico mostrou que também é capaz de decidir. Basta ver que nos oito jogos que comandou o time vencemos seis e empatamos duas. Ninguém ganha nada por acaso", definiu o zagueiro Claudiomiro.

Polêmica à parte, o Santos quer a vitória já na primeira partida para tirar a vantagem do adversário de jogar por dois empates. "Vamos lutar para fazer o resultado já no primeiro jogo. Nosso objetivo é manter a mesma pegada e determinaçao da partida que fizemos contra o Palmeiras. Deixar para decidir no último jogo é mais difícil", avaliou o meia Robert, que foi mantido como titular após o jogo com o Palmeiras, e jogará ao lado de Valdo.

Nem mesmo o fato de terem feito os dois últimos gols contra o Palmeiras, que deram ao Santos a condiçao de disputar a final do Paulista, o atacante Dodô e o meia Eduardo Marques garantiram vaga no time titular. Ambos evitam falar sobre o assunto. "Independente de quem entra jogando, o importante é ajudar o time", resumiu Dodô, artilheiro da equipe santista com seis gols, tentando disfarçar um certo constrangimento.

O atacante era titular até a saída de Carlos Alberto Silva. Quando Giba assumiu o comando do Santos, em maio, o jogador foi para a reserva. "Antes o time jogava para o Dodô. Agora há o conjunto e ele sabe que embora nao tenha iniciado as partidas é peça importante para o grupo", disse Giba, ao anunciar que vai manter na equipe a dupla Caio e Valdir, que assim como Dodô e Márcio Santos, que também continua na reserva, já jogaram no Sao Paulo.

O Santos tem cinco jogadores pendurados com um cartao amarelo - Rincón, Fábio Costa, Claudiomiro, Caio e Anderson. O ambiente no clube parece ser tao estável que nem mesmo isso, em tese, preocupa os santistas. "Levei aquele cartao contra o Palmeiras porque o árbitro disse que eu tentei forçar um pênalti, mas isso nao me preocupa porque sou tranqüilo. Nao vou mudar minha maneira de jogar. Se pensar em cartao, o time esquece de jogar", disse Caio.

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