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Brasil pede à França que mantenha conta bloqueada



05/08/2003 | 00:21


A Justiça de São Paulo decidiu na segunda-feira pedir à França que mantenha o bloqueio de US$ 1,8 milhão que o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) depositou no banco Crédit Agrícole, em Paris, em conta com sua mulher, Sylvia. A medida foi tomada pelo juiz Luís Paulo Aliende Ribeiro, da 4ªVara da Fazenda Pública, que acolheu pedido do Ministério Público.

Aliende requereu ainda informações sobre a investigação contra Maluf, que há duas semanas foi detido, por quase dez horas, para dar explicações acerca da origem do dinheiro. O depoimento ocorreu perante o Escritório Central de Repressão à Grande Delinqüência Financeira, na periferia de Paris. A convocação do ex-prefeito foi feita pelo juiz Henri Pons, do setor financeiro do Tribunal Grande Instância de Paris.

O ex-prefeito foi convocado para depor em procedimento sobre "lavagem de dinheiro em bando organizado", crime punido, na França, com até 10 anos de prisão.

Acompanhando a carta rogatória da 4ªVara da Fazenda, seguirão documentos obtidos pelo promotor de Justiça da Cidadania da capital, Silvio Antonio Marques, ligando o ex-prefeito a supostas remessas de valores para a Ilha de Jersey (paraíso fiscal do Canal da Mancha) e para a Suíça. O Ministério Público paulista acredita que o acordo de cooperação entre Brasil e França sobre ações judiciais e investigações deve acelerar o envio das informações pelo Tribunal de Paris, que decretou o bloqueio.

A defesa do ex-prefeito informou que o dinheiro enviado a Paris foi levantado por meio da venda de uma área de 14 mil metros quadrados na rua Vergueiro, zona Sul da capital. O imóvel fazia parte do patrimônio que ele herdou do pai. A remessa foi feita em duas etapas. A primeira, no montante de US$ 1,45 milhão, em transferências internacionais de reais pelo Banco BCN nas Ilhas Cayman. A outra parcela, no valor de US$ 300 mil, foi remetida por uma offshore de Flávio Maluf, filho mais velho do ex-prefeito.



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Brasil pede à França que mantenha conta bloqueada


05/08/2003 | 00:21


A Justiça de São Paulo decidiu na segunda-feira pedir à França que mantenha o bloqueio de US$ 1,8 milhão que o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) depositou no banco Crédit Agrícole, em Paris, em conta com sua mulher, Sylvia. A medida foi tomada pelo juiz Luís Paulo Aliende Ribeiro, da 4ªVara da Fazenda Pública, que acolheu pedido do Ministério Público.

Aliende requereu ainda informações sobre a investigação contra Maluf, que há duas semanas foi detido, por quase dez horas, para dar explicações acerca da origem do dinheiro. O depoimento ocorreu perante o Escritório Central de Repressão à Grande Delinqüência Financeira, na periferia de Paris. A convocação do ex-prefeito foi feita pelo juiz Henri Pons, do setor financeiro do Tribunal Grande Instância de Paris.

O ex-prefeito foi convocado para depor em procedimento sobre "lavagem de dinheiro em bando organizado", crime punido, na França, com até 10 anos de prisão.

Acompanhando a carta rogatória da 4ªVara da Fazenda, seguirão documentos obtidos pelo promotor de Justiça da Cidadania da capital, Silvio Antonio Marques, ligando o ex-prefeito a supostas remessas de valores para a Ilha de Jersey (paraíso fiscal do Canal da Mancha) e para a Suíça. O Ministério Público paulista acredita que o acordo de cooperação entre Brasil e França sobre ações judiciais e investigações deve acelerar o envio das informações pelo Tribunal de Paris, que decretou o bloqueio.

A defesa do ex-prefeito informou que o dinheiro enviado a Paris foi levantado por meio da venda de uma área de 14 mil metros quadrados na rua Vergueiro, zona Sul da capital. O imóvel fazia parte do patrimônio que ele herdou do pai. A remessa foi feita em duas etapas. A primeira, no montante de US$ 1,45 milhão, em transferências internacionais de reais pelo Banco BCN nas Ilhas Cayman. A outra parcela, no valor de US$ 300 mil, foi remetida por uma offshore de Flávio Maluf, filho mais velho do ex-prefeito.

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