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É possível ganhar dinheiro em cima do corte da Selic


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

17/01/2006 | 08:38


As tesourarias dos bancos – centro nevrálgico onde são feitas as contabilizações de todas as captações e empréstimos para empresas e pessoas físicas – já estão preparadas para um corte de até 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros nesta quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne pela primeira vez no ano.

E o que se vê nesses dias que antecedem à decisão do comitê é uma corrida aos fundos de curto prazo, referenciados DI e renda fixa multi-índices. Juntos, os três captaram R$ 5,447 bilhões de investidores no mês, sendo R$ 3,147 bilhões pelos curto prazo – cujas carteiras são baseadas em CDI dos bancos e títulos do governo indexados à Selic –, R$ 1,245 bilhão pelos referenciados DI – cujas carteiras aplicam 95% dos recursos em títulos de bancos, os CDIs –, e R$ 1,055 bilhão pelos renda fixa multi-índices – que aplicam em CDBs, CDIs, títulos do governo e contratos de DI negociados no mercado futuro.

Apesar de estarem longe da rentabilidade paga pelos fundos de ações, há uma lógica por trás dessa súbita corrida para aplicar o dinheiro. Diante do consenso de que o juro básico vai cair – e a Selic é quem define para onde vão os juros pagos pelos títulos do governo, dos bancos (DI) e do mercado futuro –, aplicar na renda fixa hoje representa abocanhar uma Selic de 18% ao ano, ante uma taxa básica cujo consenso mostra que cairá para 17,5% ou 17,25% nesta quarta-feira. Ou seja, vale aplicar agora, esperar a taxa básica cair e embolsar o lucro.

Ganho real – Segundo a Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), os três fundos já deram rentabilidade acima da inflação projetada pelos bancos neste mês. Ou seja, projetam ganho real. Os curto prazo já renderam média de 0,45% até o dia 10 de janeiro, sendo 0,46% nos referenciados DI e 0,47% nos renda fixa multi-índices. Essas rentabilidades superam aquilo que os bancos esperam para a inflação de janeiro junto ao IPC-Fipe (0,35%), IGP-M (0,30%), IGP-DI (0,35%) e IPCA (0,45%).

Em média, os ganhos mensais dessas classes de fundos oscilam entre 1,5% e 1,7%, mas, diante da possibilidade de corte da Selic no Copom, podem chegar a 2% no mês – 4 a 6 vezes mais que a inflação.

Outro movimentação interessante se dá sobre os multimercados com renda variável, que são fundos que aplicam em CDB, CDI, títulos do governo, ações e dólar. Já captaram R$ 431 milhões no mês e renderam 1,25%, sendo 2,16% em 30 dias.



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É possível ganhar dinheiro em cima do corte da Selic

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

17/01/2006 | 08:38


As tesourarias dos bancos – centro nevrálgico onde são feitas as contabilizações de todas as captações e empréstimos para empresas e pessoas físicas – já estão preparadas para um corte de até 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros nesta quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne pela primeira vez no ano.

E o que se vê nesses dias que antecedem à decisão do comitê é uma corrida aos fundos de curto prazo, referenciados DI e renda fixa multi-índices. Juntos, os três captaram R$ 5,447 bilhões de investidores no mês, sendo R$ 3,147 bilhões pelos curto prazo – cujas carteiras são baseadas em CDI dos bancos e títulos do governo indexados à Selic –, R$ 1,245 bilhão pelos referenciados DI – cujas carteiras aplicam 95% dos recursos em títulos de bancos, os CDIs –, e R$ 1,055 bilhão pelos renda fixa multi-índices – que aplicam em CDBs, CDIs, títulos do governo e contratos de DI negociados no mercado futuro.

Apesar de estarem longe da rentabilidade paga pelos fundos de ações, há uma lógica por trás dessa súbita corrida para aplicar o dinheiro. Diante do consenso de que o juro básico vai cair – e a Selic é quem define para onde vão os juros pagos pelos títulos do governo, dos bancos (DI) e do mercado futuro –, aplicar na renda fixa hoje representa abocanhar uma Selic de 18% ao ano, ante uma taxa básica cujo consenso mostra que cairá para 17,5% ou 17,25% nesta quarta-feira. Ou seja, vale aplicar agora, esperar a taxa básica cair e embolsar o lucro.

Ganho real – Segundo a Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), os três fundos já deram rentabilidade acima da inflação projetada pelos bancos neste mês. Ou seja, projetam ganho real. Os curto prazo já renderam média de 0,45% até o dia 10 de janeiro, sendo 0,46% nos referenciados DI e 0,47% nos renda fixa multi-índices. Essas rentabilidades superam aquilo que os bancos esperam para a inflação de janeiro junto ao IPC-Fipe (0,35%), IGP-M (0,30%), IGP-DI (0,35%) e IPCA (0,45%).

Em média, os ganhos mensais dessas classes de fundos oscilam entre 1,5% e 1,7%, mas, diante da possibilidade de corte da Selic no Copom, podem chegar a 2% no mês – 4 a 6 vezes mais que a inflação.

Outro movimentação interessante se dá sobre os multimercados com renda variável, que são fundos que aplicam em CDB, CDI, títulos do governo, ações e dólar. Já captaram R$ 431 milhões no mês e renderam 1,25%, sendo 2,16% em 30 dias.

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