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Lista dos 40 teria deflagrado ataques


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

13/07/2006 | 07:51


O secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, afirmou quarta-feira que os ataques foram motivados pelo temor de líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em serem transferidos de forma brusca para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, inaugurada há três semanas.

De acordo com Filho, uma suposta lista com o nome de 40 detentos, a maioria deles cabeças do PCC (Primeiro Comando da Capital), fez com que a facção desse um salve (comunicado geral) terça-feira à noite para a realização dos atentados.

Tanto o chefe da pasta da Segurança Pública quanto o secretário da Administração Penitenciária, Antônio Ferreira Pinto, enfatizaram quarta-feira que essa lista ainda não foi montada e que os detentos alimentaram rumores baseados em informações da imprensa.

“Essa lista não foi feita por nenhum funcionário da minha equipe e não há ainda definição oficial sobre os nomes que vão integrá-la. Como alguns órgãos de imprensa estão informando há alguns dias que já teria uma lista fechada, os presos fomentaram esses boatos e a ordem dos ataques foi decidida baseada em informações falsas”, disse Pinto.

O secretário de Segurança Pública afirmou que foi avisado dos atentados pela polícia às 2h. “Escutas telefônicas captadas por nosso setor de inteligência durante a noite de terça-feira e a madrugada de hoje (quarta-feira) demonstraram que os presos estavam apreensivos com essa lista. Todos os policiais foram alertados sobre os ataques”, contou Filho.

O chefe da Administração Penitenciária esclareceu como surgiu a idéia da lista. “No dia 20 de junho, compareci à inauguração da penitenciária em Catanduvas. O diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), Maurício Kuehne, me perguntou, informalmente, quantas vagas eu gostaria de ter reservadas no novo presídio. Eu respondi 40. Na quarta-feira passada, o diretor me telefonou e eu reafirmei o número. Estou esperando uma resposta dele para só então formular a lista. Nem sei ainda se serão essas 40 vagas. Se algum funcionário da secretaria formulou essa lista, foi por puro exercício de futurologia”, afirmou Pinto.

“Todas as transferências terão de ter autorização judicial do Estado e também da justiça federal. Não serão realizadas de uma maneira brusca. Conforme a lei, os advogados defensores dos detentos serão informados. Evidentemente, essas remoções serão uma espécie de punição para determinados presos que vamos escolher em parceria com a Secretaria de Segurança Pública”, ressaltou o chefe da Administração Penitenciária.

O secretário Filho contou que, assim como os celulares serviram para transmitir as ordens dos atentados, eles terão utilidade na investigação policial. “A nossa realidade é que existem celulares nos presídios. Por isso, estamos monitorando as conversas de várias lideranças para auxiliar nas nossas investigações. Vamos aumentar nosso poder de escuta com a entrega, ainda nesta semana, de equipamentos japoneses importados dos Estados Unidos com autorização do FBI (Federal Bureau of Investigation).”

Após os atentados promovidos pelo PCC em maio, o secretário de Segurança Pública disse que aumentou a vigilância sobre o crime organizado. Apesar disso, não conseguiu evitar os novos ataques e as mortes. Questionado sobre isso, respondeu: “Imagine se o nosso trabalho não fosse feito. As conseqüências poderiam ser piores. Desde maio, houve um retrocesso do crime organizado. As lideranças do PCC estão perdendo o controle sobre os outros detentos por usar opressão com força e medo. Diversos traíras (traidores) da facção, no bom sentido, agora estão fornecendo informações para a polícia e estamos conseguindo desmantelar ações e prender criminosos”, argumentou Filho.

O comandante da PM no Estado, coronel Eliseu Eclair Teixeira Borges, afirmou que vai aumentar o patrulhamento noturno nas áreas consideradas mais críticas e aumentar o efetivo de policiais nas ruas. Para isso, vai retardar a saída para férias de boa parte da corporação.

“Notamos que houve um recrudescimento do crime organizado especialmente na Baixada Santista, zonas Norte e Leste da capital e em municípios como Osasco e Guarulhos. Como grande parte dos ataques são à noite, o policiamento será reforçado nesse horário com equipes da Força Tática, Rota e Tropa de Choque. Todos estão em estado de alerta total”, garantiu o coronel.

“Vamos atualizar minuto a minuto o mapeamento dos crimes para deslocar os policiais até esse locais. Todo nosso trabalho será feito com planejamento. Não podemos garantir que não haverá novos atentados”, afirmou o comandante da PM.


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Lista dos 40 teria deflagrado ataques

Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

13/07/2006 | 07:51


O secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, afirmou quarta-feira que os ataques foram motivados pelo temor de líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em serem transferidos de forma brusca para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, inaugurada há três semanas.

De acordo com Filho, uma suposta lista com o nome de 40 detentos, a maioria deles cabeças do PCC (Primeiro Comando da Capital), fez com que a facção desse um salve (comunicado geral) terça-feira à noite para a realização dos atentados.

Tanto o chefe da pasta da Segurança Pública quanto o secretário da Administração Penitenciária, Antônio Ferreira Pinto, enfatizaram quarta-feira que essa lista ainda não foi montada e que os detentos alimentaram rumores baseados em informações da imprensa.

“Essa lista não foi feita por nenhum funcionário da minha equipe e não há ainda definição oficial sobre os nomes que vão integrá-la. Como alguns órgãos de imprensa estão informando há alguns dias que já teria uma lista fechada, os presos fomentaram esses boatos e a ordem dos ataques foi decidida baseada em informações falsas”, disse Pinto.

O secretário de Segurança Pública afirmou que foi avisado dos atentados pela polícia às 2h. “Escutas telefônicas captadas por nosso setor de inteligência durante a noite de terça-feira e a madrugada de hoje (quarta-feira) demonstraram que os presos estavam apreensivos com essa lista. Todos os policiais foram alertados sobre os ataques”, contou Filho.

O chefe da Administração Penitenciária esclareceu como surgiu a idéia da lista. “No dia 20 de junho, compareci à inauguração da penitenciária em Catanduvas. O diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), Maurício Kuehne, me perguntou, informalmente, quantas vagas eu gostaria de ter reservadas no novo presídio. Eu respondi 40. Na quarta-feira passada, o diretor me telefonou e eu reafirmei o número. Estou esperando uma resposta dele para só então formular a lista. Nem sei ainda se serão essas 40 vagas. Se algum funcionário da secretaria formulou essa lista, foi por puro exercício de futurologia”, afirmou Pinto.

“Todas as transferências terão de ter autorização judicial do Estado e também da justiça federal. Não serão realizadas de uma maneira brusca. Conforme a lei, os advogados defensores dos detentos serão informados. Evidentemente, essas remoções serão uma espécie de punição para determinados presos que vamos escolher em parceria com a Secretaria de Segurança Pública”, ressaltou o chefe da Administração Penitenciária.

O secretário Filho contou que, assim como os celulares serviram para transmitir as ordens dos atentados, eles terão utilidade na investigação policial. “A nossa realidade é que existem celulares nos presídios. Por isso, estamos monitorando as conversas de várias lideranças para auxiliar nas nossas investigações. Vamos aumentar nosso poder de escuta com a entrega, ainda nesta semana, de equipamentos japoneses importados dos Estados Unidos com autorização do FBI (Federal Bureau of Investigation).”

Após os atentados promovidos pelo PCC em maio, o secretário de Segurança Pública disse que aumentou a vigilância sobre o crime organizado. Apesar disso, não conseguiu evitar os novos ataques e as mortes. Questionado sobre isso, respondeu: “Imagine se o nosso trabalho não fosse feito. As conseqüências poderiam ser piores. Desde maio, houve um retrocesso do crime organizado. As lideranças do PCC estão perdendo o controle sobre os outros detentos por usar opressão com força e medo. Diversos traíras (traidores) da facção, no bom sentido, agora estão fornecendo informações para a polícia e estamos conseguindo desmantelar ações e prender criminosos”, argumentou Filho.

O comandante da PM no Estado, coronel Eliseu Eclair Teixeira Borges, afirmou que vai aumentar o patrulhamento noturno nas áreas consideradas mais críticas e aumentar o efetivo de policiais nas ruas. Para isso, vai retardar a saída para férias de boa parte da corporação.

“Notamos que houve um recrudescimento do crime organizado especialmente na Baixada Santista, zonas Norte e Leste da capital e em municípios como Osasco e Guarulhos. Como grande parte dos ataques são à noite, o policiamento será reforçado nesse horário com equipes da Força Tática, Rota e Tropa de Choque. Todos estão em estado de alerta total”, garantiu o coronel.

“Vamos atualizar minuto a minuto o mapeamento dos crimes para deslocar os policiais até esse locais. Todo nosso trabalho será feito com planejamento. Não podemos garantir que não haverá novos atentados”, afirmou o comandante da PM.

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