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Regime automotivo ajuda
empresas de ferramentarias

Grupo de Trabalho discute a redução da alíquota do IPI para
as montadoras que comprarem itens das empresas nacionais


Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

16/05/2012 | 07:00


A reunião do GT (Grupo de Trabalho) com as empresas de moldes e ferramentarias, realizada na manhã de ontem em São Bernardo, reuniu pelo menos 70 pessoas, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Jefferson José da Conceição. O grupo existe desde novembro com o objetivo de fortalecer o mercado para as 100 empresas do setor instaladas na região e que estão enfrentando dificuldades diante da concorrência dos produtos externos.

Ontem o principal assunto em discussão foi a inclusão das ferramentarias no novo Regime Automotivo Nacional. As regras da medida provisória, do dia 3 de abril, visam diminuir a alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para montadoras que comprarem autopeças, ferramentas, moldes e peças estampadas de empresas nacionais. "Quanto maior a quantidade de itens comprados no mercado local mais essas companhias podem abater de imposto", comentou o coordenador do GT de Ferramentarias do ABC, Paulo Braga,

Um carro fabricado no Brasil, por exemplo, que custa R$ 30 mil sairá por R$ 32,1 mil - ao considerar a alíquota comum de IPI de 7% sobre o produto. No entanto, no fim do ano passado houve incremento de 30 pontos percentuais no imposto para produtos importados. O que faria um automóvel similar ao nacional, mas fabricado lá fora, custar R$ 39 mil.

Para os carros produzidos no País, o aumento de impostos não será aplicado desde que haja no mínimo 65% de nacionalização do veículo. Braga lembra que ao comprar itens fabricados no Brasil, as importadoras também podem se beneficiar de alíquota menor.

De acordo com ele, o setor de ferramentaria deve faturar cerca de R$ 5 bilhões até o fim 2013, mas para atender o montante será necessário treinar mais mão de obra. "Caso contrário, o Brasil atenderá apenas 35% da demanda", explicou. Segundo Braga, está sendo discutida a criação de oito centros de qualificação na área. Além disso, o lançamento de curso de bacharelado para engenheiros em ferramentaria e outro tecnólogo.

NOVOS PROJETOS - Entre outros assuntos discutidos na reunião de ontem estão a construção de um site para divulgar empresas do setor em outros países, a realização de uma feira para mostrar o que essas companhias produzem, além de ações que visam estreitar relacionamento delas com universidades da região. "Para que possam expor suas ofertas de pesquisa e expertises na área de desenvolvimento de materiais e equipamentos", comentou o secretário Conceição.



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Regime automotivo ajuda
empresas de ferramentarias

Grupo de Trabalho discute a redução da alíquota do IPI para
as montadoras que comprarem itens das empresas nacionais

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

16/05/2012 | 07:00


A reunião do GT (Grupo de Trabalho) com as empresas de moldes e ferramentarias, realizada na manhã de ontem em São Bernardo, reuniu pelo menos 70 pessoas, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Jefferson José da Conceição. O grupo existe desde novembro com o objetivo de fortalecer o mercado para as 100 empresas do setor instaladas na região e que estão enfrentando dificuldades diante da concorrência dos produtos externos.

Ontem o principal assunto em discussão foi a inclusão das ferramentarias no novo Regime Automotivo Nacional. As regras da medida provisória, do dia 3 de abril, visam diminuir a alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para montadoras que comprarem autopeças, ferramentas, moldes e peças estampadas de empresas nacionais. "Quanto maior a quantidade de itens comprados no mercado local mais essas companhias podem abater de imposto", comentou o coordenador do GT de Ferramentarias do ABC, Paulo Braga,

Um carro fabricado no Brasil, por exemplo, que custa R$ 30 mil sairá por R$ 32,1 mil - ao considerar a alíquota comum de IPI de 7% sobre o produto. No entanto, no fim do ano passado houve incremento de 30 pontos percentuais no imposto para produtos importados. O que faria um automóvel similar ao nacional, mas fabricado lá fora, custar R$ 39 mil.

Para os carros produzidos no País, o aumento de impostos não será aplicado desde que haja no mínimo 65% de nacionalização do veículo. Braga lembra que ao comprar itens fabricados no Brasil, as importadoras também podem se beneficiar de alíquota menor.

De acordo com ele, o setor de ferramentaria deve faturar cerca de R$ 5 bilhões até o fim 2013, mas para atender o montante será necessário treinar mais mão de obra. "Caso contrário, o Brasil atenderá apenas 35% da demanda", explicou. Segundo Braga, está sendo discutida a criação de oito centros de qualificação na área. Além disso, o lançamento de curso de bacharelado para engenheiros em ferramentaria e outro tecnólogo.

NOVOS PROJETOS - Entre outros assuntos discutidos na reunião de ontem estão a construção de um site para divulgar empresas do setor em outros países, a realização de uma feira para mostrar o que essas companhias produzem, além de ações que visam estreitar relacionamento delas com universidades da região. "Para que possam expor suas ofertas de pesquisa e expertises na área de desenvolvimento de materiais e equipamentos", comentou o secretário Conceição.

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