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Riopolímeros: mudança no preço do gás natural nao afeta insumos


Do Diário do Grande ABC

30/12/1999 | 12:41


O gerente de planejamento da Riopolímeros, Manuel Quintela, afirma que a alteraçao na formaçao de preço do gás natural, que deverá entrar em vigor a partir de primeiro de janeiro, nao afetará o custo do insumo básico do pólo gás-químico do Rio.

O preço do etano (extraído do gás natural retirado da Bacia de Campos) ainda nao foi estipulado, mas a Ripolímeros tem garantido por contrato o fornecimento do insumo pela Petrobras, uma das acionistas do pólo fluminense. Enquanto isso, o governo altera o preço do gás natural veicular e o utilizado para a produçao de metanol, uréia e amônia, pelas indústrias químicas de fertilizantes.

O que está em jogo é a retirada do subsídio de 20% a 25% e o aumento tarifário de 9% no preço vigente do gás. Segundo o secretário de Energia, da Indústria Naval e do Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Granja Victer, o governo federal terá de rever essa questao, porque no mundo inteiro as indústrias que utilizam o gás como matéria-prima têm o diferencial de preço. O secretário também coloca em xeque a unificaçao do preço do gás e sua vinculaçao ao dólar.

Wagner Victer argumenta que o gás produzido na Bacia de Campos é 70% mais barato do que o trazido da Bolívia - contando custo de transporte e outros. A unificaçao do preço iria contra a lógica da liberdade de mercado, onde a regra é a vantagem competitiva, lembra Victer. O governo, os empresários da Federaçao das Indústrias (Firjan) e os da Associaçao Comercial do Rio de Janeiro querem que o gás produzido no Brasil tenha preço diferenciado do importado, mesmo reconhecendo que o produto é uma commodity, assim como a nafta.

Outro argumento deles é que nao se pode cobrar em dólar o que foi empreendido em reais. No Brasil, 60% da nafta usada na indústria petroquímica também foi prospectada a partir de investimentos em reais, mas sofre a variaçao do preço internacional, porque é commodity. Daí, outra reivindicaçao. A das indústrias que dependem da nafta, que querem a equalizaçao do preço desse insumo com o do gás.



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Riopolímeros: mudança no preço do gás natural nao afeta insumos

Do Diário do Grande ABC

30/12/1999 | 12:41


O gerente de planejamento da Riopolímeros, Manuel Quintela, afirma que a alteraçao na formaçao de preço do gás natural, que deverá entrar em vigor a partir de primeiro de janeiro, nao afetará o custo do insumo básico do pólo gás-químico do Rio.

O preço do etano (extraído do gás natural retirado da Bacia de Campos) ainda nao foi estipulado, mas a Ripolímeros tem garantido por contrato o fornecimento do insumo pela Petrobras, uma das acionistas do pólo fluminense. Enquanto isso, o governo altera o preço do gás natural veicular e o utilizado para a produçao de metanol, uréia e amônia, pelas indústrias químicas de fertilizantes.

O que está em jogo é a retirada do subsídio de 20% a 25% e o aumento tarifário de 9% no preço vigente do gás. Segundo o secretário de Energia, da Indústria Naval e do Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Granja Victer, o governo federal terá de rever essa questao, porque no mundo inteiro as indústrias que utilizam o gás como matéria-prima têm o diferencial de preço. O secretário também coloca em xeque a unificaçao do preço do gás e sua vinculaçao ao dólar.

Wagner Victer argumenta que o gás produzido na Bacia de Campos é 70% mais barato do que o trazido da Bolívia - contando custo de transporte e outros. A unificaçao do preço iria contra a lógica da liberdade de mercado, onde a regra é a vantagem competitiva, lembra Victer. O governo, os empresários da Federaçao das Indústrias (Firjan) e os da Associaçao Comercial do Rio de Janeiro querem que o gás produzido no Brasil tenha preço diferenciado do importado, mesmo reconhecendo que o produto é uma commodity, assim como a nafta.

Outro argumento deles é que nao se pode cobrar em dólar o que foi empreendido em reais. No Brasil, 60% da nafta usada na indústria petroquímica também foi prospectada a partir de investimentos em reais, mas sofre a variaçao do preço internacional, porque é commodity. Daí, outra reivindicaçao. A das indústrias que dependem da nafta, que querem a equalizaçao do preço desse insumo com o do gás.

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