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Para Wagner Santana, vídeo do
Consórcio confunde população

Presidente do sindicato pediu que Maranhão reiterasse política do isolamento social na região


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/04/2020 | 00:01


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, afirmou que a postura do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que cogitou a mudança da política de isolamento da região, pode confundir a população. Ele sustentou que conversou ontem, por telefone, com o presidente da entidade regional e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), e pediu esclarecimento da necessidade do confinamento social para a contenção dos casos de Covid-19.

Wagnão afirmou que se “assustou” com reportagem veiculada ontem no Diário, que tratava sobre o assunto. A edição mostrou que, além de Maranhão, o prefeito de Diadema e vice-presidente do colegiado, Lauro Michels (PV), também acenava alinhamento com a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “O Grande ABC vem tomando as medidas necessárias, corretas e equilibradas para a mitigação dos efeitos da pandemia. A única medida que foi razoavelmente avaliada foi a paralisação total do transporte público”, afirmou o sindicalista. “Me assustei com a matéria e conversei com o Maranhão. Ele reiterou que a orientação do Consórcio é o confinamento e que a entidade continua fazendo a avaliação da pandemia para tomar outras medidas, mas nenhuma de confinamento vertical, ou retorno de parcela do comércio. Eles estão seguindo a orientação do confinamento, com a manutenção dos serviços essenciais, o que nos tranquilizou.”

Em vídeo, transmitido ao vivo na página do Consórcio no Facebook, Maranhão e Lauro sugeriram enquete com os moradores para definir se as sete cidades mantêm o isolamento total da população ou se adotam o chamado isolamento vertical, em que liberariam a abertura do comércio da região e limitariam a quarentena apenas às pessoas mais vulneráveis ao contágio. “Nós queremos saber o que você acha. Ouvimos muito a mídia falando, mas deixa aí no nosso link a sua opinião. O que deve acontecer? Não tem medida certa ou errada, tem medida controlada e de acordo com a população”, afirmou Lauro, que ainda chamou o caso de “grande dilema”. As declarações dos dois divergem da postura dos demais prefeitos.

Wagnão afirmou que o presidente do Consórcio falou sobre a necessidade de ouvir a população. “O que é sempre bom, até para verificar se tem alguma demanda que não está na pauta”, disse, ao demonstrar preocupação com eventual celeuma que pode ser gerada. “Isso pode confundir muito. Eu pedi a ele que esclarecesse a posição do Consórcio pelo confinamento. A não ser os setores essenciais de manutenção e saúde, por exemplo, com todos os cuidados sanitários. As demais pessoas devem ficar em casa.”

PT regional pede cumprimento da quarentena no Grande ABC

A coordenação do PT no Grande ABC pediu ao Consórcio Intermunicipal, em ofício endereçado à entidade regional, que garanta o “cumprimento da quarentena” nas sete cidades e adote medidas para amparar financeiramente os empresários e a própria população durante o período em que vigorarem as regras de isolamento social. O documento indica apoio do partido às orientações técnicas e científicas, como os da OMS (Organização Mundial da Saúde) no enfrentamento da pandemia. 

 “Entendemos que os municípios da região podem e devem assumir medidas no sentido de garantir o cumprimento do que vem orientando os especialistas e a OMS, quanto ao cumprimento da quarentena, com campanhas no âmbito da região, assegurando, em contrapartida, as mínimas condições aos pequenos, médios e grandes empresários, e ainda a todos os setores afetados, para que de fato possamos cumprir com tais orientações enfrentando com maior eficiência e mais rapidamente vencendo a crise provocada pelo coronavírus”, diz trecho da carta, assinada pelo dirigente da Macro PT ABC, Brás Marinho. 

 À população em geral, a legenda pede “isenção das parcelas do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), taxa de água, iluminação, e lixo durante o período de quarentena”, além de sugerir que os municípios complementem com mais R$ 600 o pagamento de auxílio federal aprovado pelo Congresso às pessoas de baixa renda. 



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Para Wagner Santana, vídeo do
Consórcio confunde população

Presidente do sindicato pediu que Maranhão reiterasse política do isolamento social na região

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/04/2020 | 00:01


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, afirmou que a postura do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que cogitou a mudança da política de isolamento da região, pode confundir a população. Ele sustentou que conversou ontem, por telefone, com o presidente da entidade regional e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), e pediu esclarecimento da necessidade do confinamento social para a contenção dos casos de Covid-19.

Wagnão afirmou que se “assustou” com reportagem veiculada ontem no Diário, que tratava sobre o assunto. A edição mostrou que, além de Maranhão, o prefeito de Diadema e vice-presidente do colegiado, Lauro Michels (PV), também acenava alinhamento com a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “O Grande ABC vem tomando as medidas necessárias, corretas e equilibradas para a mitigação dos efeitos da pandemia. A única medida que foi razoavelmente avaliada foi a paralisação total do transporte público”, afirmou o sindicalista. “Me assustei com a matéria e conversei com o Maranhão. Ele reiterou que a orientação do Consórcio é o confinamento e que a entidade continua fazendo a avaliação da pandemia para tomar outras medidas, mas nenhuma de confinamento vertical, ou retorno de parcela do comércio. Eles estão seguindo a orientação do confinamento, com a manutenção dos serviços essenciais, o que nos tranquilizou.”

Em vídeo, transmitido ao vivo na página do Consórcio no Facebook, Maranhão e Lauro sugeriram enquete com os moradores para definir se as sete cidades mantêm o isolamento total da população ou se adotam o chamado isolamento vertical, em que liberariam a abertura do comércio da região e limitariam a quarentena apenas às pessoas mais vulneráveis ao contágio. “Nós queremos saber o que você acha. Ouvimos muito a mídia falando, mas deixa aí no nosso link a sua opinião. O que deve acontecer? Não tem medida certa ou errada, tem medida controlada e de acordo com a população”, afirmou Lauro, que ainda chamou o caso de “grande dilema”. As declarações dos dois divergem da postura dos demais prefeitos.

Wagnão afirmou que o presidente do Consórcio falou sobre a necessidade de ouvir a população. “O que é sempre bom, até para verificar se tem alguma demanda que não está na pauta”, disse, ao demonstrar preocupação com eventual celeuma que pode ser gerada. “Isso pode confundir muito. Eu pedi a ele que esclarecesse a posição do Consórcio pelo confinamento. A não ser os setores essenciais de manutenção e saúde, por exemplo, com todos os cuidados sanitários. As demais pessoas devem ficar em casa.”

PT regional pede cumprimento da quarentena no Grande ABC

A coordenação do PT no Grande ABC pediu ao Consórcio Intermunicipal, em ofício endereçado à entidade regional, que garanta o “cumprimento da quarentena” nas sete cidades e adote medidas para amparar financeiramente os empresários e a própria população durante o período em que vigorarem as regras de isolamento social. O documento indica apoio do partido às orientações técnicas e científicas, como os da OMS (Organização Mundial da Saúde) no enfrentamento da pandemia. 

 “Entendemos que os municípios da região podem e devem assumir medidas no sentido de garantir o cumprimento do que vem orientando os especialistas e a OMS, quanto ao cumprimento da quarentena, com campanhas no âmbito da região, assegurando, em contrapartida, as mínimas condições aos pequenos, médios e grandes empresários, e ainda a todos os setores afetados, para que de fato possamos cumprir com tais orientações enfrentando com maior eficiência e mais rapidamente vencendo a crise provocada pelo coronavírus”, diz trecho da carta, assinada pelo dirigente da Macro PT ABC, Brás Marinho. 

 À população em geral, a legenda pede “isenção das parcelas do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), taxa de água, iluminação, e lixo durante o período de quarentena”, além de sugerir que os municípios complementem com mais R$ 600 o pagamento de auxílio federal aprovado pelo Congresso às pessoas de baixa renda. 

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