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Brasileiros tentam acabar com a soberania africana

Paulo Pinto/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

A 93ª São Silvestre reúne cerca de 30 mil pessoas por algumas das principais vias da Capital amanhã pela manhã


Dérek Bittencourt

30/12/2017 | 07:00


Aproximadamente 30 mil pessoas de 40 países vão participar amanhã da mais tradicional prova do calendário de corridas do Brasil. A partir das 8h20, será dada a largada para a 93ª São Silvestre e o desafio dos brasileiros ainda é acabar com o predomínio africano, que já dura seis anos – com três títulos para o Quênia e três para a Etiópia (o último tupiniquim a vencer foi Marílson Gomes dos Santos). Principal atleta do País cotado para quebrar este jejum, Giovani dos Santos marcou presença entre os primeiros colocados nas últimas seis edições e agora espera, enfim, alcançar o primeiro degrau.

“Subir no pódio seis vezes é para poucos. Espero que todos os brasileiros fiquem contentes com meu resultado, independentemente de qual seja, mas vou procurar subir no lugar mais alto para dar alegria à torcida. Sei que eles torcem muito por mim”, declarou ontem o atleta, que tentou justificar tamanha soberania dos competidores estrangeiros. “Nós, que competimos aqui de janeiro a janeiro, ao final do ano estamos desgastados. Já os africanos chegam mais descansados. Eles estão em peso mais uma vez, mas como sou um guerreiro espartano vou com tudo”, disse o corredor, que venceu a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, no início do mês – pela sétima vez.

Com discursos curtos e cercados de timidez, os representantes da África demonstraram confiança. “Espero ganhar”, resumiu o queniano Paul Lonyangata, 24 anos, campeão da Maratona de Paris em abril. O atleta explicou, aos risos, o motivo pelo qual ele e os compatriotas costumam se dar bem no esporte. “A gente costuma ir para a escola correndo”, comentou, antes de explicar que morava quase dez quilômetros distante de onde estudava.

Mas se os africanos são temidos pelos brasileiros, a recíproca é similar. Pelo menos nas palavras – sinceras, ou não – do queniano Stanley Biwott. “São muito fortes”, referiu-se aos rivais sul-americanos. E, além de Giovani dos Santos, estarão na disputa Franck Caldeira, campeão de 2006, Wellington Bezerra, Gilberto Lopes, Valério Fabiano e Éderson Pereira, entre outros. No feminino, destaques para Tatiele de Carvalho, Joziane Cardoso dos Santos, Andréia Hessel e Adriana Aparecida Silva.


PREMIAÇÃO

A São Silvestre 2017 vai distribuir R$ 428 mil em prêmios entre os dez primeiros colocados tanto na prova masculina quanto na feminina. Os campeões levarão para casa R$ 90 mil cada. Os vice vão faturar, respectivamente, R$ 45 mil.


Franck Caldeira é principal nome da região

O Grande ABC terá representante de peso na edição 2017 da São Silvestre. Campeão em 2006, o atleta da B3 Atletismo/São Caetano Franck Caldeira retorna à disputa após sete anos. Neste período, se dedicou às maratonas (42 quilômetros) visando os Jogos de Londres-2012 e Rio-2016. Desde então, nunca mais correu uma prova de 15 quilômetros. Agora, entretanto, reencontra o evento que o consagrou.

Com o sorriso característico no rosto, Caldeira exaltou o regresso às provas de distância mais curta e destacou a importância dos competidores da África na São Silvestre. “Os africanos são a pedra no sapato, mas essa pedra tem que existir, porque ela valoriza nossas vitórias. Estou voltando agora às minhas origens, que é a corrida de rua, para que seja o início de um novo ciclo olímpico na minha vida”, destacou o atleta de 34 anos. “Correr a São Silvestre é sempre um desafio: tem a questão do clima, do ritmo nas descidas e subidas, além dos trechos sinuosos. É uma prova que é muito técnica. Vai ser muito gostoso voltar para a São Silvestre”, afirmou.<

Além dos atletas profissionais – a B3 São Caetano terá também Eder Uillian da Silva e Robson Pereira de Lima – e de inúmeros avulsos, comparecerão às ruas da Capital ainda diversos competidores que integram grupos do pedestrianismo. A Companhia de Corrida, por exemplo, participará com 16 atletas, enquanto a Number One terá seis representantes.



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Brasileiros tentam acabar com a soberania africana

A 93ª São Silvestre reúne cerca de 30 mil pessoas por algumas das principais vias da Capital amanhã pela manhã

Dérek Bittencourt

30/12/2017 | 07:00


Aproximadamente 30 mil pessoas de 40 países vão participar amanhã da mais tradicional prova do calendário de corridas do Brasil. A partir das 8h20, será dada a largada para a 93ª São Silvestre e o desafio dos brasileiros ainda é acabar com o predomínio africano, que já dura seis anos – com três títulos para o Quênia e três para a Etiópia (o último tupiniquim a vencer foi Marílson Gomes dos Santos). Principal atleta do País cotado para quebrar este jejum, Giovani dos Santos marcou presença entre os primeiros colocados nas últimas seis edições e agora espera, enfim, alcançar o primeiro degrau.

“Subir no pódio seis vezes é para poucos. Espero que todos os brasileiros fiquem contentes com meu resultado, independentemente de qual seja, mas vou procurar subir no lugar mais alto para dar alegria à torcida. Sei que eles torcem muito por mim”, declarou ontem o atleta, que tentou justificar tamanha soberania dos competidores estrangeiros. “Nós, que competimos aqui de janeiro a janeiro, ao final do ano estamos desgastados. Já os africanos chegam mais descansados. Eles estão em peso mais uma vez, mas como sou um guerreiro espartano vou com tudo”, disse o corredor, que venceu a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, no início do mês – pela sétima vez.

Com discursos curtos e cercados de timidez, os representantes da África demonstraram confiança. “Espero ganhar”, resumiu o queniano Paul Lonyangata, 24 anos, campeão da Maratona de Paris em abril. O atleta explicou, aos risos, o motivo pelo qual ele e os compatriotas costumam se dar bem no esporte. “A gente costuma ir para a escola correndo”, comentou, antes de explicar que morava quase dez quilômetros distante de onde estudava.

Mas se os africanos são temidos pelos brasileiros, a recíproca é similar. Pelo menos nas palavras – sinceras, ou não – do queniano Stanley Biwott. “São muito fortes”, referiu-se aos rivais sul-americanos. E, além de Giovani dos Santos, estarão na disputa Franck Caldeira, campeão de 2006, Wellington Bezerra, Gilberto Lopes, Valério Fabiano e Éderson Pereira, entre outros. No feminino, destaques para Tatiele de Carvalho, Joziane Cardoso dos Santos, Andréia Hessel e Adriana Aparecida Silva.


PREMIAÇÃO

A São Silvestre 2017 vai distribuir R$ 428 mil em prêmios entre os dez primeiros colocados tanto na prova masculina quanto na feminina. Os campeões levarão para casa R$ 90 mil cada. Os vice vão faturar, respectivamente, R$ 45 mil.


Franck Caldeira é principal nome da região

O Grande ABC terá representante de peso na edição 2017 da São Silvestre. Campeão em 2006, o atleta da B3 Atletismo/São Caetano Franck Caldeira retorna à disputa após sete anos. Neste período, se dedicou às maratonas (42 quilômetros) visando os Jogos de Londres-2012 e Rio-2016. Desde então, nunca mais correu uma prova de 15 quilômetros. Agora, entretanto, reencontra o evento que o consagrou.

Com o sorriso característico no rosto, Caldeira exaltou o regresso às provas de distância mais curta e destacou a importância dos competidores da África na São Silvestre. “Os africanos são a pedra no sapato, mas essa pedra tem que existir, porque ela valoriza nossas vitórias. Estou voltando agora às minhas origens, que é a corrida de rua, para que seja o início de um novo ciclo olímpico na minha vida”, destacou o atleta de 34 anos. “Correr a São Silvestre é sempre um desafio: tem a questão do clima, do ritmo nas descidas e subidas, além dos trechos sinuosos. É uma prova que é muito técnica. Vai ser muito gostoso voltar para a São Silvestre”, afirmou.<

Além dos atletas profissionais – a B3 São Caetano terá também Eder Uillian da Silva e Robson Pereira de Lima – e de inúmeros avulsos, comparecerão às ruas da Capital ainda diversos competidores que integram grupos do pedestrianismo. A Companhia de Corrida, por exemplo, participará com 16 atletas, enquanto a Number One terá seis representantes.

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