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Neymar, a estrela
que provou seu valor

Ricardo Trida/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Belo gol e obediência tática fazem do astro do
Barcelona o principal personagem da estreia


Thiago Postigo Silva
Enviado a Brasília

16/06/2013 | 07:00


Neymar é a estrela da Seleção Brasileira e, como todo jogador em tal posto, é muito cobrado, principalmente quando não faz gols ou não atua bem pelo time. O técnico Luiz Felipe Scolari já o havia defendido, os companheiros, também. Mas o atacante do Barcelona precisava mostrar seu potencial e ontem à tarde ele o fez, mesmo que ainda faltem os espetáculos.

Primeiramente, demonstrou categoria ao acertar belo chute de fora da área e mandar a bola no lugar mais difícil de colocá-la, no ângulo. O gol encerrou o jejum de nove jogos sem balançar a rede, por Santos (desde a semana passada o seu ex-clube) e Seleção, e ainda marcou história ao ser o tento mais rápido do Brasil em jogos de estreia e da história da Copa das Confederações.

Porém, as estatísticas também tornam-se pouco relevantes se observar o que o jogador mostrou em campo. Faltaram as mágicas que fazia nos tempos de Santos, mas sobraram obediência tática e jogadas eficientes.
Atuando mais pelo lado esquerdo do campo, driblava e tocava na hora correta, sem exageros. A maior prova foi o lindo passe que deu a Fred, no fim do primeiro tempo, que o goleiro japonês Kawashima evitou que a bola fosse à rede.

Além de jogar bem, soube como levantar a torcida. No segundo tempo, quando cobrava escanteio, mexia com o povo nas arquibancadas, pedindo apoio, que se levantassem. E o público respondia com aplausos e vibração. Também preocupou a todos os presentes após levar pancada e sair de campo. A única vez que ouviu vaias foi quando acabou substituído por Lucas, mas eram direcionadas a Scolari pela mudança.

“Não me sentia pressionado, já tinha dito isso, o Felipão, também. Meu objetivo é sempre ajudar a Seleção e isso que foi o mais importante, não interessa se fiz o gol ou não”, frisou o jogador. “Com a equipe crescendo, as individualidades começam a aparecer”, completou.

Quem ficou contente com a atuação do atual dono da camisa dez foi o próprio treinador. Um dia antes, ele havia defendido e pedido proteção ao jogador, principalmente porque era o craque do time. Ao menos pela torcida, foi atendido. “Eu disse. O Neymar é grande jogador. Em um ou outro momento, pode não estar bem. Mas, no geral, é grande jogador e pode fazer a diferença”, frisou o treinador.

Que ele continue a brilhar pela Seleção Brasileira, especialmente em campos nacionais neste e no próximo ano. Os cearenses, ao menos, são os mais ansiosos agora.


Brasileiros se divertem e lidam bem com problemas


Na primeira partida válida por um torneio Fifa disputada no Brasil desde a final do Mundial de Clubes de 2000, o torcedor adotou novos comportamentos, mas também sofreu com velhas práticas. No fim, deixou o Estádio Nacional Mané Garrincha satisfeito com o bom futebol e a vitória por 3 a 0 sobre o Japão no jogo de abertura da Copa das Confederações.

O torcedor que deixou para chegar a Brasília no dia da partida desembarcou no aeroporto em clima de jogo. Não só porque os voos que pousaram estavam todos lotados, mas também pela operação especial preparada no local, com dezenas de orientadores.

Segundo balanço preliminar da Fifa, 20% dos torcedores – mais de 12 mil – que compraram ingressos para o jogo de abertura eram de fora do Distrito Federal. A parcela desses que chegaram ontem foi recebida no aeroporto com ações promocionais dos patrocinadores e inclusive tinha à disposição ônibus que a levou ao estádio por R$ 8.

A oferta de táxis também era grande, mesmo que os trabalhadores admitissem não saber falar inglês. Sorte que menos de 5% dos torcedores eram estrangeiros, situação que deverá ser bem diferente na Copa do Mundo de 2014.

Na chegada ao estádio, porém, as facilidades não eram mais as mesmas. Com ruas fechadas, o trânsito apresentou retenções no fim da manhã e no início da tarde. Para piorar, as pessoas esperaram até três horas para efetuar a troca dos ingressos e sob intenso calor, que os castigava em uma longa fila. Além disso, protesto atrapalhou o acesso dos torcedores aos portões do estádio.

Os torcedores, aliás, não sabiam qual exatamente era o portão em que deveriam entrar. Eles, porém, foram bem atendidos por vários orientadores, que indicavam como deveriam proceder. Essa ajuda se repetia no acesso aos respectivos assentos no estádio. E o público, em sua maioria, respeitou a marcação, algo inimaginável há alguns anos. Ao contrário do que também vinha acontecendo, os torcedores puderam beber cerveja nas arquibancadas do estádio.

Na prévia do jogo, o torcedor também adotou comportamento raro ao aplaudir a escalação dos japonenses. Mas não reservou o mesmo fair-play, como definiu o alvo Joseph Blatter, ao vaiar o próprio presidente da Fifa e também a presidente Dilma Rousseff.

A imensa maioria dos quase 70 mil torcedores assistiu ao jogo sentada, se levantando apenas para comemorar os gols da Seleção. Os torcedores também se manifestaram para pedir as entradas de Lucas, sempre que Hulk errava uma jogada, ou quando o Brasil diminuía o ritmo, quando também era relembrada a eterna rivalidade clubística.

De resto, o torcedor se comportou como plateia. E acabou sendo premiada com boa atuação da Seleção. Agora resta que problemas estruturais sejam resolvidos para que eles também vibrem com o bom atendimento. Brasília tem quase um ano para realizar esses ajustes visando a Copa de 2014, quando receberá sete jogos do torneio. (das Agências)


Torcedores vaiam Dilma e Blatter cobra respeito


A torcida brasileira estava muito empolgada antes da partida de abertura da Copa das Confederações. Quando apareciam os nomes dos jogadores nos telões, todos foram aplaudidos, até o atacante Hulk, muito criticado durante o amistoso contra a Inglaterra, dia 2, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Mas quando foi anunciado que a presidente da República, Dilma Rousseff, e o mandatário da Fifa, Joseph Blatter, iriam falar, o público soltou enorme vaia, inesperada, ou não, pelos políticos.

O rosto da chefe de Estado não conseguia disfarçar o constrangimento e ela apenas falou: “A Copa das Confederações está oficialmente aberta.” A cena obrigou Blatter a pedir respeito. “Por favor, onde está o fair play de vocês?”, disse.

Antes disso, Blatter fez breve discurso. “Prezados amigos do futebol, estamos todos reunidos hoje (ontem) para uma verdadeira festa do futebol no País pentacampeão. É um grande prazer, em nome da Fifa, dar as boas-vindas e agradecer as autoridades brasileiras, lideradas pela presidente Dilma Rousseff”, declarou o presidente da Fifa, em português.

Curiosamente, em 2007, na abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi vaiado todas as vezes em que apareceu nos telões. Tanto Dilma quanto Lula têm altos índices de aprovação popular, porém, a atual presidente vem acompanhando diversos protestos pelo Brasil contra a competição.

Outro constrangimento que a Dilma teve que superar ontem foi ficar ao lado do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin. Ela considera o cartola desafeto pelo passado ligado à ditadura. (Thiago Postigo Silva)


Técnico diz que Japão sentiu pressão por encarar anfitriões


A derrota para o Brasil na estreia pela Copa das Confederações parecia estar nos planos da comissão técnica do Japão. Segundo o italiano Alberto Zaccheroni, comandante da equipe oriental, seus comandados sentiram o nervossismo de enfrentar os anfitriões. “Era o que eu esperava dessa estreia. O Japão ficou muito envolvido pela emoção de jogar contra o time da casa”, analisou Zaccheroni.

O técnico também ressaltou que o gol relâmpago de Neymar pegou seu time de surpresa. “Não conseguimos fazer o que normalmente fazemos. Talvez porque levamos um gol aos três (dois) minutos e jogamos com a essa preocupação desde o início. Nosso adversário foi superior, mas não costumamos cometer tantos erros assim. Não estou chateado, mas triste”, revelou.

Zaccheroni acredita que o jogo com o Brasil não teve qualidade o bastante para comprovar o potencial dos dois times. “Não somos a seleção que vocês viram hoje (ontem). O Brasil tem muita qualidade, com jogadores de alto nível. Mas fizemos pouco nesta partida, então ela não serve muito para analisar as duas seleções.”
O próximo compromisso do Japão na competição será na quarta-feira, às 19h, diante da Itália, na Arena Pernambuco, em Recife. (Luis Felipe Soares) 



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Neymar, a estrela
que provou seu valor

Belo gol e obediência tática fazem do astro do
Barcelona o principal personagem da estreia

Thiago Postigo Silva
Enviado a Brasília

16/06/2013 | 07:00


Neymar é a estrela da Seleção Brasileira e, como todo jogador em tal posto, é muito cobrado, principalmente quando não faz gols ou não atua bem pelo time. O técnico Luiz Felipe Scolari já o havia defendido, os companheiros, também. Mas o atacante do Barcelona precisava mostrar seu potencial e ontem à tarde ele o fez, mesmo que ainda faltem os espetáculos.

Primeiramente, demonstrou categoria ao acertar belo chute de fora da área e mandar a bola no lugar mais difícil de colocá-la, no ângulo. O gol encerrou o jejum de nove jogos sem balançar a rede, por Santos (desde a semana passada o seu ex-clube) e Seleção, e ainda marcou história ao ser o tento mais rápido do Brasil em jogos de estreia e da história da Copa das Confederações.

Porém, as estatísticas também tornam-se pouco relevantes se observar o que o jogador mostrou em campo. Faltaram as mágicas que fazia nos tempos de Santos, mas sobraram obediência tática e jogadas eficientes.
Atuando mais pelo lado esquerdo do campo, driblava e tocava na hora correta, sem exageros. A maior prova foi o lindo passe que deu a Fred, no fim do primeiro tempo, que o goleiro japonês Kawashima evitou que a bola fosse à rede.

Além de jogar bem, soube como levantar a torcida. No segundo tempo, quando cobrava escanteio, mexia com o povo nas arquibancadas, pedindo apoio, que se levantassem. E o público respondia com aplausos e vibração. Também preocupou a todos os presentes após levar pancada e sair de campo. A única vez que ouviu vaias foi quando acabou substituído por Lucas, mas eram direcionadas a Scolari pela mudança.

“Não me sentia pressionado, já tinha dito isso, o Felipão, também. Meu objetivo é sempre ajudar a Seleção e isso que foi o mais importante, não interessa se fiz o gol ou não”, frisou o jogador. “Com a equipe crescendo, as individualidades começam a aparecer”, completou.

Quem ficou contente com a atuação do atual dono da camisa dez foi o próprio treinador. Um dia antes, ele havia defendido e pedido proteção ao jogador, principalmente porque era o craque do time. Ao menos pela torcida, foi atendido. “Eu disse. O Neymar é grande jogador. Em um ou outro momento, pode não estar bem. Mas, no geral, é grande jogador e pode fazer a diferença”, frisou o treinador.

Que ele continue a brilhar pela Seleção Brasileira, especialmente em campos nacionais neste e no próximo ano. Os cearenses, ao menos, são os mais ansiosos agora.


Brasileiros se divertem e lidam bem com problemas


Na primeira partida válida por um torneio Fifa disputada no Brasil desde a final do Mundial de Clubes de 2000, o torcedor adotou novos comportamentos, mas também sofreu com velhas práticas. No fim, deixou o Estádio Nacional Mané Garrincha satisfeito com o bom futebol e a vitória por 3 a 0 sobre o Japão no jogo de abertura da Copa das Confederações.

O torcedor que deixou para chegar a Brasília no dia da partida desembarcou no aeroporto em clima de jogo. Não só porque os voos que pousaram estavam todos lotados, mas também pela operação especial preparada no local, com dezenas de orientadores.

Segundo balanço preliminar da Fifa, 20% dos torcedores – mais de 12 mil – que compraram ingressos para o jogo de abertura eram de fora do Distrito Federal. A parcela desses que chegaram ontem foi recebida no aeroporto com ações promocionais dos patrocinadores e inclusive tinha à disposição ônibus que a levou ao estádio por R$ 8.

A oferta de táxis também era grande, mesmo que os trabalhadores admitissem não saber falar inglês. Sorte que menos de 5% dos torcedores eram estrangeiros, situação que deverá ser bem diferente na Copa do Mundo de 2014.

Na chegada ao estádio, porém, as facilidades não eram mais as mesmas. Com ruas fechadas, o trânsito apresentou retenções no fim da manhã e no início da tarde. Para piorar, as pessoas esperaram até três horas para efetuar a troca dos ingressos e sob intenso calor, que os castigava em uma longa fila. Além disso, protesto atrapalhou o acesso dos torcedores aos portões do estádio.

Os torcedores, aliás, não sabiam qual exatamente era o portão em que deveriam entrar. Eles, porém, foram bem atendidos por vários orientadores, que indicavam como deveriam proceder. Essa ajuda se repetia no acesso aos respectivos assentos no estádio. E o público, em sua maioria, respeitou a marcação, algo inimaginável há alguns anos. Ao contrário do que também vinha acontecendo, os torcedores puderam beber cerveja nas arquibancadas do estádio.

Na prévia do jogo, o torcedor também adotou comportamento raro ao aplaudir a escalação dos japonenses. Mas não reservou o mesmo fair-play, como definiu o alvo Joseph Blatter, ao vaiar o próprio presidente da Fifa e também a presidente Dilma Rousseff.

A imensa maioria dos quase 70 mil torcedores assistiu ao jogo sentada, se levantando apenas para comemorar os gols da Seleção. Os torcedores também se manifestaram para pedir as entradas de Lucas, sempre que Hulk errava uma jogada, ou quando o Brasil diminuía o ritmo, quando também era relembrada a eterna rivalidade clubística.

De resto, o torcedor se comportou como plateia. E acabou sendo premiada com boa atuação da Seleção. Agora resta que problemas estruturais sejam resolvidos para que eles também vibrem com o bom atendimento. Brasília tem quase um ano para realizar esses ajustes visando a Copa de 2014, quando receberá sete jogos do torneio. (das Agências)


Torcedores vaiam Dilma e Blatter cobra respeito


A torcida brasileira estava muito empolgada antes da partida de abertura da Copa das Confederações. Quando apareciam os nomes dos jogadores nos telões, todos foram aplaudidos, até o atacante Hulk, muito criticado durante o amistoso contra a Inglaterra, dia 2, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Mas quando foi anunciado que a presidente da República, Dilma Rousseff, e o mandatário da Fifa, Joseph Blatter, iriam falar, o público soltou enorme vaia, inesperada, ou não, pelos políticos.

O rosto da chefe de Estado não conseguia disfarçar o constrangimento e ela apenas falou: “A Copa das Confederações está oficialmente aberta.” A cena obrigou Blatter a pedir respeito. “Por favor, onde está o fair play de vocês?”, disse.

Antes disso, Blatter fez breve discurso. “Prezados amigos do futebol, estamos todos reunidos hoje (ontem) para uma verdadeira festa do futebol no País pentacampeão. É um grande prazer, em nome da Fifa, dar as boas-vindas e agradecer as autoridades brasileiras, lideradas pela presidente Dilma Rousseff”, declarou o presidente da Fifa, em português.

Curiosamente, em 2007, na abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi vaiado todas as vezes em que apareceu nos telões. Tanto Dilma quanto Lula têm altos índices de aprovação popular, porém, a atual presidente vem acompanhando diversos protestos pelo Brasil contra a competição.

Outro constrangimento que a Dilma teve que superar ontem foi ficar ao lado do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin. Ela considera o cartola desafeto pelo passado ligado à ditadura. (Thiago Postigo Silva)


Técnico diz que Japão sentiu pressão por encarar anfitriões


A derrota para o Brasil na estreia pela Copa das Confederações parecia estar nos planos da comissão técnica do Japão. Segundo o italiano Alberto Zaccheroni, comandante da equipe oriental, seus comandados sentiram o nervossismo de enfrentar os anfitriões. “Era o que eu esperava dessa estreia. O Japão ficou muito envolvido pela emoção de jogar contra o time da casa”, analisou Zaccheroni.

O técnico também ressaltou que o gol relâmpago de Neymar pegou seu time de surpresa. “Não conseguimos fazer o que normalmente fazemos. Talvez porque levamos um gol aos três (dois) minutos e jogamos com a essa preocupação desde o início. Nosso adversário foi superior, mas não costumamos cometer tantos erros assim. Não estou chateado, mas triste”, revelou.

Zaccheroni acredita que o jogo com o Brasil não teve qualidade o bastante para comprovar o potencial dos dois times. “Não somos a seleção que vocês viram hoje (ontem). O Brasil tem muita qualidade, com jogadores de alto nível. Mas fizemos pouco nesta partida, então ela não serve muito para analisar as duas seleções.”
O próximo compromisso do Japão na competição será na quarta-feira, às 19h, diante da Itália, na Arena Pernambuco, em Recife. (Luis Felipe Soares) 

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