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Ladrões aterrorizam Novo Oratório


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

16/04/2005 | 13:15


Uma série de assaltos a residência deixou em pânico os moradores do Parque Novo Oratório, em Santo André. Desde o início de abril, foram pelo menos cinco roubos em um quadrilátero de pouco menos de 5 km², formado pelas ruas Cáucaso e América do Sul. A onda de criminalidade é confirmada pelas estatísticas. Entre janeiro e fevereiro deste ano, a faixa de gaza do crime no Grande ABC, como é conhecida a região, concentrou 131 assaltos, uma alta de 21,29% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A última investida dos criminosos ocorreu na manhã de sexta-feira, na rua Cáucaso. Dois homens armados invadiram um sobrado por volta das 8h e renderam o casal de moradores ainda no quarto. Os dois cuidavam do neto, de 2 anos. Depois de serem obrigados a mostrar tudo o que tinha na casa aos ladrões, o casal foi trancado num dos banheiros com a criança e a empregada da casa. O cárcere durou quase duas horas, período que os ladrões levaram para carregar o carro da família com os objetos da casa.

A longa espera foi permeada por ameaças e agressões. "Eles ficaram irritados porque acharam que uma casa com esse padrão tinha pouca coisa para ser roubada", disse o dono do sobrado, um metalúrgico aposentado de 58 anos. Entre as agressões, socos e coronhadas nas costas e no estômago. Durante o roubo, a dupla abriu a geladeira da família e consumiu alimentos, cerveja e refrigerantes.

Os ladrões foram embora deixando a família trancada no banheiro, que tinha pouco mais de 5 m². Para escapar, o metalúrgico aposentado escalou o lavabo e quebrou com o ombro as telhas de amianto que revestem o telhado. "Moro aqui desde a década de 70 e nunca passei por isso. Não tenho idéia do prejuízo", diz o aposentado.

Até o fim da tarde de sexta-feira, os investigadores do 5º Distrito Policial, onde o caso foi registrado, ainda não tinham pista que pudesse levar aos dois assaltantes.

Lençóis – No último dia 2, o alvo foi uma casa na rua América do Sul. Um recepcionista de 29 anos teve sua casa assaltada. Além de eletroeletrônicos, os criminosos levaram lençóis que cobriam a cama.

Dias antes, a vítima de assalto foi um vendedor desempregado de 35 anos, que foi seqüestrado em frente da casa onde mora, também na rua América do Sul. Ele estacionava o carro na garagem quando foi abordado. Por sorte, conseguiu escapar dos assaltantes quando um deles tentava obrigá-lo a entrar no porta-malas do veículo.

Segundo a delegada responsável pelo 5º DP, Vera Pereira Araújo, os crimes estão sendo investigados, mas ainda não há qualquer indício que estabeleça relação entre as investidas. A área é rota de fuga para a zona Leste da capital. Preocupados com a onda de assaltos, moradores espalharam pelo bairro no mês passado 40 faixas pedindo por segurança. Eles afirmam que a criminalidade aumentou desde que foi retirada uma base comunitária da Polícia Militar do Grande ABC.

O coronel Silva Filho, comandante do CPAM-6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6), assume que o índice de criminalidade no Parque Novo Oratório é alto e que, para conter os assaltos, o serviço de inteligência da PM está desenvolvendo trabalho na área.



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Ladrões aterrorizam Novo Oratório

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

16/04/2005 | 13:15


Uma série de assaltos a residência deixou em pânico os moradores do Parque Novo Oratório, em Santo André. Desde o início de abril, foram pelo menos cinco roubos em um quadrilátero de pouco menos de 5 km², formado pelas ruas Cáucaso e América do Sul. A onda de criminalidade é confirmada pelas estatísticas. Entre janeiro e fevereiro deste ano, a faixa de gaza do crime no Grande ABC, como é conhecida a região, concentrou 131 assaltos, uma alta de 21,29% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A última investida dos criminosos ocorreu na manhã de sexta-feira, na rua Cáucaso. Dois homens armados invadiram um sobrado por volta das 8h e renderam o casal de moradores ainda no quarto. Os dois cuidavam do neto, de 2 anos. Depois de serem obrigados a mostrar tudo o que tinha na casa aos ladrões, o casal foi trancado num dos banheiros com a criança e a empregada da casa. O cárcere durou quase duas horas, período que os ladrões levaram para carregar o carro da família com os objetos da casa.

A longa espera foi permeada por ameaças e agressões. "Eles ficaram irritados porque acharam que uma casa com esse padrão tinha pouca coisa para ser roubada", disse o dono do sobrado, um metalúrgico aposentado de 58 anos. Entre as agressões, socos e coronhadas nas costas e no estômago. Durante o roubo, a dupla abriu a geladeira da família e consumiu alimentos, cerveja e refrigerantes.

Os ladrões foram embora deixando a família trancada no banheiro, que tinha pouco mais de 5 m². Para escapar, o metalúrgico aposentado escalou o lavabo e quebrou com o ombro as telhas de amianto que revestem o telhado. "Moro aqui desde a década de 70 e nunca passei por isso. Não tenho idéia do prejuízo", diz o aposentado.

Até o fim da tarde de sexta-feira, os investigadores do 5º Distrito Policial, onde o caso foi registrado, ainda não tinham pista que pudesse levar aos dois assaltantes.

Lençóis – No último dia 2, o alvo foi uma casa na rua América do Sul. Um recepcionista de 29 anos teve sua casa assaltada. Além de eletroeletrônicos, os criminosos levaram lençóis que cobriam a cama.

Dias antes, a vítima de assalto foi um vendedor desempregado de 35 anos, que foi seqüestrado em frente da casa onde mora, também na rua América do Sul. Ele estacionava o carro na garagem quando foi abordado. Por sorte, conseguiu escapar dos assaltantes quando um deles tentava obrigá-lo a entrar no porta-malas do veículo.

Segundo a delegada responsável pelo 5º DP, Vera Pereira Araújo, os crimes estão sendo investigados, mas ainda não há qualquer indício que estabeleça relação entre as investidas. A área é rota de fuga para a zona Leste da capital. Preocupados com a onda de assaltos, moradores espalharam pelo bairro no mês passado 40 faixas pedindo por segurança. Eles afirmam que a criminalidade aumentou desde que foi retirada uma base comunitária da Polícia Militar do Grande ABC.

O coronel Silva Filho, comandante do CPAM-6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6), assume que o índice de criminalidade no Parque Novo Oratório é alto e que, para conter os assaltos, o serviço de inteligência da PM está desenvolvendo trabalho na área.

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