Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 27 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Empreender é alternativa contra a crise


Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

19/04/2009 | 07:00


A onda de demissões geradas pela crise financeira internacional pode ter um lado positivo. Trabalhadores com carteira assinada abandonam suas carreiras em grandes companhias e passam a empreender, como uma alternativa de escapar do cenário econômico turbulento.

"A procura por orientação aumentou bastante para abertura de novas empresas", lembra o analista de negócios da regional de Santo André do Sebrae, José Roberto Rodriguez. Os valores recebidos na demissão acabam aplicados na abertura de novos negócios, em sua maioria nos setores alimentício e de vestuário, tanto no comércio como prestação de serviços.

Nesse momento, o cuidado deve ser redobrado. "A primeira preocupação do empreendedor tem de ser com a localização e o público que ele pretende atender. Muitas vezes, o empreendedor abre o negócio, investe em lugar e infraestrutura e percebe que o público não aparece", explica Rodriguez.

Definir as formas de gestão antes da abertura da empresa também é fundamental para o sucesso do empreendimento. "Sem planejamento, não há bons resultados. O futuro empresário tem de elaborar desde a forma que ele pretende atender o cliente até os métodos de treinamento e quesitos para contratação dos seus funcionários", afirma o analista do Sebrae. "Em empresas jovens é ainda mais importante o empreendedor ter ao seu lado pessoas que estejam dispostas a trabalhar para o negócio crescer."

O risco de buscar investimentos em um empreendimento pouco planejado pode custar caro em tempos de escassez de crédito e altos juros. "O risco sempre existe e em épocas de crise é bem maior. Mas tem de ser um risco calculado. Buscar informação e ajuda de especialistas é a melhor forma de não passar por problemas mais tarde."

Uma das maneiras de evitar o risco é escolher setores estratégicos. Itens de necessidade básica e produtos populares tendem a sofrer menos os impactos da crise financeira. Um dos setores mais abordados nos atendimentos do Sebrae é o de alimentos. Comida, roupa e materiais de higiene são itens de necessidade básica. Dificilmente quem comercializa ou produz esse tipo de mercadoria sofre com oscilações econômicas", afirma Rodriguez.

 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;