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Incentivo ao conhecimento

Programas de financiamento acadêmico ajudam estudante a ingressar e se manter na faculdade


Bianca Barbosa
Especial para o Diário

21/10/2018 | 07:20


A grande preocupação de aspirantes ao Ensino Superior é passar no vestibular, mas esse é só o começo de longa jornada, pois se manter na universidade pode ser ainda mais difícil. Segundo o Censo de Educação Superior do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2017 quase 1,2 milhão de estudantes concluíram graduação. Enquanto isso, o número de matrículas na Educação Superior no ano passado chegou a 8,3 milhões. O número maior de ingressos frente ao de conclusões se deve, principalmente, às evasões, motivadas em grande parte à falta de recursos.

Para ajudar os estudantes, faculdades têm investido em programas de parcelamento estudantil que facilitam e tornam possível o sonho profissional. Na FGV (Fundação Getúlio Vargas) existe a bolsa restituível, tipo de financiamento escolar para alunos de graduação que tenham bom rendimento acadêmico, ou necessidade econômica. De acordo com a assessoria de imprensa, a bolsa varia de 0% a 100% do valor total da mensalidade, “quando acaba o curso, o aluno paga as mensalidades com a correção do IGPM (Índice Geral de Preços de Mercado).” Cada curso da instituição também possui bolsas específicas de mérito e demanda social. Em Ciências Econômicas, por exemplo, são oferecidas bolsas de 100% por mérito para os cinco primeiros colocados do vestibular. Do 6º ao 10º colocados, bolsas com percentual menor também são ofertadas. É importante saber que existem regras para os contemplados, uma delas é que não podem acumular mais do que duas reprovações nas disciplinas.

Na FGV Strong, os cursos possuem bolsas específicas de mérito e demanda social. No vestibular, são oferecidas bolsas por mérito de acordo com a pontuação do candidato, podendo chegar em até 54% de desconto na mensalidade. A nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) também pode ser utilizada para conseguir a bolsa.

A Metodista tem programa de Bolsa de Estudo Social para alunos da modalidade presencial. O edital é divulgado no site da universidade nos períodos de inscrição. Para a analista de conteúdo e clientes de São Caetano Nicole Kirsanoff, 21 anos, a bolsa de 50% foi essencial para continuar os estudos de Jornalismo. “Não fosse isso, teria trancado (o curso) no primeiro semestre”, contou. Porém, ela considera o processo um tanto burocrático. “Eles pedem inúmeros documentos, e às vezes nem todo mundo consegue, infelizmente.” A instituição também possui parceria com o Pravaler, crédito estudantil para financiamento semestral de cursos.

Já a USCS (Universidade Municipal de São Caetano) trabalha com financiamento estudantil próprio. “Em 2018, foram oferecidos 30% e 50% de parcelamento do valor da mensalidade, conforme o curso.” Para participar do programa, os estudantes devem pleitear a bolsa após realizar a matrícula. Inscrição é feita na área do aluno, no site da USCS, conforme instruções do edital vigente. Os valores são pagos ao estudante se desligar do curso, e janeiro e julho não entram no programa. A instituição também conta com bolsa por mérito, que premia os melhores estudantes e os mais bem colocados no vestibular, e a bolsa Prefeitura Municipal, que é realizada junto à Secretaria de Educação e disponibiliza até 100% de bolsa para moradores da cidade.

A Anhanguera possui opções de bolsa de estudos e crédito estudantil. Os primeiros colocados dos vestibulares, gratuitos, recebem bolsa de 100% para cursos presenciais, semipresenciais e on-line. Outro serviço disponibilizado é o PEP (Parcelamento Estudantil Privado), que permite ao aluno parcelar até 70% do curso sem juros, sem necessidade de conta em banco ou realização do Enem. Para aderir ao PEP, basta fazer a prova do vestibular e esperar a aprovação, no ato da matrícula a opção do financiamento será proposta.

Além dos programas de financiamento criados pelas instituições, os estudantes contam com as já conhecidas iniciativas do governo: Fies, ProUni e SiSU. Caso do analista de TI Guilherme Massaneiro, 20, de Diadema, que participa do ProUni no curso de Ciências da Computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele contou que sem a bolsa não teria condição de arcar com a mensalidade, que “custa mais que o dobro da renda per capita da minha família”. A maior dificuldade foi conseguir nota no Enem para se candidatar à vaga. Ele só critica a mudança na política de bolsa, que só é concedida se o curso tiver grade de seis horas diárias. “Hoje, a maioria possui carga horária menor, ou seja, poucas pessoas conseguem solicitá-la.” No Grande ABC, foram ofertadas 783 bolsas integrais e 611 parciais pelo ProUni em 2017. 



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