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Índios morrem de gripe no Amazonas


Das Agências

14/04/2001 | 15:24


Cerca de oito índios da tribo dos tsohon-djapas morreram de gripe nos últimos quatro anos, apesar de nunca terem tido contato com os brancos.

Os indígenas, que vivem em duas aldeias separadas próximas da cabeceira do rio Jutaí, no sudeste do Amazonas, contraíram o vírus de outra tribo, os canamaris, que desde o século passado mantém contatos com extrativistas de borracha e madeireiros, que trocam comida por trabalho dos índios.

A gripe é um símbolo do fim do isolamento já que geneticamente os índios não têm resistência ao vírus dessa enfermidade, de origem européia, e que tem sido a causa da morte de milhares de índios desde 1500.

Na última semana, uma equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai) visitou uma das aldeias dos tsohon-djapas, que pela primeira vez viam um branco.

Divididos em dois grupos por influência dos canamaris, parte dos 60 índios que integram a tribo tsohon-djapas vivem na margem do rio Jutaí, a 15 km da aldeia dos canamaris, que os mantém em regime de semi-escravidão: trabalham no campo em troca de roupas usadas, sal e sabão. O restante continua na selva.

Para o chefe da expedição da Funai, Sydnay Possuelo, é preocupante que o vírus tenha alcançado as duas aldeias. Além disso, eles não têm remédios para combater a gripe e as doenças próprias do homem branco.



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Índios morrem de gripe no Amazonas

Das Agências

14/04/2001 | 15:24


Cerca de oito índios da tribo dos tsohon-djapas morreram de gripe nos últimos quatro anos, apesar de nunca terem tido contato com os brancos.

Os indígenas, que vivem em duas aldeias separadas próximas da cabeceira do rio Jutaí, no sudeste do Amazonas, contraíram o vírus de outra tribo, os canamaris, que desde o século passado mantém contatos com extrativistas de borracha e madeireiros, que trocam comida por trabalho dos índios.

A gripe é um símbolo do fim do isolamento já que geneticamente os índios não têm resistência ao vírus dessa enfermidade, de origem européia, e que tem sido a causa da morte de milhares de índios desde 1500.

Na última semana, uma equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai) visitou uma das aldeias dos tsohon-djapas, que pela primeira vez viam um branco.

Divididos em dois grupos por influência dos canamaris, parte dos 60 índios que integram a tribo tsohon-djapas vivem na margem do rio Jutaí, a 15 km da aldeia dos canamaris, que os mantém em regime de semi-escravidão: trabalham no campo em troca de roupas usadas, sal e sabão. O restante continua na selva.

Para o chefe da expedição da Funai, Sydnay Possuelo, é preocupante que o vírus tenha alcançado as duas aldeias. Além disso, eles não têm remédios para combater a gripe e as doenças próprias do homem branco.

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