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Odebrecht paga R$ 20 mi a Zuleido Veras pela Ecosama


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/12/2007 | 08:36


A Ecosama (Empresa Concessionária de Saneamento de Mauá) não pertence mais ao empresário Zuleido Veras. Depois de quase dois meses de negociações, a Odebrecht comprou a empresa por cerca de R$ 20 milhões. Hoje o capital social da Ecosama é de R$ 9 milhões e, desde a sua criação, em 2003, já foram registrados R$ 6,9 milhões de lucro.

Em janeiro, a empresa assume oficialmente o comando da concessionária e planeja realizar investimentos de R$ 100 milhões durante os 25 anos restantes do contrato de concessão com a Prefeitura de Mauá.

A negociação, mantida sob sigilo, foi revelada com exclusividade pelo Diário no dia 15 de novembro. Na ocasião, o diretor-geral da Ecosama, Dagoberto Antunes da Rocha, admitiu que havia recebido representantes da Bradesco Investimentos, que intermediaram a transação.

A nova proprietária também assumirá o passivo da concessionária de água e esgoto de Mauá, incluindo o empréstimo de cerca de R$ 43 milhões obtido na Caixa Econômica Federal, em dezembro de 2004.

O diretor de investimentos da recém-criada Odebrecht Engenharia Ambiental – que ficará responsável pelo gerenciamento da concessão –, Renato Medeiros, disse que o negócio foi bom para a empresa. “Agora só aguardamos o aval da Prefeitura para assumirmos de fato.”

Para o diretor, o fato de Zuleido ter sido acusado pela Polícia Federal de liderar um esquema de fraudes em licitações em vários Estados não pesou no momento da compra. “Focamos a visão apenas na empresa, que para nós presta um bom serviço.”

Zuleido chegou a ficar 13 dias preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, por conta da Operação Navalha.

Medeiros garante que a Odebrecht irá cumprir integralmente o contrato assinado por Zuleido e pelo então prefeito Oswaldo Dias (PT), em 10 de janeiro de 2003. “Vamos colocá-lo no eixo, já que algumas coisas não vinham sendo feitas. Iremos retomar as conversas com o Pólo Petroquímico para a construção de estação de tratamento e venda da água de reuso.”

Segundo Medeiros, o prefeito Leonel Damo (PV) foi avisado da venda quinta-feira pelo diretor-geral da Ecosama. Questionado, Dagoberto não quis comentar. “Isso é coisa de acionista para acionista”, desconversa. Procurado no início da noite, Damo não foi localizado para comentar a venda.

O valor total do contrato, de 30 anos, é de R$ 1,6 bilhão. A licitação foi vencida pela Gautama e logo depois Zuleido criou a Ecosama. Em maio, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) julgou irregulares licitação e contrato. Em outubro, determinou que a Ecosama devolvesse R$ 6,9 milhões aos cofres públicos.

A empresa ficou sob intervenção da Prefeitura de maio até o início deste mês.


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Odebrecht paga R$ 20 mi a Zuleido Veras pela Ecosama

Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/12/2007 | 08:36


A Ecosama (Empresa Concessionária de Saneamento de Mauá) não pertence mais ao empresário Zuleido Veras. Depois de quase dois meses de negociações, a Odebrecht comprou a empresa por cerca de R$ 20 milhões. Hoje o capital social da Ecosama é de R$ 9 milhões e, desde a sua criação, em 2003, já foram registrados R$ 6,9 milhões de lucro.

Em janeiro, a empresa assume oficialmente o comando da concessionária e planeja realizar investimentos de R$ 100 milhões durante os 25 anos restantes do contrato de concessão com a Prefeitura de Mauá.

A negociação, mantida sob sigilo, foi revelada com exclusividade pelo Diário no dia 15 de novembro. Na ocasião, o diretor-geral da Ecosama, Dagoberto Antunes da Rocha, admitiu que havia recebido representantes da Bradesco Investimentos, que intermediaram a transação.

A nova proprietária também assumirá o passivo da concessionária de água e esgoto de Mauá, incluindo o empréstimo de cerca de R$ 43 milhões obtido na Caixa Econômica Federal, em dezembro de 2004.

O diretor de investimentos da recém-criada Odebrecht Engenharia Ambiental – que ficará responsável pelo gerenciamento da concessão –, Renato Medeiros, disse que o negócio foi bom para a empresa. “Agora só aguardamos o aval da Prefeitura para assumirmos de fato.”

Para o diretor, o fato de Zuleido ter sido acusado pela Polícia Federal de liderar um esquema de fraudes em licitações em vários Estados não pesou no momento da compra. “Focamos a visão apenas na empresa, que para nós presta um bom serviço.”

Zuleido chegou a ficar 13 dias preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, por conta da Operação Navalha.

Medeiros garante que a Odebrecht irá cumprir integralmente o contrato assinado por Zuleido e pelo então prefeito Oswaldo Dias (PT), em 10 de janeiro de 2003. “Vamos colocá-lo no eixo, já que algumas coisas não vinham sendo feitas. Iremos retomar as conversas com o Pólo Petroquímico para a construção de estação de tratamento e venda da água de reuso.”

Segundo Medeiros, o prefeito Leonel Damo (PV) foi avisado da venda quinta-feira pelo diretor-geral da Ecosama. Questionado, Dagoberto não quis comentar. “Isso é coisa de acionista para acionista”, desconversa. Procurado no início da noite, Damo não foi localizado para comentar a venda.

O valor total do contrato, de 30 anos, é de R$ 1,6 bilhão. A licitação foi vencida pela Gautama e logo depois Zuleido criou a Ecosama. Em maio, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) julgou irregulares licitação e contrato. Em outubro, determinou que a Ecosama devolvesse R$ 6,9 milhões aos cofres públicos.

A empresa ficou sob intervenção da Prefeitura de maio até o início deste mês.

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