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'Loki' faz refletir na abertura da Mostra Internacional



17/10/2008 | 07:05


A partir desta sexta-feira, começa para o público a maratona da 32ª Mostra Internacional de Cinema, que está trazendo a São Paulo 456 filmes de 75 países, abrindo uma janela importante para a atualização do cinéfilo com as novas tendências da produção mundial (e também para o resgate de obras essenciais, que fazem parte da história dessa mídia). De cara, você poderá assistir nesta sexta-feira ao que talvez tenha sido, em todos os formatos e categorias, o melhor filme da recente Première Brasil, do Festival do Rio 2008. Pegando carona no título do documentário de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves sobre os Titãs, a vida até parece uma festa em Loki - Arnaldo Baptista, de Paulo Henrique Fontenelle.

Exuberante como cinema - como linguagem audiovisual -, e denso na abordagem da complexidade do personagem retratado, o filme transforma seu resgate da figura de Arnaldo Baptista numa festa para os olhos, ouvidos e o coração, mas a vida não foi tão festiva para o ex-Mutante. Arnaldo Baptista foi ao inferno e o filme documenta essa passagem de sua vida.

‘Louco' foi um adjetivo que muitas vezes lhe foi aplicado, mesmo que as ‘loucuras' de Arnaldo Baptista sejam metáforas simples e até inocentes, por meio das quais tergiversa sobre a vida.

"Vou sentir falta das loucuras do Arnaldo, vou sentir falta dele", diz o diretor Fontenelle, que nos últimos anos conviveu diariamente com o artista ou pelo menos com sua imagem, na ilha de edição, enquanto montava Loki.

O próprio Arnaldo Baptista estará presente à sessão deste sábado no CineSesc e, além dela, o público terá mais duas durante a Mostra - neste domingo e no próximo -, para assistir a Loki nos cinemas. Talvez sejam as únicas. O filme é uma produção do Canal Brasil e o diretor-geral do canal brasileiro da TV paga, Paulo Mendonça afirma: "É muito humilhante pleitear por uma sala ou duas no Rio e em São Paulo, nas quais o filme fará menos do que os 100 mil que terá, garantidamente, numa só exibição no canal."

À discussão sobre o filme e o biografado, soma-se assim mais uma que o documentário de Fontenelle permite, a da questão do mercado. Há um detalhe que inviabiliza a exibição de Loki nos cinemas. "Teríamos de pagar uma exorbitância em termos de direitos autorais", diz Mendonça, acrescentando que na TV e no DVD os produtores ganham proporcionalmente - ao número de exemplares vendidos, por exemplo - e, no cinema, o canal teria de despender muito dinheiro.

Loki é uma produção do Canal Brasil, e neste sentido chega a ser uma exceção. O canal trabalha com parcerias, estimulando o desenvolvimento da produção audiovisual independente. O dinheiro que talvez gastasse com os direitos das músicas - exatamente 45 - de Loki inviabilizaria o investimento do canal em outras produções.



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