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Espondilite anquilosante

Espondilite anquilosante é uma doença reumática, inflamatória e crônica que afeta os tecidos conectivos das juntas da coluna


Leo Kahn

30/09/2010 | 00:00


Espondilite anquilosante é uma doença reumática, inflamatória e crônica que afeta os tecidos conectivos das juntas da coluna e grandes articulações como as dos quadris, ombros e outras regiões. A inflamação que afeta a coluna, geralmente começa na região inferior das costas e após um período de inflamação, que causa dores e rigidez das costas, diminui gradualmente. Pode deixar dor e rigidez na coluna que podem causar deformidades (costa curvada), caso o paciente não mantenha uma boa postura.

Tem início da segunda a quarta década de vida, preferencialmente do sexo masculino, da raça caucasiana onde sua prevalência pode chegar de 0,1% a 0,2% da população. A forma juvenil inicia antes dos 16 anos, costuma cursar inicialmente com artrite periférica, predominante em grandes articulações de membros inferiores, inserção de tendão aquilino e fáscia plantar, evoluindo somente após alguns anos com lombalgia de ritmo inflamatório; costuma ter curso evolutivo mais agressivo, necessitando com maior frequência de próteses de quadril.

O diagnóstico é baseado no conjunto de sintomas e nos raios X da coluna e das juntas afetadas. O médico faz um histórico e examina as costas procurando por espasmos musculares, com atenção para a postura e mobilidade e examinará as outras partes do corpo, procurando pelas evidências da espondilite anquilosante.

SINTOMAS:
1) Dores na coluna que surgem de modo lento ou insidioso durante algumas semanas, associadas à rigidez matinal da coluna que diminui de intensidade durante o dia;
2) A dor persiste por mais de três meses, melhora com exercício e piora com repouso;
No início, a espondilite anquilosante costuma causar dor nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna. Um lado é geralmente mais doloroso do que o outro. Essa dor tem origem nas articulações sacro-ilíacas. Alguns pacientes se sentem doentes, cansados, perdem apetite e peso.
A inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito, que piora com a respiração profunda, sentida ao redor das costelas, podendo ocorrer diminuição da expansibilidade do tórax durante a respiração profunda. Os indivíduos que apresentam limitação significativa da expansibilidade do tórax, não devem de forma alguma fumar.

DICAS:
1) A teoria mais aceita é a de que a espondilite anquilosante possa ser desencadeada por uma infecção intestinal nas pessoas geneticamente predispostas a desenvolvê-las;
2) A doença não é transmitida por contágio ou por transfusão sanguínea;
3) Raramente interfere no trabalho ou atividade física e é mais frequente em homens jovens, embora as mulheres também possam apresentá-la;

Algumas pessoas podem ter apenas uma série de dores leves e desconfortos, durante vários meses, sem, entretanto incomodá-las demais. Isso parece ser mais comum nas mulheres com espondilite anquilosante. Nesse estágio, a doença pode tanto desaparecer, como prosseguir causando rigidez na coluna dorsal ou mesmo no pescoço.

O sintoma inicial mais característico do paciente espondilítico costuma ser dor lombar baixa de ritmo inflamatório, que melhora como movimento e piora com o repouso, apresentando rigidez matinal prolongada. Por vezes, o paciente também refere dor de ritmo inflamatório nas nádegas e face posterior da raiz da coxa, suscitando diagnóstico diferencial com dor ciática.

Impossibilidade de um repouso noturno adequado por agravamento das dores ocasionado pela imobilidade. Perda continuada da mobilidade do tronco em virtude do progressivo aumento de número de articulações bloqueadas na coluna vertebral.

Nos casos mais graves, comprometimento das ancas, originando necessidade de cirurgia com substituição da articulação destruída por prótese.
A fisioterapia por meio de uma intervenção individual e em grupo impede ou interrompe o curso progressivo das deformidades posturais e das suas consequências.

A intervenção individual tem como objetivo a libertação das zonas mais retraídas através de técnicas neuromusculares de massagem, mobilização e estiramento dos tecidos moles e de posturas de alongamento, obtendo assim uma maior amplitude de movimento ao nível das ancas e ombros, assegurando uma maior mobilidade dos membros e contribuindo para a correção da postura.

A intervenção em grupo garante a manutenção de um nível adequado de mobilidade e a melhoria da tolerância ao esforço, por meio de técnicas de alongamento, mobilização e fortalecimento muscular, executadas na prática de exercícios, de preferência em piscina terapêutica ou ginásio.



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