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BC avalia que inflação ainda expõe economia a riscos



18/06/2010 | 07:01


O Copom (Comitê de Política Monetária) avalia que "permaneceram elevados os riscos" do cenário inflacionário desde a última reunião do grupo em abril. A avaliação consta da ata do encontro realizado na semana passada e que aumentou a taxa básica de juro em 0,75 ponto percentual, para 10,25% ao ano.

Para o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, o texto revela que, se não fosse a crise na Europa, a elevação dos juros básicos seria mais expressiva que a realizada pelo comitê na semana passada.

"Duas coisas podem ser retiradas desta ata: a primeira é que, se não fosse a crise externa, a alta não seria de 0,75 ponto, seria de um ponto; a segunda é que os 300 pontos base que estão no mercado como ciclo total de alta para a Selic, como mostra a Focus, já não são suficientes até para o Banco Central, para a inflação convergir para o centro da meta em 2011", destacou o economista. "O cenário está cada vez mais pautado na crise externa, o que indica que, se tivermos uma normalização neste cenário, com as commodities voltando a subir, o Banco Central provavelmente vai acelerar esta elevação dos juros", opinou.

De acordo com a ata, "a despeito da reversão de parcela substancial dos estímulos introduzidos durante a recente crise financeira internacional, desde a última reunião permaneceram elevados os riscos à concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória das metas". Os integrantes do Copom destacam que, por outro lado, nas últimas semanas "desenvolvimentos externos introduziram certa dose de cautela nas análises sobre o cenário prospectivo".

Diante da necessidade de atenção no cenário interno e com os desdobramentos do quadro internacional, o documento afirma que "prevaleceu o entendimento entre os integrantes do Comitê de que competiria à política monetária agir de forma incisiva para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos".



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BC avalia que inflação ainda expõe economia a riscos


18/06/2010 | 07:01


O Copom (Comitê de Política Monetária) avalia que "permaneceram elevados os riscos" do cenário inflacionário desde a última reunião do grupo em abril. A avaliação consta da ata do encontro realizado na semana passada e que aumentou a taxa básica de juro em 0,75 ponto percentual, para 10,25% ao ano.

Para o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, o texto revela que, se não fosse a crise na Europa, a elevação dos juros básicos seria mais expressiva que a realizada pelo comitê na semana passada.

"Duas coisas podem ser retiradas desta ata: a primeira é que, se não fosse a crise externa, a alta não seria de 0,75 ponto, seria de um ponto; a segunda é que os 300 pontos base que estão no mercado como ciclo total de alta para a Selic, como mostra a Focus, já não são suficientes até para o Banco Central, para a inflação convergir para o centro da meta em 2011", destacou o economista. "O cenário está cada vez mais pautado na crise externa, o que indica que, se tivermos uma normalização neste cenário, com as commodities voltando a subir, o Banco Central provavelmente vai acelerar esta elevação dos juros", opinou.

De acordo com a ata, "a despeito da reversão de parcela substancial dos estímulos introduzidos durante a recente crise financeira internacional, desde a última reunião permaneceram elevados os riscos à concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória das metas". Os integrantes do Copom destacam que, por outro lado, nas últimas semanas "desenvolvimentos externos introduziram certa dose de cautela nas análises sobre o cenário prospectivo".

Diante da necessidade de atenção no cenário interno e com os desdobramentos do quadro internacional, o documento afirma que "prevaleceu o entendimento entre os integrantes do Comitê de que competiria à política monetária agir de forma incisiva para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos".

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