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Taxa do lixo em Santo André pode subir até 160% com fim de aterro


Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

21/04/2009 | 07:00


Diante das dificuldades do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) em conseguir as liberações da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) para a ampliação do aterro sanitário de Santo André, a terceirização do serviço de depósito do lixo da cidade poderá refletir no bolso dos munícipes com o custo de operação, passando dos atuais cerca de R$ 25 por tonelada para cerca de R$ 65 a tonelada, chegando a aproximadamente R$ 1,5 milhão a mais nos custos do serviço ao mês.

Com o fim das atividades no aterro, apenas para dar continuidade à sua manutenção e ao tratamento do chorume proveniente do lixo, erosões, entre outros, serão gastos cerca de R$ 400 mil por mês. Além de outras despesas como o transporte do lixo de um município para o outro e a contratação do novo aterro. Esses últimos itens a diretoria do Semasa ainda não consegue mensurar de quanto serão os custos. "Vai encarecer bastante. Por isso acreditamos nessa aprovação, pois consta de uma área segura e será importante para a cidade", disse o diretor de Resíduos Sólidos, Antonio Carlos Dias de Oliveira.

A hipótese de terceirização do serviço ainda não é admitida pela autarquia, que acredita conseguir até o início de maio a autorização para uso de uma das áreas de cerca de 6.357 metros quadrados. Além do pedido para a licença de ampliação de outro espaço de cerca de 40 mil metros quadrados, estimando assim prolongar a duração do espaço entre oito e 13 anos.

Atualmente, são depositadas cerca de 25 mil toneladas, sendo sete delas de entulho. Como estratégia para prolongar de maneira emergencial o espaço, o Semasa tem depositado apenas o lixo e estocado o entulho. "Se não estivéssemos fazendo isso, talvez ele duraria somente cerca de 20 dias no máximo, em vez dos dois meses que previstos", salientou Oliveira.

A autorização para uso da área menor, de 6.357 metros quadrados, seria uma alternativa de prolongamento de cerca de oito meses de vida do local com a facilidade para uso imediato, pois consta de uma espaço limpo, sem edificações. Diferentemente da área maior, de cerca de 40 mil metros quadros, a qual o Semasa pleiteia a licença. No espaço, caso haja o deferimento do órgão estadual, serão necessários cerca de seis meses para contratação da empresa que fará as obras de demolições de prédio administrativo e usinas entre outros serviços. Após essa etapa, a nova área deverá passar por avaliação de licença prévia, de instalação e operação.

Como maneira para resolver as desconformidades argumentadas pela Cetesb como a altura da configuração topográfica do aterro e a proximidade com dutos da Petrobras, o que impediu o deferimento, a autarquia apresentará novas alturas para a composição das células.

No dia 23, o Semasa reunirá a sociedade civil, associações e representantes do Estado para audiência pública de apresentação do Estudo de Impacto Ambiental, no Teatro Municipal de Santo André, a partir das 17h30. E no dia 24 fará apresentação à Câmara Técnica do Tietê, na capital.

 



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