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Luta contra a calvície vai da caspa à cirurgia


Ana Macchi
Do Diário do Grande ABC

11/08/2001 | 15:30


O apelo aos sprays coloridos, perucas, remédios ou aos já comuns implantes de cabelo mostra que o conformismo nunca foi o maior aliado de homens que sofrem de alopécia androgênica, a conhecida calvície. Por se tratar de uma predisposição genética, o enfraquecimento e a queda dos fios costumam acontecer principalmente em homens cujos pais ou avôs maternos desenvolveram calvície a partir dos 20 anos de idade.

Apesar de as chances de prevenir o problema serem pequenas, o controle da caspa pode ser um bom método para evitar que os cabelos comecem a cair cedo. Mas nos casos inevitáveis, o uso de drogas ou a cirurgia de implante de fios capilares podem reduzir o quadro de alopécia.

“Xampus e cosméticos não adiantam para manter os fios saudáveis, já que a calvície não é um problema externo”, afirmou o professor do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC Luiz Henrique Paschoal. Segundo ele, a causa da queda de cabelo em homens está diretamente relacionada à ação do DHT (dihidrotestosterona), hormônio responsável pela diminuição e afinamento dos fios, além da diminuição progressiva dos bulbos capilares. “Os fios ficam curtos, finos e fracos. Quando começam a cair, podem desenvolver três tipos de calvície. A pior delas é a que fica com cabelos apenas nas laterais da cabeça”, disse.

A ingestão do medicamento Finasterida pode bloquear a ação da enzima 5-alpha-reductase, responsável pelo desenvolvimento do problema estético. Segundo Paschoal, o remédio deve ser tomado de dois a três anos. “Porém, quando se pára de tomá-lo, a calvície volta a aparecer”, afirmou.

Bem distante das farmácias, o tratamento estético também pode ser eficaz para o controle da alopécia androgênica. O preço caro – aproximadamente R$ 3 mil – espanta interessados que costumam preferir um tratamento com Finasterida – a partir de R$ 30 mensais. “O problema é que quando se toma o remédio, não se pode parar mais. Mesmo assim, é bastante eficaz porque ajuda a nascer novos fios e ainda impede que os já existentes caiam”, afirmou o dermatologista José Antônio Martinez Germano. “Homens que notam a queda de cabelo muito cedo devem procurar controlar o estresse porque o desgaste emocional também está diretamente relacionada à queda de fios”, afirmou.

Nem todos os calvos, porém, se importam com a falta de cabelos. Para o estudante Paulo Flores, 29 anos, os primeiros indícios de calvície apareceram precocemente. Há pelo menos cinco anos ele convive com o problema, mas afirma não se importar com a sua nova aparência. “Encaro com naturalidade porque não sou uma pessoa extremamente vaidosa. No meu caso, a calvície evoluiu rapidamente porque nunca fiz um tratamento contra queda”, disse.



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Luta contra a calvície vai da caspa à cirurgia

Ana Macchi
Do Diário do Grande ABC

11/08/2001 | 15:30


O apelo aos sprays coloridos, perucas, remédios ou aos já comuns implantes de cabelo mostra que o conformismo nunca foi o maior aliado de homens que sofrem de alopécia androgênica, a conhecida calvície. Por se tratar de uma predisposição genética, o enfraquecimento e a queda dos fios costumam acontecer principalmente em homens cujos pais ou avôs maternos desenvolveram calvície a partir dos 20 anos de idade.

Apesar de as chances de prevenir o problema serem pequenas, o controle da caspa pode ser um bom método para evitar que os cabelos comecem a cair cedo. Mas nos casos inevitáveis, o uso de drogas ou a cirurgia de implante de fios capilares podem reduzir o quadro de alopécia.

“Xampus e cosméticos não adiantam para manter os fios saudáveis, já que a calvície não é um problema externo”, afirmou o professor do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC Luiz Henrique Paschoal. Segundo ele, a causa da queda de cabelo em homens está diretamente relacionada à ação do DHT (dihidrotestosterona), hormônio responsável pela diminuição e afinamento dos fios, além da diminuição progressiva dos bulbos capilares. “Os fios ficam curtos, finos e fracos. Quando começam a cair, podem desenvolver três tipos de calvície. A pior delas é a que fica com cabelos apenas nas laterais da cabeça”, disse.

A ingestão do medicamento Finasterida pode bloquear a ação da enzima 5-alpha-reductase, responsável pelo desenvolvimento do problema estético. Segundo Paschoal, o remédio deve ser tomado de dois a três anos. “Porém, quando se pára de tomá-lo, a calvície volta a aparecer”, afirmou.

Bem distante das farmácias, o tratamento estético também pode ser eficaz para o controle da alopécia androgênica. O preço caro – aproximadamente R$ 3 mil – espanta interessados que costumam preferir um tratamento com Finasterida – a partir de R$ 30 mensais. “O problema é que quando se toma o remédio, não se pode parar mais. Mesmo assim, é bastante eficaz porque ajuda a nascer novos fios e ainda impede que os já existentes caiam”, afirmou o dermatologista José Antônio Martinez Germano. “Homens que notam a queda de cabelo muito cedo devem procurar controlar o estresse porque o desgaste emocional também está diretamente relacionada à queda de fios”, afirmou.

Nem todos os calvos, porém, se importam com a falta de cabelos. Para o estudante Paulo Flores, 29 anos, os primeiros indícios de calvície apareceram precocemente. Há pelo menos cinco anos ele convive com o problema, mas afirma não se importar com a sua nova aparência. “Encaro com naturalidade porque não sou uma pessoa extremamente vaidosa. No meu caso, a calvície evoluiu rapidamente porque nunca fiz um tratamento contra queda”, disse.

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