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Terceira semana de coleta tem qualidade ruim da água

Foram analisados 20 pontos entre Diadema e a Capital em trecho percorrido de 57 quilômetros


Natália Fernandjes
do Diário do Grande ABC

19/04/2017 | 07:07


Nenhum dos 20 pontos de coleta de água para análise na terceira semana de trabalhos da Expedição Billings, iniciativa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), por meio do projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos), em parceria com a empresa ProMinent, apresentou índice bom de qualidade. O ecoesportista Dan Robson percorreu 57 quilômetros de margens da represa entre Diadema e a Capital, sendo constatados 12 trechos com indicador péssimo e outros oito com característica ruim.

Para a especialista em recursos hídricos e coordenadora do projeto IPH/USCS, Marta Ângela Marcondes, chamou atenção a presença de algas microscópicas em 12 pontos analisados. Ela explica que além das já conhecidas Escherichia coli e Shiguella spp, também presentes nos anos anteriores, foram observadas espécies dos gêneros Klebsiela spp, Salmonella spp e Pseudomonas spp, causadoras de gastroenterites.

O trecho percorrido na terceira semana corresponde a área altamente urbanizada, com problemas de ocupações irregulares próximas às margens. Outro ponto que colabora para os índices negativos é a entrada de água do Rio Pinheiros pelo processo de reversão, explica Marta.

Fato curioso destacado pela especialista foi a presença de cianobactérias em pelo menos dez pontos estudados. “As cianobactérias constituem grupo de micro-organismos procariontes encontrados em ambientes aquáticos, os quais vêm sendo pesquisados devido à capacidade de produzir toxinas que causam grandes impactos à saúde pública e ao meio ambiente”, detalha.

No total, a expedição atravessará em sete semanas 462 quilômetros de margem e coletará amostras do líquido em 164 pontos, distribuídos entre São Bernardo (104), Capital (37), Santo André (dez), Diadema (oito), Ribeirão Pires (dois) e Rio Grande da Serra (três).  



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Terceira semana de coleta tem qualidade ruim da água

Foram analisados 20 pontos entre Diadema e a Capital em trecho percorrido de 57 quilômetros

Natália Fernandjes
do Diário do Grande ABC

19/04/2017 | 07:07


Nenhum dos 20 pontos de coleta de água para análise na terceira semana de trabalhos da Expedição Billings, iniciativa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), por meio do projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos), em parceria com a empresa ProMinent, apresentou índice bom de qualidade. O ecoesportista Dan Robson percorreu 57 quilômetros de margens da represa entre Diadema e a Capital, sendo constatados 12 trechos com indicador péssimo e outros oito com característica ruim.

Para a especialista em recursos hídricos e coordenadora do projeto IPH/USCS, Marta Ângela Marcondes, chamou atenção a presença de algas microscópicas em 12 pontos analisados. Ela explica que além das já conhecidas Escherichia coli e Shiguella spp, também presentes nos anos anteriores, foram observadas espécies dos gêneros Klebsiela spp, Salmonella spp e Pseudomonas spp, causadoras de gastroenterites.

O trecho percorrido na terceira semana corresponde a área altamente urbanizada, com problemas de ocupações irregulares próximas às margens. Outro ponto que colabora para os índices negativos é a entrada de água do Rio Pinheiros pelo processo de reversão, explica Marta.

Fato curioso destacado pela especialista foi a presença de cianobactérias em pelo menos dez pontos estudados. “As cianobactérias constituem grupo de micro-organismos procariontes encontrados em ambientes aquáticos, os quais vêm sendo pesquisados devido à capacidade de produzir toxinas que causam grandes impactos à saúde pública e ao meio ambiente”, detalha.

No total, a expedição atravessará em sete semanas 462 quilômetros de margem e coletará amostras do líquido em 164 pontos, distribuídos entre São Bernardo (104), Capital (37), Santo André (dez), Diadema (oito), Ribeirão Pires (dois) e Rio Grande da Serra (três).  

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