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Grande ABC tem dois
gênios na Educação


Willian Novaes
Do Diário do Grande ABC

21/02/2010 | 07:00


Entre os mais de 341 mil alunos da rede estadual de ensino no Grande ABC há dois estudantes reconhecidos como superdotados de inteligência. Até o ano passado eram cinco, mas três completaram o Ensino Médio e saíram da rede pública. Eles fazem parte de restrito grupo de 1.022 estudantes que estão acima da média entre cerca de 5 milhões de crianças e adolescente no Estado de São Paulo.

Para saber quem são esses garotos e garotas com facilidade extrema para apreender, a Secretaria Estadual da Educação lançou o Projeto Um Olhar para as Altas Habilidades e, desde então, busca por esses estudantes com habilidades excepcionais em cada uma das 91 diretorias de ensino do Estado.

Cada regional capacitou três profissionais que fazem o papel de multiplicadores entre os demais professores e funcionários das escolas. Essas pessoas garimpam essa turma esperta em todas as salas de aula.

O último número é surpreendente em relação ao de anos anteriores. Em 2007 foram localizados 79 superdotados, no ano seguinte foram 397 e em 2009 chegaram a 1.022 superdotados.

Mas o resultado está muito aquém da média, segundo Denise Rocha Belfort Arantes, coordenadora do Um Olhar para as Altas Habilidades. "De 3% a 5% da população pode ser considerada superdotada para alguma área de conhecimento ou atividade", comenta a profissional.

"Temos investido em capacitação e na orientação para identificar quem são esses estudantes com características especiais, já que eles se destacam em relação aos outros alunos da mesma idade", conta Denise.

Não são aplicados provas ou testes, como o do QI, para medir a inteligência dos estudantes. A avaliação é feita por observação dos educadores. Entre as principais características estão a boa memória, independência e autonomia, criatividade e liderança, entre outras.

Os estudantes Jordan Barbosa Fernandes, 15 anos, que mora no bairro Eldorado, em Diadema, e Nilton Martin Mathias Brenner, 16, em Taquecetuba, em São Bernardo, não sabiam que eram considerados superdotados quando o Diário entrou em contato com eles. "Nossa, sério, eu nem sabia deste resultado", afirma Jordan. Mas, se para ele foi surpresa, os familiares e vizinhos não viram novidade na classificação do garoto. "Ele é inteligente demais, às vezes parece um adulto conversando", diz a vizinha Janaina Pereira Castelo Branco, 24.

Segundo a coordenadora do projeto, após a identificação as escolas criam programa para potencializar os talentos dos alunos. "Paralelamente existem ações desenvolvidas especificamente para eles", informa. Os dois estudantes ouvidos pelo Diário revelam que não receberam nenhum tipo de ajuda, além das aulas normais.



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