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Revendedores do ABC definem preço do gás


Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

25/11/2000 | 00:15


Os cerca de 20 revendedores reunidos sexta definiram os preços médios do botijao de 13 kg que passam a valer nos bairros onde a entrega automática é terceirizada. Cerca de 30% das empresas que atendem à maior concentraçao de domicílios da cidade - chamada de terceira regiao - vai elevar os preços médios ao consumidor de R$ 15,50 a R$ 17 para R$ 17,50 a R$ 19. A entrega automática terceirizada vai custar R$ 19,80 e o serviço de pedido por telefone, R$ 19,80. De acordo com o presidente da Associaçao dos Revendedores de GLP do ABC e regiao, Luiz Marquesin, o reajuste varia entre 11% e 16% - e obedece ao aumento de custo repassado pelas engarrafadoras.

A reuniao entre os revendedores de gás de cozinha de Santo André e os representantes das engarrafadoras, anunciada para ontem, foi frustrada pela falta de tempo para agendar o encontro com os representantes das indústrias. Marquesin afirmou que, nesta semana, terá encontros com representantes da Associaçao Comercial de Santo André (Acisa), vai procurar a Prefeitura de Santo André e tentar condiçoes comerciais mais favoráveis com as engarrafadoras.

O encontro desta sexta reuniu revendedores das marcas Butano, Ultragás, Liquigás, Copagaz e Minasgás. Marquesin afirmou que nao existe intençao de estabelecer uma tabela de preços entre os revendedores, o que daria margem à acusaçao de formaçao de cartel, mas estabelecer negociaçoes que permitam defender os interesses dos pequenos e médios lojistas. De acordo com ele, o governo anunciou que o reajuste do gás de cozinha seria de 5%, mas o Ministério das Minas e Energia repassou às engarrafadoras reajuste de 11%. Ele acredita que as empresas repassaram o custo de 11% aos revendedores, acrescido de 5% na margem, o que representa 16% de aumento, que pode atingir até 18%.

Marquesin disse que os revendedores sao pressionados de um lado pelo custo imposto pelas engarrafadoras e, de outro, pela concorrência no preço com as próprias fornecedoras do combustível que fazem a entrega automática, sem considerar o comércio clandestino, que nao paga impostos e consegue vender a preços menores. A Liquigás, por exemplo, cobra R$ 16,50 na entrega automática direta, enquanto a Ultragás comercializa o produto a R$ 20. "As companhias deveriam dar condiçoes para que o revendedor terceirizado tivesse preço melhor", disse. O comerciante acredita que os preços do botijao de 13 kg serao parecidos em todas as cidades da regiao, com exceçao de promoçoes localizadas.



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