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Setor automotivo bate recorde, mas desacelera


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

06/05/2005 | 12:54


A indústria automobilística brasileira continua produzindo boas notícias, mas que estão sendo insuficientes para afastar o pessimismo com a desaceleração da economia. Continua registrando recordes históricos de produção e de exportações: no primeiro quadrimestre, o setor registrou alta de 14,7% no volume produzido na comparação com igual período do ano passado. Foram 771,4 mil unidades fabricadas, melhor marca para os primeiros quatro meses do ano.

O impulso veio em grande parte das vendas ao exterior, que tiveram crescimento de 35,9%, para o total de US$ 3,18 bilhões, também maior resultado para o quadrimestre inicial do ano, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Entretanto, os juros altos e o dólar em queda já sinalizam o que setor está desacelerando. Em abril, na comparação com março, houve queda de 7,9% nas vendas no mês. Mas como abril teve dois dias úteis a menos que março, na média diária (6.883 unidades) o setor teve alta de 1,3%.

A preocupação dos empresários com o sinais de freio na economia é grande. Mesmo com bons resultados, o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, reclama do descompasso entre os custos dos fabricantes e a variação cambial, por conta da queda do dólar em relação ao real. “A rentabilidade com as exportações foi pulverizada”, afirma.

Golfarb explicou que o descompasso tira a competitividade das exportações. A diferença entre o IPA (Índice de Preços no Atacado), medido pela FGV, de janeiro de 2002 até este ano e a variação do dólar, mostra em março último que os custos estão 46,5% acima da taxa cambial. Ele acrescenta que o principal produto brasileiro de exportação é o carro compacto, “que tem margens de lucro pequenas”. “Quando se trabalha com carros de entrada (de preço econômico), não há muita flexibilidade em aumentar preços”, afirma.

O dirigente afirma que, se o câmbio se mantiver no nível atual (na faixa dos R$ 2,50), no próximo mês a associação poderá revisar para baixo as projeções de crescimento de produção e exportações para o ano todo. Nas vendas externas, não deverá haver mudanças drásticas porque as empresas estão honrando contratos firmados com bastante antecedência.

Por enquanto, a previsão é de que o setor atinja 2,3 milhões de unidades produzidas (5,4% a mais que em 2004) e tenha crescimento de 7% nas exportações em 2005, para US$ 8,9 bilhões.

Em relação às vendas no mercado interno, Golfarb afirmou que o setor caminha para atingir a meta, de totalizar 1,64 milhão de unidades comercializadas em 2005 (alta de 4% no ano). No primeiro quadrimestre, foram comercializadas 469,3 mil unidades, 8,4% a mais do que no mesmo período de 2004.

O mês passado contribuiu para o bom resultado das vendas internas no quadrimestre. Houve expansão de 19,2% nas vendas (137,7 mil unidades) em abril na comparação com o mesmo mês de 2004.


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Setor automotivo bate recorde, mas desacelera

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

06/05/2005 | 12:54


A indústria automobilística brasileira continua produzindo boas notícias, mas que estão sendo insuficientes para afastar o pessimismo com a desaceleração da economia. Continua registrando recordes históricos de produção e de exportações: no primeiro quadrimestre, o setor registrou alta de 14,7% no volume produzido na comparação com igual período do ano passado. Foram 771,4 mil unidades fabricadas, melhor marca para os primeiros quatro meses do ano.

O impulso veio em grande parte das vendas ao exterior, que tiveram crescimento de 35,9%, para o total de US$ 3,18 bilhões, também maior resultado para o quadrimestre inicial do ano, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Entretanto, os juros altos e o dólar em queda já sinalizam o que setor está desacelerando. Em abril, na comparação com março, houve queda de 7,9% nas vendas no mês. Mas como abril teve dois dias úteis a menos que março, na média diária (6.883 unidades) o setor teve alta de 1,3%.

A preocupação dos empresários com o sinais de freio na economia é grande. Mesmo com bons resultados, o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, reclama do descompasso entre os custos dos fabricantes e a variação cambial, por conta da queda do dólar em relação ao real. “A rentabilidade com as exportações foi pulverizada”, afirma.

Golfarb explicou que o descompasso tira a competitividade das exportações. A diferença entre o IPA (Índice de Preços no Atacado), medido pela FGV, de janeiro de 2002 até este ano e a variação do dólar, mostra em março último que os custos estão 46,5% acima da taxa cambial. Ele acrescenta que o principal produto brasileiro de exportação é o carro compacto, “que tem margens de lucro pequenas”. “Quando se trabalha com carros de entrada (de preço econômico), não há muita flexibilidade em aumentar preços”, afirma.

O dirigente afirma que, se o câmbio se mantiver no nível atual (na faixa dos R$ 2,50), no próximo mês a associação poderá revisar para baixo as projeções de crescimento de produção e exportações para o ano todo. Nas vendas externas, não deverá haver mudanças drásticas porque as empresas estão honrando contratos firmados com bastante antecedência.

Por enquanto, a previsão é de que o setor atinja 2,3 milhões de unidades produzidas (5,4% a mais que em 2004) e tenha crescimento de 7% nas exportações em 2005, para US$ 8,9 bilhões.

Em relação às vendas no mercado interno, Golfarb afirmou que o setor caminha para atingir a meta, de totalizar 1,64 milhão de unidades comercializadas em 2005 (alta de 4% no ano). No primeiro quadrimestre, foram comercializadas 469,3 mil unidades, 8,4% a mais do que no mesmo período de 2004.

O mês passado contribuiu para o bom resultado das vendas internas no quadrimestre. Houve expansão de 19,2% nas vendas (137,7 mil unidades) em abril na comparação com o mesmo mês de 2004.

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