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Call-centers têm mais rotatividade


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/10/2009 | 07:00


Apesar de ser uma oportunidade para quem está à procura de emprego, principalmente aqueles sem experiência profissional, o setor de call center é conhecido por ter grande rotatividade.

Segundo o vice-presidente da ABT (Associação Brasileira de Telesserviços), Topázio Silveira Neto, o índice de instabilidade entre funcionários receptivos - aqueles que recebem telefonemas para prestar algum tipo de serviço - é de 1% a 3% ao mês. Para operações de vendas - conhecido como telemarketing - a média mensal fica entre 3% e 5%. 

Um dos fatores que acaba justificando o ‘entre-e-sai' de funcionários é que o setor não exige experiência profissional, e por isso acaba treinando jovens, dando oportunidade de primeiro emprego. Porém, depois de um tempo, a pessoa vislumbra outras possibilidades profissionais e acaba saindo do segmento.

Silveira Neto explica que a rotatividade também está atrelada ao crescimento do setor ano a ano. Em 2008, o segmento manteve seu ritmo normal de crescimento, de cerca de 10% ao ano. O faturamento das empresas no País - somente por parte das companhias do setor que operam como terceirizadas - foi de R$ 5,5 bilhões.

Para se ter ideia do incremento, esse ano iniciou com 850 mil empregos diretos e deve encerrar com 920 mil. "O setor reagiu melhor do que imaginávamos. Isso mostra que o call center vem sendo visto pelas empresas como forte ferramenta para atrair novos consumidores, por ampliar o canal de comunicação entre produto e cliente", ressalta.

Para Mônica Amaral, consultora de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, como o serviço de call center é tercerizado pelas empresas, quando se firma ou quando se fecha uma conta, pessoas são admitidas ou demitidas. "Isso explica o fato de alguns RHs (Recursos Humanos) chegarem a entrevistar cerca de 300 pessoas por dia. Quando isso acontece, pode-se ter certeza que alguma empresa contratou os serviços de call center."

Segundo ela, o setor é, na maioria das vezes, uma fase transitória para o jovem, afinal, de 100 pessoas que iniciam a vida profissional em call center, apenas duas ou três seguem carreira.

"Ao mesmo tempo que as pessoas são treinadas e aprendem a ter responsabilidades, a pressão que sofrem faz com que deixem o setor. Acabam ‘levando' o trabalho enquanto estudam, devido aos horários alternativos", afirma Mônica.

Essa pressão é fruto do número de ligações que o funcionário faz ou recebe, é por esse índice que se mede a produtividade do trabalhador. "Mesmo que os funcionários façam seis horas diárias de trabalho, esse período acaba sendo muito estressante, há desgastes. Esse fator também colabora para que as pessoas abandonem o setor", destaca o escritor e especialista em mercado de trabalho Raul Rosenthal.

REGIÃO - Empresas como a Atento, RedLine Contract Center e EDS foram procuradas para comentar o assunto, já que possuem unidades na região. Porém, até o fechamento dessa edição não comentaram sobre o assunto.



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Call-centers têm mais rotatividade

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/10/2009 | 07:00


Apesar de ser uma oportunidade para quem está à procura de emprego, principalmente aqueles sem experiência profissional, o setor de call center é conhecido por ter grande rotatividade.

Segundo o vice-presidente da ABT (Associação Brasileira de Telesserviços), Topázio Silveira Neto, o índice de instabilidade entre funcionários receptivos - aqueles que recebem telefonemas para prestar algum tipo de serviço - é de 1% a 3% ao mês. Para operações de vendas - conhecido como telemarketing - a média mensal fica entre 3% e 5%. 

Um dos fatores que acaba justificando o ‘entre-e-sai' de funcionários é que o setor não exige experiência profissional, e por isso acaba treinando jovens, dando oportunidade de primeiro emprego. Porém, depois de um tempo, a pessoa vislumbra outras possibilidades profissionais e acaba saindo do segmento.

Silveira Neto explica que a rotatividade também está atrelada ao crescimento do setor ano a ano. Em 2008, o segmento manteve seu ritmo normal de crescimento, de cerca de 10% ao ano. O faturamento das empresas no País - somente por parte das companhias do setor que operam como terceirizadas - foi de R$ 5,5 bilhões.

Para se ter ideia do incremento, esse ano iniciou com 850 mil empregos diretos e deve encerrar com 920 mil. "O setor reagiu melhor do que imaginávamos. Isso mostra que o call center vem sendo visto pelas empresas como forte ferramenta para atrair novos consumidores, por ampliar o canal de comunicação entre produto e cliente", ressalta.

Para Mônica Amaral, consultora de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, como o serviço de call center é tercerizado pelas empresas, quando se firma ou quando se fecha uma conta, pessoas são admitidas ou demitidas. "Isso explica o fato de alguns RHs (Recursos Humanos) chegarem a entrevistar cerca de 300 pessoas por dia. Quando isso acontece, pode-se ter certeza que alguma empresa contratou os serviços de call center."

Segundo ela, o setor é, na maioria das vezes, uma fase transitória para o jovem, afinal, de 100 pessoas que iniciam a vida profissional em call center, apenas duas ou três seguem carreira.

"Ao mesmo tempo que as pessoas são treinadas e aprendem a ter responsabilidades, a pressão que sofrem faz com que deixem o setor. Acabam ‘levando' o trabalho enquanto estudam, devido aos horários alternativos", afirma Mônica.

Essa pressão é fruto do número de ligações que o funcionário faz ou recebe, é por esse índice que se mede a produtividade do trabalhador. "Mesmo que os funcionários façam seis horas diárias de trabalho, esse período acaba sendo muito estressante, há desgastes. Esse fator também colabora para que as pessoas abandonem o setor", destaca o escritor e especialista em mercado de trabalho Raul Rosenthal.

REGIÃO - Empresas como a Atento, RedLine Contract Center e EDS foram procuradas para comentar o assunto, já que possuem unidades na região. Porém, até o fechamento dessa edição não comentaram sobre o assunto.

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