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Viaduto Capuava é novela sem fim

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fábio Munhoz
Wilson Moço

11/11/2011 | 07:00


Novela que se arrasta há pelo menos 21 anos, a construção de viaduto para transpor a linha férrea na Estação Ferroviária de Capuava, em Mauá, está incluída em projeto da Dersa que faz a interligação da Avenida dos Estados com o Complexo Jacu-Pêssego. A equipe do Diário mantém contato com a empresa desde segunda-feira para que detalhe o projeto, mas ainda não obteve respostas.

O projeto a que o Diário teve acesso mostra que o elevado deverá ser construído no trecho da Avenida Manuel da Nóbrega que cruza a linha férrea, além de alça na Avenida Rosa Kasinski.

Considerada um dos principais gargalos do trânsito na região justamente em função da cancela, que fecha para o tráfego de veículos e de pedestres a cada vez que o trem passa, a Avenida Manuel da Nóbrega faz a ligação das avenidas João Ramalho e dos Estados e recebe intenso tráfego de caminhões. Estreita, a única passagem em nível da região e sem passarela por perto, diariamente causa longos congestionamentos, sobretudo porque aquela região abriga importante polo industrial.

Apesar de fundamental para desatar o nó viário naquela área, a construção do viaduto é novela sem fim, em que pese ser item constante na pauta de reivindicações do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Até mesmo o ministro dos Transportes em 2005, Alfredo Nascimento, prometeu ao prefeito interino de Mauá à época, Diniz Lopes, construir o elevado, que custaria R$ 12 milhões.

Dias antes, em 14 de fevereiro, Diniz tinha apresentado o projeto ao então secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, que também garantiu que a obra sairia do papel. Outras promessas foram feitas por prefeitos e outros políticos de Mauá, antes ou depois, mas até agora a novela ainda não teve fim.

TRANSTORNOS

Motoristas ouvidos pelo Diário relatam que, nos horários de pico, a cancela chega a ficar fechada por cerca de cinco minutos. "Quando saio da firma, por volta de 18h, fico até uma hora esperando para conseguir atravessar a linha do trem. De vez em quando utilizo o Viaduto Cassaquera", relata o técnico de caldeiraria Antônio José da Costa Neto, 37 anos.

A promessa de que o viaduto sairá do papel não empolga os trabalhadores do entorno. "Trabalho aqui há 42 anos. Desde que cheguei escuto essa história de que vão fazer a obra. Agora, pelo menos, existe o Rodoanel, que pode motivar o governo a construir o viaduto para facilitar o acesso", aponta o vendedor ambulante José Guerra Filho, 68.

"Além do trânsito, é bem perigoso atravessar a linha. Se der algum problema na cancela, ocorre um acidente feio", teme o cabeleireiro Danilo Alves, 24. Sem passagem segura, pedestres se arriscam para atravessar a ferrovia mesmo com o semáforo vermelho.

A equipe do Diário flagrou diversos transeuntes erguendo a cancela e esperando a passagem do trem, a poucos metros dos trilhos. Não há guardas-civis municipais para impedir as irregularidades.



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Viaduto Capuava é novela sem fim

Fábio Munhoz
Wilson Moço

11/11/2011 | 07:00


Novela que se arrasta há pelo menos 21 anos, a construção de viaduto para transpor a linha férrea na Estação Ferroviária de Capuava, em Mauá, está incluída em projeto da Dersa que faz a interligação da Avenida dos Estados com o Complexo Jacu-Pêssego. A equipe do Diário mantém contato com a empresa desde segunda-feira para que detalhe o projeto, mas ainda não obteve respostas.

O projeto a que o Diário teve acesso mostra que o elevado deverá ser construído no trecho da Avenida Manuel da Nóbrega que cruza a linha férrea, além de alça na Avenida Rosa Kasinski.

Considerada um dos principais gargalos do trânsito na região justamente em função da cancela, que fecha para o tráfego de veículos e de pedestres a cada vez que o trem passa, a Avenida Manuel da Nóbrega faz a ligação das avenidas João Ramalho e dos Estados e recebe intenso tráfego de caminhões. Estreita, a única passagem em nível da região e sem passarela por perto, diariamente causa longos congestionamentos, sobretudo porque aquela região abriga importante polo industrial.

Apesar de fundamental para desatar o nó viário naquela área, a construção do viaduto é novela sem fim, em que pese ser item constante na pauta de reivindicações do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Até mesmo o ministro dos Transportes em 2005, Alfredo Nascimento, prometeu ao prefeito interino de Mauá à época, Diniz Lopes, construir o elevado, que custaria R$ 12 milhões.

Dias antes, em 14 de fevereiro, Diniz tinha apresentado o projeto ao então secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, que também garantiu que a obra sairia do papel. Outras promessas foram feitas por prefeitos e outros políticos de Mauá, antes ou depois, mas até agora a novela ainda não teve fim.

TRANSTORNOS

Motoristas ouvidos pelo Diário relatam que, nos horários de pico, a cancela chega a ficar fechada por cerca de cinco minutos. "Quando saio da firma, por volta de 18h, fico até uma hora esperando para conseguir atravessar a linha do trem. De vez em quando utilizo o Viaduto Cassaquera", relata o técnico de caldeiraria Antônio José da Costa Neto, 37 anos.

A promessa de que o viaduto sairá do papel não empolga os trabalhadores do entorno. "Trabalho aqui há 42 anos. Desde que cheguei escuto essa história de que vão fazer a obra. Agora, pelo menos, existe o Rodoanel, que pode motivar o governo a construir o viaduto para facilitar o acesso", aponta o vendedor ambulante José Guerra Filho, 68.

"Além do trânsito, é bem perigoso atravessar a linha. Se der algum problema na cancela, ocorre um acidente feio", teme o cabeleireiro Danilo Alves, 24. Sem passagem segura, pedestres se arriscam para atravessar a ferrovia mesmo com o semáforo vermelho.

A equipe do Diário flagrou diversos transeuntes erguendo a cancela e esperando a passagem do trem, a poucos metros dos trilhos. Não há guardas-civis municipais para impedir as irregularidades.

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