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Magrão já admite deixar o futebol


Anderson Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

24/05/2005 | 08:07


Magrão pode ter sua carreira encerrada precocemente, com apenas 31 anos. O jogador, nascido em Santo André e com passagem marcante pelo São Caetano, será submetido nesta terça-feira a uma artroscopia no quadril para tentar voltar ao futebol. Visivelmente abatido, o atacante já faz planos para o futuro, já que as chances de sucesso são pequenas. "Estou conformado se tiver de parar. Se isso acontecer, pretendo seguir a carreira fora de campo agenciando a carreira de jogadores", revelou o atleta, que confessou: "A gente fica no escuro com essa situação. Não sabe o que pode acontecer".

A contusão de Magrão é grave. A lesão atinge os dois lados do quadril, o mesmo problema sofrido pelo brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga, mas com uma diferença considerável: o tenista tem apenas um lado comprometido. Afastado dos gramados desde setembro, quando realizou a primeira cirurgia, o atacante não tem muita esperança de atuar novamente. "A medicina ainda não está evoluída nesse tipo de cirurgia. É uma lesão recente entre atletas e não há estatísticas que comprovem o sucesso na recuperação."

O primeiro passo será dado nesta terça-feira, com a artroscopia no lado esquerdo do quadril. Magrão ficará em repouso e, se os resultados forem positivos, voltará para a sala de cirurgia para operar o lado direito. O jogador não sente dores quando está em repouso, mas não consegue acompanhar o ritmo dos companheiros. "Para um sedentário, não tenho nada. Mas, como atleta, preciso estar numa forma perfeita", afirmou.

Forma que não alcança há cinco anos. "O jogador vai empurrando. Jogava, sentia dor e usava medicamentos. Chegou uma hora que não dava mais. Por isso é que optei pela cirurgia", explicou. Magrão passou três anos no Japão defendendo o Gamba Osaka. Em setembro, voltou ao Brasil para a primeira artroscopia. Seu contrato com a equipe japonesa terminou em janeiro.

Magrão confessa que recebeu diversas propostas do futebol brasileiro. Santos, Palmeiras, Santo André e Fluminense entraram em contato com o jogador, que descartou qualquer transferência. "Como ainda estou machucado, não dei continuidade às negociações", disse. O futebol coreano e russo também tentou levar o atacante, sem sucesso.

A vontade mostra que Magrão ainda sonha com o seu retorno. Tem mantido a forma física no Anacleto Campanella, treinando separadamente dos atuais atletas do clube. Com a cabeça no lugar, se diz preparado para pendurar as chuteiras. "Graças a Deus consegui respeito no futebol e um equilíbrio financeiro razoável. Se não der mais para jogar, vou fazer cursos e tentar, um dia, ser um agente Fifa (credenciado para negociar atletas internacionalmente)."

O atacante foi revelado pelo Palmeiras e teve passagens pelo São Caetano, Goiás, Coritiba, Grêmio, Botafogo, Badajós (Espanha), Verdy e Gamba Osaka (ambos do Japão). Atualmente, está sem equipe, enquanto não define sua condição física. "Tenho um bom mercado no futebol se precisar voltar", finalizou.



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Magrão já admite deixar o futebol

Anderson Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

24/05/2005 | 08:07


Magrão pode ter sua carreira encerrada precocemente, com apenas 31 anos. O jogador, nascido em Santo André e com passagem marcante pelo São Caetano, será submetido nesta terça-feira a uma artroscopia no quadril para tentar voltar ao futebol. Visivelmente abatido, o atacante já faz planos para o futuro, já que as chances de sucesso são pequenas. "Estou conformado se tiver de parar. Se isso acontecer, pretendo seguir a carreira fora de campo agenciando a carreira de jogadores", revelou o atleta, que confessou: "A gente fica no escuro com essa situação. Não sabe o que pode acontecer".

A contusão de Magrão é grave. A lesão atinge os dois lados do quadril, o mesmo problema sofrido pelo brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga, mas com uma diferença considerável: o tenista tem apenas um lado comprometido. Afastado dos gramados desde setembro, quando realizou a primeira cirurgia, o atacante não tem muita esperança de atuar novamente. "A medicina ainda não está evoluída nesse tipo de cirurgia. É uma lesão recente entre atletas e não há estatísticas que comprovem o sucesso na recuperação."

O primeiro passo será dado nesta terça-feira, com a artroscopia no lado esquerdo do quadril. Magrão ficará em repouso e, se os resultados forem positivos, voltará para a sala de cirurgia para operar o lado direito. O jogador não sente dores quando está em repouso, mas não consegue acompanhar o ritmo dos companheiros. "Para um sedentário, não tenho nada. Mas, como atleta, preciso estar numa forma perfeita", afirmou.

Forma que não alcança há cinco anos. "O jogador vai empurrando. Jogava, sentia dor e usava medicamentos. Chegou uma hora que não dava mais. Por isso é que optei pela cirurgia", explicou. Magrão passou três anos no Japão defendendo o Gamba Osaka. Em setembro, voltou ao Brasil para a primeira artroscopia. Seu contrato com a equipe japonesa terminou em janeiro.

Magrão confessa que recebeu diversas propostas do futebol brasileiro. Santos, Palmeiras, Santo André e Fluminense entraram em contato com o jogador, que descartou qualquer transferência. "Como ainda estou machucado, não dei continuidade às negociações", disse. O futebol coreano e russo também tentou levar o atacante, sem sucesso.

A vontade mostra que Magrão ainda sonha com o seu retorno. Tem mantido a forma física no Anacleto Campanella, treinando separadamente dos atuais atletas do clube. Com a cabeça no lugar, se diz preparado para pendurar as chuteiras. "Graças a Deus consegui respeito no futebol e um equilíbrio financeiro razoável. Se não der mais para jogar, vou fazer cursos e tentar, um dia, ser um agente Fifa (credenciado para negociar atletas internacionalmente)."

O atacante foi revelado pelo Palmeiras e teve passagens pelo São Caetano, Goiás, Coritiba, Grêmio, Botafogo, Badajós (Espanha), Verdy e Gamba Osaka (ambos do Japão). Atualmente, está sem equipe, enquanto não define sua condição física. "Tenho um bom mercado no futebol se precisar voltar", finalizou.

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