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Agressividade doce

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

24/07/2009 | 07:00


Amparada por time de ilustres colaboradores, a cantora paulistana Ana Cañas lança o segundo CD, "Hein?" (SonyBMG, R$ 30, em média), que privilegia sua faceta roqueira e transgressora. Além de afirmar a personalidade da intérprete, capaz de performances seguras, com apelo sensual e doses de agressividade, o álbum representa salto de qualidade em relação ao trabalho de estreia, "Amor e Caos" (2007).

"Nos shows do primeiro disco, colocava músicas do Cazuza, Itamar Assumpção e Raul Seixas, que tinham pegada, para contrabalançar a parte do repertório que era mais paradinha e MPB. Também ouvia muito uma frase de pessoas no camarim: ‘Ana, a gente adora seu disco, mas o show é melhor'. Então, sentia falta do peso", afirma a cantora.

PARCERIAS - Produzido pelo experiente Liminha - co-autor de oito das 12 faixas -, "Hein?" traz outras parcerias inspiradas da artista com o cantor Arnaldo Antunes e o baixista Dadi (músico conhecido por acompanhar nos palcos medalhões da MPB, como Marisa Monte e Caetano Veloso).

Sobre o título, Ana diz que expressa a vontade que tem de dialogar com diversas vertentes. "Você não vai dizer: ‘Hein?' para uma coisa que não está a fim de entender. Quero me comunicar e tenho essa vontade de trocar".

Entre os bons momentos do CD estão a faixa de abertura, a dançante "Na Multidão", o acento bluesy de "Na Medida do Impossível" e a regravação de "Chuck Berry Fields Forever", de Gilberto Gil, que comparece tocando violão. Outra pepita é a canção "Gira", em que Ana e Flávio Rossi dividem os créditos com Liminha.

MUTANTES - A cantora, de 28 anos, não conhecia o extenso currículo do produtor - personagem importante na história do mercado fonográfico desde a década de 1980. Curiosamente, encantou-se primeiro por clássicos dos Mutantes, banda em que ele atuou como baixista na década de 1960.

"Quando encontrei o Liminha, houve uma empatia imediata. Ele foi amigo, muito mais que produtor. Foi uma coisa que se estendeu para a minha vida e a dele. Houve muitos jantares, bares, pés sujos, vinhos, momentos prazerosos de composição. Ele é um p... compositor", revela.

Modesta Ana assume que ainda precisa evoluir no quesito autoral. "Não tive a pretensão de achar que minhas músicas já estavam ótimas, para não cometer erros que cometi no primeiro disco."



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Agressividade doce

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

24/07/2009 | 07:00


Amparada por time de ilustres colaboradores, a cantora paulistana Ana Cañas lança o segundo CD, "Hein?" (SonyBMG, R$ 30, em média), que privilegia sua faceta roqueira e transgressora. Além de afirmar a personalidade da intérprete, capaz de performances seguras, com apelo sensual e doses de agressividade, o álbum representa salto de qualidade em relação ao trabalho de estreia, "Amor e Caos" (2007).

"Nos shows do primeiro disco, colocava músicas do Cazuza, Itamar Assumpção e Raul Seixas, que tinham pegada, para contrabalançar a parte do repertório que era mais paradinha e MPB. Também ouvia muito uma frase de pessoas no camarim: ‘Ana, a gente adora seu disco, mas o show é melhor'. Então, sentia falta do peso", afirma a cantora.

PARCERIAS - Produzido pelo experiente Liminha - co-autor de oito das 12 faixas -, "Hein?" traz outras parcerias inspiradas da artista com o cantor Arnaldo Antunes e o baixista Dadi (músico conhecido por acompanhar nos palcos medalhões da MPB, como Marisa Monte e Caetano Veloso).

Sobre o título, Ana diz que expressa a vontade que tem de dialogar com diversas vertentes. "Você não vai dizer: ‘Hein?' para uma coisa que não está a fim de entender. Quero me comunicar e tenho essa vontade de trocar".

Entre os bons momentos do CD estão a faixa de abertura, a dançante "Na Multidão", o acento bluesy de "Na Medida do Impossível" e a regravação de "Chuck Berry Fields Forever", de Gilberto Gil, que comparece tocando violão. Outra pepita é a canção "Gira", em que Ana e Flávio Rossi dividem os créditos com Liminha.

MUTANTES - A cantora, de 28 anos, não conhecia o extenso currículo do produtor - personagem importante na história do mercado fonográfico desde a década de 1980. Curiosamente, encantou-se primeiro por clássicos dos Mutantes, banda em que ele atuou como baixista na década de 1960.

"Quando encontrei o Liminha, houve uma empatia imediata. Ele foi amigo, muito mais que produtor. Foi uma coisa que se estendeu para a minha vida e a dele. Houve muitos jantares, bares, pés sujos, vinhos, momentos prazerosos de composição. Ele é um p... compositor", revela.

Modesta Ana assume que ainda precisa evoluir no quesito autoral. "Não tive a pretensão de achar que minhas músicas já estavam ótimas, para não cometer erros que cometi no primeiro disco."

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