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Sesc Santo André abre, a partir de quinta-feira,
mostra com obras dos anos 1980 do paulistano


Vinícius Castelli

29/07/2015 | 07:00


Mais de três décadas depois de sua criação, a Série Paulistana segue viva e atual. Composta por 36 obras, a mostra é assinada pelo artista plástico de São Paulo Alex Flemming e está disponível para apreciação do público no Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200), a partir de amanhã até o dia 1º de novembro. A entrada é gratuita e as visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira, das 10h às 21h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

A Série Paulistana, de 1980, foi a segunda sequência de gravuras do artista radicado em Berlim, na Alemanha. A primeira foi a Série Natureza Morta, denunciando a tortura no Brasil em 1978. “Tenho por ela o maior carinho, pois foi a primeira a ter uma ampla repercussão (foi exposta no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), além de ter sido responsável por eu ganhar no ano seguinte a Bolsa Fulbright, do governo norte-americano, e ir morar em Nova York”, explica Flemming ao Diário.

Parte do acervo Sesc de Arte Brasileira as fotogravuras retratam anônimos das ruas de São Paulo e toda sua pluralidade. O artista vai além dos grandiosos edifícios, registra o cotidiano e promove retrato de população de sua cidade. O artista não se preocupou com a repetição, mas mergulhou na possibilidade de mutação dentro de um mesmo ângulo.

“Quis, de certa maneira, repetir no fim do século 20, o que (Jean-Baptiste) Debret fez no Rio do século 19. Acho realmente que a Série Paulistana só será entendida em 50 anos, quando quase nada do que foi retratado existir mais”, diz.

Para Nilton Campos, arquiteto e curador de artes visuais, que cuidou da distribuição e sequência das obras para a mostra em Santo André, esses trabalhos, feitos nos anos 1980, seguem atuais. “É atemporal, se você olhar para as obras e não considerar que foram feitas naquele tempo, nem se percebe”, afirma. Para Campos, o trabalho realizado por Flemming para a mostra tem ‘algo de memória’ e traz proximidade. “A gente se vê na série, ele abarca várias pessoas, questões em que ele se identificou e se sensibilizou”, diz.

“Elas são o retrato de uma cidade em mudança efervescente e que, portanto, já é outra. Exatamente aí está, para mim, o valor dela. Mas cada pessoa pode pensar exatamente o oposto e eu vou achar tudo bem, numa boa”, encerra Flemming.



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