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Um teste do futuro


Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

25/03/2009 | 07:00


A Volkswagen trouxe para o Brasil meramente a título de curiosidade a sua última palavra em tecnologia alternativa, o Tiguan HyMotion. Desenvolvido em seu Centro de Célula a Combustível de Wolfsburg, na Alemanha, o Diário teve a oportunidade de participar de um test-drive do modelo no Kartódromo da Aldeia da Serra, em Barueri, São Paulo.

Utilizando um sistema de célula a combustível de baixa temperatura, o utilitário esportivo é movido a hidrogênio. Sob o capô, o tradicional motor a explosão dá lugar a um moderno ‘coração' elétrico, que gera 80 kw (110 cavalos), e 420 células a combustível que fornecem tensão de 350 volts.

Sob o assoalho do porta-malas localiza-se uma bateria de íons de lítio - que funciona como acumulador adicional para a recuperação da energia de frenagem e entrega mais 20 kw (26 cv). Por fim, sob os bancos traseiros existe um tanque de hidrogênio gasoso de 700 bar de pressão.

Com toda essa ‘parafernália', o HyMotion é 250 quilos mais pesado do que seu ‘irmão' a gasolina que, diga-se de passagem, deverá começar a ser comercializado por aqui a partir de abril.

O abastecimento com hidrogênio é feito pelo bocal do tanque de combustível. A autonomia do carro-conceito ainda é modesta: 230 quilômetros. Mas a intenção dos engenheiros da Volks é de, pelo menos, duplicar este número até o início da produção em linha dos primeiros veículos a hidrogênio da marca, algo que deve ocorrer dentro de dez anos.

AULA DE QUÍMICA - Vamos sair um pouco do mundo dos ‘cavalos de potência', ‘torque', ‘níveis de consumo' etc, para nos aprofundar em uma verdadeira aula de química. Afinal, o conceito do Tiguan HyMotion é transformar energia química em energia elétrica.

As 420 células a combustível são constituídas por uma parte chamada adono e outra denominada catodo. Entre as duas existe uma fina membrana preenchida com água destilada.

Pelo adono entra o hidrogênio armazenado no tanque e pelo catodo entra o oxigênio. A reação entre esses dois elementos ocorre na membrana, gerando energia e produzindo H2O. Essa água, por sua vez, sai pelo catodo e é eliminada pelo escapamento. Já a energia é conduzida até o motor elétrico.

RODANDO... - Se a tecnologia é complicada, fazê-lo rodar é completamente simples. Antes de mais nada é preciso destacar que o design e o espaço interno do Tiguan não foram alterados mesmo com todos esses equipamentos inovadores.

O barulho do motor chama a atenção. Em vez do silêncio esperado, um som parecido com o de um aspirador de pó funcionando. No interior do veículo, no entanto, devido ao revestimento acústico, o ruído é bastante minimizado.

Quando aceleramos percebemos que o carro é ‘preguiçoso'. O ganho de velocidade é lento demais. Nas curvas, pela falta de uma transmissão e, consequentemente, a impossibilidade de reduzir uma marcha, o Tiguan passa a sensação de estar solto, não transmitindo tanta segurança.

No entanto, pelo bem do meio ambiente e das gerações futuras, podemos nos acostumar com isso. Basta esperar pelos próximos dez anos! 



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Um teste do futuro

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

25/03/2009 | 07:00


A Volkswagen trouxe para o Brasil meramente a título de curiosidade a sua última palavra em tecnologia alternativa, o Tiguan HyMotion. Desenvolvido em seu Centro de Célula a Combustível de Wolfsburg, na Alemanha, o Diário teve a oportunidade de participar de um test-drive do modelo no Kartódromo da Aldeia da Serra, em Barueri, São Paulo.

Utilizando um sistema de célula a combustível de baixa temperatura, o utilitário esportivo é movido a hidrogênio. Sob o capô, o tradicional motor a explosão dá lugar a um moderno ‘coração' elétrico, que gera 80 kw (110 cavalos), e 420 células a combustível que fornecem tensão de 350 volts.

Sob o assoalho do porta-malas localiza-se uma bateria de íons de lítio - que funciona como acumulador adicional para a recuperação da energia de frenagem e entrega mais 20 kw (26 cv). Por fim, sob os bancos traseiros existe um tanque de hidrogênio gasoso de 700 bar de pressão.

Com toda essa ‘parafernália', o HyMotion é 250 quilos mais pesado do que seu ‘irmão' a gasolina que, diga-se de passagem, deverá começar a ser comercializado por aqui a partir de abril.

O abastecimento com hidrogênio é feito pelo bocal do tanque de combustível. A autonomia do carro-conceito ainda é modesta: 230 quilômetros. Mas a intenção dos engenheiros da Volks é de, pelo menos, duplicar este número até o início da produção em linha dos primeiros veículos a hidrogênio da marca, algo que deve ocorrer dentro de dez anos.

AULA DE QUÍMICA - Vamos sair um pouco do mundo dos ‘cavalos de potência', ‘torque', ‘níveis de consumo' etc, para nos aprofundar em uma verdadeira aula de química. Afinal, o conceito do Tiguan HyMotion é transformar energia química em energia elétrica.

As 420 células a combustível são constituídas por uma parte chamada adono e outra denominada catodo. Entre as duas existe uma fina membrana preenchida com água destilada.

Pelo adono entra o hidrogênio armazenado no tanque e pelo catodo entra o oxigênio. A reação entre esses dois elementos ocorre na membrana, gerando energia e produzindo H2O. Essa água, por sua vez, sai pelo catodo e é eliminada pelo escapamento. Já a energia é conduzida até o motor elétrico.

RODANDO... - Se a tecnologia é complicada, fazê-lo rodar é completamente simples. Antes de mais nada é preciso destacar que o design e o espaço interno do Tiguan não foram alterados mesmo com todos esses equipamentos inovadores.

O barulho do motor chama a atenção. Em vez do silêncio esperado, um som parecido com o de um aspirador de pó funcionando. No interior do veículo, no entanto, devido ao revestimento acústico, o ruído é bastante minimizado.

Quando aceleramos percebemos que o carro é ‘preguiçoso'. O ganho de velocidade é lento demais. Nas curvas, pela falta de uma transmissão e, consequentemente, a impossibilidade de reduzir uma marcha, o Tiguan passa a sensação de estar solto, não transmitindo tanta segurança.

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