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Como o arco-íris se forma?

Em dias de sol e chuva o fenômeno natural aparece deixando o céu colorido


Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

20/07/2014 | 07:00


O arco-íris é fenômeno natural causado pela decomposição (separação) da luz branca, emitida pelo sol. Para entendê-lo, é preciso saber que o branco é a mistura de todas as cores e que no fundo dos nossos olhos há milhares de células sensíveis à luz, que nos permitem diferenciar as tonalidades. Elas são de dois tipos: bastonetes, que formam só imagens em preto e branco, e cones, que criam as coloridas.

Entre os cones, há aqueles que definem o vermelho, outros especializados em verde e os do azul. Isso significa que, na verdade, só enxergamos essas três cores; todas as outras são misturas delas. O cone vermelho junto do verde, por exemplo, produz a sensação da cor amarela. Já os três cones sensibilizados ao mesmo tempo fazem nosso cérebro notar a luz branca.

Quando essa luz passa através de um objeto transparente, como a gotinha de água, sofre grande mudança na sua velocidade de propagação (modo como se espalha), ficando mais lenta. Durante essa ‘freada’, nem todas as cores ‘brecam’ de forma igual e sofrem desvios diferentes na atmosfera. O vermelho, por exemplo, ‘derrapa’ menos e o azul-violeta, mais.

Num dia ensolarado, cada gota de chuva separa a luz branca do sol nas três cores fundamentais (vermelho, verde e azul). Mas se a nossa visão formar com os raios solares o ângulo certo (entre 40° e 42°), enxergaremos o arco-íris e suas tonalidades (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta).

É possível ver o fenômeno natural quando o sol está atrás de você, iluminando minúsculas gotas de chuva que estão a sua frente. Ele também pode aparecer no esguicho da mangueira que irriga plantação e no chafariz de uma praça. Até durante a ducha na praia para tirar a areia do corpo, você poderá notar pequeno arco-íris se formando nas gotinhas do chuveiro.

E dá para brincar de produzi-lo. Se estiver num quarto escuro com uma pequena faixa de luz do sol entrando, basta pegar copo de vidro transparente cheio de água e colocá-lo na beira de um móvel de modo que a luz atinja o líquido. Assim, aparecerá um arco-íris na sombra que estiver no chão.


Fenômeno encanta a humanidade

Há muitas lendas antigas de diferentes povos que envolvem o arco-íris. Umas das mais famosas tem origem irlandesa e conta que ao final dele existe um pote cheio de moedas de ouro. O guardião do tesouro é o Leprechaun, pequeno ser encantado (lembra o gnomo) de barba e cabelos ruivos e roupas verdes. Quem o capturar será levado até a fortuna, mas não poderá tirar os olhos do sapeca homenzinho. Se isso acontecer, ele desaparecerá para sempre.

Já na mitologia grega, o fenômeno natural está relacionado à deusa Íris, mensageira dos deuses. Na Antiguidade, acreditava-se que o rastro colorido no céu surgia por onde ela passava. Na Bíblia, o arco-íris aparece como sinal da aliança entre Deus e os seres vivos, depois que Ele prometeu a Noé não causar outro dilúvio para destruir a Terra.


Tem mais

Você sabe o que é o Disco de Newton? Quando o cientista inglês Isaac Newton (1643-1727) afirmou que a luz branca era formada por todas as cores, algumas pessoas duvidaram. Para provar que o branco é resultado da ilusão de nossos sentidos, que ocorre quando misturamos luzes de diferentes cores, Newton teve uma ideia. Pintou um disco de papelão com várias tonalidades e o colocou num dispositivo que o fazia girar bem rápido. Assim, com a velocidade certa, as cores se misturam em nosso cérebro e vemos o objeto ficar branco.


Sophia de Miguel, 8 anos, de Santo André, sempre achou o arco-íris lindo e, por isso, ficou curiosa em descobrir por que ele surge quando há chuva e sol. “Tem um monte de cores. Queria que aparecesse mais vezes no céu.” Entre todos os tons que o fenômeno natural exibe, o azul é o preferido da menina.


Consultoria do professor Pierluigi Piazzi, físico, escritor e conferencista. 



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Como o arco-íris se forma?

Em dias de sol e chuva o fenômeno natural aparece deixando o céu colorido

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

20/07/2014 | 07:00


O arco-íris é fenômeno natural causado pela decomposição (separação) da luz branca, emitida pelo sol. Para entendê-lo, é preciso saber que o branco é a mistura de todas as cores e que no fundo dos nossos olhos há milhares de células sensíveis à luz, que nos permitem diferenciar as tonalidades. Elas são de dois tipos: bastonetes, que formam só imagens em preto e branco, e cones, que criam as coloridas.

Entre os cones, há aqueles que definem o vermelho, outros especializados em verde e os do azul. Isso significa que, na verdade, só enxergamos essas três cores; todas as outras são misturas delas. O cone vermelho junto do verde, por exemplo, produz a sensação da cor amarela. Já os três cones sensibilizados ao mesmo tempo fazem nosso cérebro notar a luz branca.

Quando essa luz passa através de um objeto transparente, como a gotinha de água, sofre grande mudança na sua velocidade de propagação (modo como se espalha), ficando mais lenta. Durante essa ‘freada’, nem todas as cores ‘brecam’ de forma igual e sofrem desvios diferentes na atmosfera. O vermelho, por exemplo, ‘derrapa’ menos e o azul-violeta, mais.

Num dia ensolarado, cada gota de chuva separa a luz branca do sol nas três cores fundamentais (vermelho, verde e azul). Mas se a nossa visão formar com os raios solares o ângulo certo (entre 40° e 42°), enxergaremos o arco-íris e suas tonalidades (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta).

É possível ver o fenômeno natural quando o sol está atrás de você, iluminando minúsculas gotas de chuva que estão a sua frente. Ele também pode aparecer no esguicho da mangueira que irriga plantação e no chafariz de uma praça. Até durante a ducha na praia para tirar a areia do corpo, você poderá notar pequeno arco-íris se formando nas gotinhas do chuveiro.

E dá para brincar de produzi-lo. Se estiver num quarto escuro com uma pequena faixa de luz do sol entrando, basta pegar copo de vidro transparente cheio de água e colocá-lo na beira de um móvel de modo que a luz atinja o líquido. Assim, aparecerá um arco-íris na sombra que estiver no chão.


Fenômeno encanta a humanidade

Há muitas lendas antigas de diferentes povos que envolvem o arco-íris. Umas das mais famosas tem origem irlandesa e conta que ao final dele existe um pote cheio de moedas de ouro. O guardião do tesouro é o Leprechaun, pequeno ser encantado (lembra o gnomo) de barba e cabelos ruivos e roupas verdes. Quem o capturar será levado até a fortuna, mas não poderá tirar os olhos do sapeca homenzinho. Se isso acontecer, ele desaparecerá para sempre.

Já na mitologia grega, o fenômeno natural está relacionado à deusa Íris, mensageira dos deuses. Na Antiguidade, acreditava-se que o rastro colorido no céu surgia por onde ela passava. Na Bíblia, o arco-íris aparece como sinal da aliança entre Deus e os seres vivos, depois que Ele prometeu a Noé não causar outro dilúvio para destruir a Terra.


Tem mais

Você sabe o que é o Disco de Newton? Quando o cientista inglês Isaac Newton (1643-1727) afirmou que a luz branca era formada por todas as cores, algumas pessoas duvidaram. Para provar que o branco é resultado da ilusão de nossos sentidos, que ocorre quando misturamos luzes de diferentes cores, Newton teve uma ideia. Pintou um disco de papelão com várias tonalidades e o colocou num dispositivo que o fazia girar bem rápido. Assim, com a velocidade certa, as cores se misturam em nosso cérebro e vemos o objeto ficar branco.


Sophia de Miguel, 8 anos, de Santo André, sempre achou o arco-íris lindo e, por isso, ficou curiosa em descobrir por que ele surge quando há chuva e sol. “Tem um monte de cores. Queria que aparecesse mais vezes no céu.” Entre todos os tons que o fenômeno natural exibe, o azul é o preferido da menina.


Consultoria do professor Pierluigi Piazzi, físico, escritor e conferencista. 

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