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Venda de carros fecha semestre em alta

A comparação com 2012 mostra que comercialização de motos encolheu e de caminhões cresceu


Andréa Ciaffone
Do Diário do Grande ABC

03/07/2013 | 07:05


A venda de veículos fechou o primeiro semestre deste ano com resultado positivo na comparação com o mesmo período de 2012. Pelas contas da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), entidade que representa cerca de 7.200 concessionários de veículos de todo o Brasil, houve alta de 4,62% no emplacamento de automóveis e comerciais leves nos seis primeiros meses deste ano em relação ao ano passado.

Entretanto, quando considerada a soma das vendas de todas as categorias de veículos no período de janeiro a junho deste ano, a entidade revela que o mercado apresentou leve queda de 0,27% na comparação com 2012. Enquanto a comercialização de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus cresceu neste ano em relação ao ano passado, o desempenho das motos nos licenciamentos caiu 11,83% frente a 2012. “A retração é resultado direto da restrição de crédito imposta ao consumidor deste segmento”, explica Alarico Assumpção Júnior, presidente executivo da Fenabrave e porta-voz do setor de motos.

Se no mundo das duas rodas o equilíbrio está precário, basta aumentar o número de pneus para ver as vendas decolarem. No mesmo intervalo de tempo, os segmentos de caminhões e ônibus e o de tratores e máquinas agrícolas apresentaram crescimento de 8,06%. A previsão para o ano continua de crescimento expressivo, atualmente mantido em 10% para caminhões.

O otimismo dos concessionários de caminhões se explica quando se leva em conta que, graças à safra recorde de grãos deste ano, as vendas desses veículos engordaram 22,29% quando confrontadas com as realizadas em junho de 2012.

EXPECTATIVAS

Apesar de reconhecer que o Planalto tem sido um grande parceiro do setor, o presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti, defendeu melhores ações para a contenção cambial e inflacionária, além de cobrar mais investimentos por parte do governo. “O fortalecimento da indústria se dá por meio de investimento. Só investimos 18% do PIB, quando o ideal seria em torno de 25%”, observa Meneghetti, que não faz projeções para o decorrer do ano alegando que as inconstantes medidas econômicas não permitem programações responsáveis. (colaborou Lukas Kenji)
 



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